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Servidores estaduais unidos contra o governo Yeda

Na tarde desta quarta-feira (28), ruas e avenidas do Centro de Porto Alegre foram tomadas por mais de 6 mil servidores. O sucateamento dos serviços públicos foi duramente condenado durante a primeira grande manifestação pública do funcionalismo gaúcho no governo Yeda.

Na tarde desta quarta-feira (28), ruas e avenidas do Centro de Porto Alegre foram tomadas por mais de 6 mil servidores. O sucateamento dos serviços públicos foi duramente condenado durante a primeira grande manifestação pública do funcionalismo gaúcho no governo Yeda.

Desde o início da tarde era grande a movimentação em frente à sede do CPERS/Sindicato, na avenida Alberto Bins. O local foi escolhido por professores e funcionários de escola como ponto de concentração para uma passeata até a Praça da Matriz, onde se localiza o Palácio Piratini, sede do governo gaúcho. Trabalhadores das Fundações do Estado e da Emater, representados pelo Semapi, também participaram da caminhada.

Na praça, lideranças sindicais se revezaram ao microfone. Primeiro a se manifestar, o representante do MST, Mauro Cibulski, criticou a suspensão de recursos para as escolas itinerantes de dez assentamentos no estado. "Estamos tentando desde o início do ano agendar uma reunião com o governo. Ontem (terça-feira) conseguimos uma promessa, nada além de uma promessa", disse.

O presidente do Sindicato dos Servidores do Ministério Público, Marcos Kersting, criticou o congelamento de salários, a destruição dos serviços públicos e o desmonte das escolas públicas. Segundo Kersting, o governo do Estado não se sente constrangido em dizer que para salários não há recursos, mas que existem para os fornecedores.

A diretora do Semapi Mara Feltes destacou que mais uma vez o Semapi estava junto com os servidores públicos, pois essa é uma luta da sociedade. “Somos nós que fazemos as políticas públicas do estado. Nós sabemos o que significa 30% de cortes nas verbas de custeio, atraso de salário, a falta de pagamento de diárias e horas extras. Sem medo de errar, posso afirmar que esse será o pior governo que já tivemos no RS.” Segundo a dirigente, os trabalhadores não vão permitir a retomada das privatizações e do sucateamento do serviço público no Estado. “Nós já viramos esta página. E vamos lutar para mostrar que o nosso trabalho tem valor.” Mara finalizou convocando a todos para a Audiência Pública na Comissão de Serviços Públicos que irá debater o projeto de reestruturação do Estado proposto pela governadora, nesta quinta-feira (29), a partir das 9h, no Plenarinho da Assembléia Legislativa.

O presidente do Sindsepe/RS, Cláudio Augustin, destacou a importância da unidade dos servidores nesta retomada da luta. “A governadora quer nos culpar pela crise do Estado. Nós não somos culpados. Precisamos estar unidos contra esse projeto se não queremos ver uma redução drástica dos serviços públicos. Esse ato é o início de um movimento importante para a defesa do nosso Estado”.

Acampados em frente ao Palácio Piratini há 66 dias, os agentes penitenciários cobraram a imediata nomeação dos concursados. O presidente estadual da CUT, Celso Woyciechowski, atacou a "parceria da governadora Yeda Crusius com a iniciativa privada e com os latifundiários". "Precisamos quebrar essa espinha dorsal que está sendo montada e isso vai se dar com o povo na rua", enfatizou o dirigente cutista.

A presidente do CPERS/Sindicato, Simone Goldschmidt, encerrou a manifestação lembrando que, além do ato público, a quarta-feira foi dedicada ao debate, nas regiões, sobre como a educação está sendo tratada pelo governo do Estado. "Três meses de governo foram suficientes para revoltar os servidores", disparou. A falta de professores e de funcionários, as escolas com obras de reformas paradas e bibliotecas fechadas, a falta de segurança, os atrasos nos repasses da verba de autonomia das escolas e as constantes ameaças de atraso no pagamento de salários, foram denunciadas por Simone.

Diversas escolas estaduais aderiram ao Dia de Paralisação e Luta convocado pelo CPERS Sindicato. Nas regiões, o dia foi dedicado à realização de atos públicos e debates com a comunidade escolar. Além do magistério estadual, também paralisaram nesta quarta-feira os funcionários da Polícia Federal, do Banco Central e da Defensoria Pública.

Fonte: Katia Marko/Com informações da Imprensa do Cpers-Sindicato.

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