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Servidores de universidades ampliam greve no RS

Os servidores das quatro universidades federais do Rio Grande do Sul planejam uma manifestação conjunta, na próxima quarta-feira, para pressionar pelo atendimento das reivindicações da categoria, que está em greve há uma semana. No dia, representantes dos servidores têm reunião, em Brasília, com o ministério do Planejamento.

Os servidores das quatro universidades federais do Rio Grande do Sul planejam uma manifestação conjunta, na próxima quarta-feira, para pressionar pelo atendimento das reivindicações da categoria, que está em greve há uma semana. No dia, representantes dos servidores têm reunião, em Brasília, com o ministério do Planejamento.

De acordo com José Luis Rockenbach, da coordenação geral da Associação dos Servidores da UFRGS (Assufrgs), a idéia é reunir os servidores da UFSM, FURG, UFPel e UFRGS para uma mobilização conjunta, na próxima quarta.

“Teremos uma assembléia pela manhã, na quarta-feira, e vamos tratar com os servidores das universidades federais de Santa Maria, Pelotas e Rio Grande, que também estão em greve, para eles se deslocarem para cá, e, caravanas, para fazermos nossa manifestação”, explica.

Uma reunião nesta sexta deve definir o caráter da mobilização. Entre as reivindicações da categoria, que possui um dos menores salários do serviço público, estão a manutenção do direito de greve e aumentos salariais equivalentes a outras categorias de servidores federais.

Eles também são contra o projeto de lei que acrescenta um artigo à Lei de Responsabilidade Fiscal, limitando ainda mais os investimentos no funcionalismo público, como explica Rockenbach.

“O PL 01, que está em tramitação, e agrega a essa lei, cria um novo limitador. A folha só cresceria a inflação do período anterior, mais 1,5%. Mas esse percentual é o próprio crescimento da folha, em função da evolução das carreiras. Isso significa o congelamento dos salários e a não contratação de mais ninguém. Porque, se vai ficar nos mesmos percentuais, não vai haver novas contratações nem para repor o pessoal que se aposenta”, afirma.

De acordo com o último levantamento da Federação de Trabalhadores das Universidades Brasileiras (Fasubra), servidores de 33 universidades federais já decretaram greve.

Fonte: Luiz Renato Almeida/Agência Chasque

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