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Servidores estaduais exigem retirada dos projetos de Yeda

A pressão sobre o Palácio Piratini e a Assembleia Legislativa aumentou desde as primeiras horas desta terça-feira 15.

A pressão sobre o Palácio Piratini e a Assembleia Legislativa aumentou desde as primeiras horas desta terça-feira 15. Trabalhadores da educação e de outras categorias do funcionalismo instalaram dezenas de barracas na Praça da Matriz. Um ato público unificado pela manhã exigiu a retirada ou a rejeição dos projetos de Yeda, que atacam direitos dos trabalhadores e destroem os serviços públicos.

Circular pelos corredores da Assembleia Legislativa era um desafio. Centenas de pessoas discputavam o espaço. Tudo para dizer aos deputados que os servidores não têm acordo com os projetos encaminhados pelo governo. Enquanto isso, do lado de fora do Legislativo, cerca de três mil servidores ocupavam a praça. Com bandeiras, faixas, pirulitos e sinetas, os trabalhadores deram um recado ao governo e aos deputados: a retirada dos projetos é a única solução.

A greve aprovada pelos educadores no último dia 9 tem o governo do estado como único responsável. Foi a irresponsabilidade da governadora que levou a categoria a aprovar a paralisação. Yeda repetiu em 2009 o mesmo comportamento irresponsável de 2008, quando forçou a categoria a entrar em greve também no final do ano.

“Cada trabalhador que está nesta praça é um heroi, um guerreiro, pois às vésperas do Natal e do fim do ano letivo está lutando por si e pelos colegas, pelo povo deste estado”, lembrou Erico Correa, presidente do Sindicaixa. Já o presidente da Associação dos Servidores de Nível Médio da Brigada Militar, Leonel Lucas, deixou claro que a categoria não quer acordo e nem emendas aos projetos que atacam os brigadianos. “Se os projetos não forem retirados, os deputados precisam ter coragem para derrubá-los”, destacou Lucas.

Ao ver a praça tomada por servidores, a presidente do CPERS/Sindicato, Rejane de Oliveira, destacou a disposição de luta das categorias que estão sendo atacadas pelo governo do estado. Segundo Rejane, os deputados precisam dizer que não votam projetos que retiram direitos dos trabalhadores. “Este povo que aqui se encontra certamente vai escrever uma outra página da nossa bonita história”, sublinhou a dirigente sindical. Para Rejane, a Assembleia Legislativa terá que consertar os erros do governo.

Agora à tarde, os servidores acompanham, nas galerias do Plenário do Legislativo, a votação dos projetos relacionados à Brigada Militar.

Fonte: João dos Santos e Silva, assessor de imprensa do CPERS/Sindicato
Foto: Katia Marko

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