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Servidores fecham Campus Centro durante a manhã

A madrugada de quarta (11) para quinta (12) será lembrada pelos gaúchos como a mais fria dos últimos vinte anos. Porém, para os servidores da UFRGS, existe mais um motivo para essa madrugada fria ficar na memória. Eles fecharam o Campus da universidade no Centro da Cidade, chamando a atenção para a greve que já dura mais de 40 dias.


Todos os portões do Campus amanheceram fechados

Assim que o dia nasceu os grevistas já estavam prontos

Quando as primeiras pessoas chegaram os grevistas explicavam as motivações da manifestação

O estacionamento vazio era o retrato do sucesso da manifestação

A madrugada de quarta (11) para quinta (12) será lembrada pelos gaúchos como a mais fria dos últimos vinte anos. Porém, para os servidores da UFRGS, existe mais um motivo para essa madrugada fria ficar na memória. Eles fecharam o Campus da universidade no Centro da Cidade, chamando a atenção para a greve que já dura mais de 40 dias.

Era ainda madrugada. O frio intenso castigava os trabalhadores que preparavam a atividade mais ousada, até agora, da greve. O medo dos assaltos na região também assustava os servidores. Porém, um café quente e muita vontade de não deixar a universidade pública ser destruída animava o grupo. Muito trabalho para cercar todo o campus com uma faixa preta e os cartazes de “Estamos em Greve”. Quando o dia começou a aparecer, o trabalho já estava feito. Servidores e servidoras já estavam nas entradas do Campus, para esclarecer os alunos, professores e colegas que começavam a chegar. Alguns argumentavam que tinham algo importante a fazer dentro dos prédios. Porém, após as explicações das motivações da greve, a grande maioria voltava para casa convencida que a causa era justa. Até o reitor da UFRGS perguntou se poderia entrar. Os grevistas responderam de imediato: pode entrar, desde que seja para ir direto ao Gabinete enviar um fax ao MEC informando sobre o fechamento do Campus e da Reitoria.

Durante a manhã, os grevistas não arredaram pé das entradas. Alguns alunos mais afoitos tentavam pular as grades, porém logo voltavam. Os prédios estavam fechados e não havia ninguém para abrir. A imprensa compareceu em peso. Jornais, rádios e TVs foram registrar o acontecimento. Em todas as entrevistas os coordenadores da Assufrgs batiam na mesma tecla: estamos aqui em defesa da universidade pública e da dignidade do nosso trabalho. O fechamento dos portões durou até as primeiras horas da tarde. Após a saída da Reitoria, os manifestantes foram para o Seminário de Avaliação de Desempenho na Faculdade de Enfermagem.

O ato de hoje mostrou que nossa greve continua forte e com grande poder de mobilização. Na tarde dessa quinta-feira (12) estaremos acompanhando mais uma reunião de negociação do Comando Nacional de Greve com o Ministério do Planejamento e o MEC. Esperamos que a negociação ande, pois se o governo não acenar com propostas que atendam a nossa pauta, continuaremos radicalizando cada vez mais a nossa greve.

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