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Rede de universidades apóia programa Saúde da Família

Médicos do programa Saúde da Família, especialmente os que trabalham no interior, vão usar, em 2007, a Rede Nacional de Ensino e Pesquisa (RNP) para tirar dúvidas sobre diagnóstico, pedir opinião sobre exames e trocar informações com especialistas dos grandes centros.

Médicos do programa Saúde da Família, especialmente os que trabalham no interior, vão usar, em 2007, a Rede Nacional de Ensino e Pesquisa (RNP) para tirar dúvidas sobre diagnóstico, pedir opinião sobre exames e trocar informações com especialistas dos grandes centros.

A RNP é um programa avançado dos ministérios da Educação e de Ciência e Tecnologia (MCT) que usa a internet para pesquisa em educação e desenvolvimento técnico.

O Internato Rural, estágio de três a seis meses que alunos de medicina da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) fazem em pequenos municípios, será uma das dez experiências aproveitadas pelo Saúde da Família. Segundo o diretor do Departamento de Atenção Básica do Ministério da Saúde, Pedro Lima, no Internato Rural, o aluno do 4º ou do 5º ano vai para o interior estagiar em medicina da família ou clínica médica e entra na rede para dialogar ou tirar dúvidas com seus professores na UFMG.

O canal será colocado à disposição das equipes do Saúde da Família. Para conversar com um especialista, basta o médico ou enfermeiro ir a um ponto da RNP na universidade ou a um campus mais próximo. “Uma política reforça a outra”, diz Pedro Lima para explicar o uso do conhecimento produzido nas universidades ou desenvolvido pela ciência e tecnologia em proveito da saúde da população do interior. O Ministério da Saúde usará a rede na difusão de conhecimentos por teleconferência, para reduzir deslocamentos aos grandes centros.

Em 2007 e 2008, o Ministério da Saúde, MEC e MCT vão usar a RNP para testar um projeto-piloto do Saúde da Família em sete universidades federais e três universidades estaduais, em nove estados das cinco regiões. Estarão na experiência as universidades federais de Minas Gerais (UFMG), Amazonas (Ufam), Ceará (UFCE), Pernambuco (UFPE), Santa Catarina (UFSC), Rio Grande do Sul (UFRGS) e de Goiás (UFGO), e as estaduais de São Paulo (USP), Rio de Janeiro (Uerj) e Amazonas (Ueam).

Oitenta por cento das equipes do Saúde da Família que participarão do projeto-piloto serão do interior e 20% de regiões metropolitanas, diz Pedro Lima. “É nos lugares mais distantes (dos grandes centros) que médicos e enfermeiros precisam de maior apoio”, enfatiza. A integração do Saúde da Família à RNP decorre da assinatura, na segunda-feira passada, 23, de um protocolo entre os ministérios da Educação, da Saúde e de Ciência e Tecnologia.

Rede

A RNP, criada em 1998, está em todas as universidades federais e nos centros federais de educação tecnológica (Cefets), além dos setores do Ministério de Ciência e Tecnologia espalhados pelo País. No fim deste ano, as escolas agrotécnicas federais também entrarão na rede.

Dados do Ministério da Saúde indicam que estão constituídas 26.650 equipes do programa Saúde da Família (médico, enfermeiro, técnico de enfermagem e agente comunitário), que atendem 5.087 municípios. As equipes de saúde bucal são 16.597.

Fonte: Ionice Lorenzoni, do MEC

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