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Servidores em greve participam de protesto em Rio Grande

Mais de 300 trabalhadores da Furg e das universidades federais de Pelotas, Santa Maria e Porto Alegre deram um abraço simbólico no Hospital Universitário (HU) da Furg na tarde desta quinta-feira (21). A ação fez parte do ato público promovido pelos técnicos grevistas da Furg, com participação de servidores da UFSM, UFRGS e UFPel.

Mais de 300 técnicos-administrativos da Furg e das universidades federais de Pelotas, Santa Maria e Porto Alegre, que estão em greve, deram um abraço simbólico no Hospital Universitário (HU) da Furg na tarde desta quinta-feira (21). A ação fez parte do ato público promovido pelos técnicos grevistas da Furg, com participação de servidores da UFSM, UFRGS e UFPel, mais representantes da Federação de Sindicatos de Trabalhadores das Universidades Brasileiras (Fasubra). Além de servidores da Furg, participaram 55 da UFRGS, 80 da UFSM e 90 da UFPel.

Após o abraço no HU, munidos de faixas, bandeiras e apitos, os servidores fizeram uma caminhada por várias ruas da área central da cidade. Durante a caminhada, foram distribuídos à comunidade panfletos explicativos sobre os motivos da greve. O movimento dos servidores tem dois eixos principais: a proposta do governo de criação da Fundação Estatal e o PLP 01/2007, que restringe os gastos com os servidores. Eles querem a rejeição dos dois projetos.

Maria de Lourdes Lose, da coordenação da Associação do Pessoal Técnico-administrativo da Furg (Aptafurg), disse que o abraço ao HU se deve ao fato de a criação da Fundação Estatal, inicialmente, destinar-se à gestão dos Hospitais Universitários. Uma das frases destacadas em algumas faixas exibidas pelos manifestantes dizia "Servidores em defesa dos Hospitais Universitários". Conforme o coordenador geral da Associação dos Servidores da Universidade Federal de Santa Maria, Wilson Severo da Rosa, este é o terceiro ato realizado com a participação das quatro universidades.

Ele observa que os técnicos-administrativos defendem que os HUs continuem com atividades de ensino e extensão dentro do Ministério da Educação (MEC). "Queremos a manutenção do ensino, pesquisa, educação e saúde públicos", salientou, acrescentando que o temor é que ocorra a privatização dos hospitais e que esta abra precedente para a privatização dos cursos.

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