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PSOL irá recorrer a favor do impedimento da governadora Yeda Crusius

PSOL irá recorrer a favor do impedimento de Yeda Crusius

O Partido Socialismo e Liberdade (PSOL) irá recorrer nos próximos dias do arquivamento do pedido de impeachment da governadora Yeda Crusius. O presidente da Assembléia Legislativa, deputado Alceu Moreira (PMDB), arquivou o processo na última sexta-feira por considerar que não existiam provas suficientes para o prosseguimento do processo. O procurador-geral da Assembléia, Fernando Ferreira, tinha dado aval jurídico para o prosseguimento do pedido, mas determinou que Moreira decidisse sobre a abertura do processo.

A deputada federal do PSOL, Luciana Genro, afirma que o arquivamento feito pelo deputado foi autoritário e denuncia que atendeu a motivos políticos, já que ele integra a base aliada do governo do Estado. Para ela, há provas suficientes para sustentar o pedido de impedimento da governadora Yeda Crusius.

“A prova de que ela sabia dos esquemas do Detran e de que ela sabia do loteamento dos seus partidos que utilizam as estatais para financiar os seus próprios partidos. Isso ficou claro nas investigações da Polícia Federal, na própria fala do chefe da Casa Civil, Cezar Busatto, e também ficou claro na maneira em que a governadora se comportou quando o escândalo veio à tona, quando ela deu demonstrações de apreço pelo Busatto e em nenhum momento negou ou repudiou as declarações dele”, diz.

Luciana considera que a corrupção na política não ocorre somente no Rio Grande do Sul, mas que ganhou proporções nacionais com casos como o do Mensalão. Para ela, a causa está tanto nos partidos políticos como no sistema, mas vem sendo agravada devido aos benefícios dados a parlamentares, como o foro privilegiado.

“É preciso buscar mecanismos de punição aos altos escalões que se envolvem com a corrupção. Hoje, o foro privilegiado e a imunidade parlamentar são um veneno para a política, porque elas propiciam que muitos parlamentares passem incólume porque têm foro privilegiado e porque a cassação do mandato é definida pelos próprios colegas, que muitas vezes também têm o ‘rabo preso’”, argumenta.

O pedido de impedimento do PSOL e do PV será encaminhado à Comissão de Constituição e Justiça da Assembléia Legislativa gaúcha e à Justiça.

Fonte: Raquel Casiraghi/Agência Chasque

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