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Servidores marcham em Brasília pela manutenção dos acordos e direitos

A Esplanada dos Ministérios voltou a ser palco de manifestações em defesa dos servidores públicos federais. Cerca de três mil servidores de diversos estados participaram das atividades (terça e quarta-feira) que vão da luta pela paridade com integralidade para ativos e aposentados até a defesa pela manutenção dos prazos negociados com o governo que asseguram reajustes há mais de um milhão de servidores.

A Esplanada dos Ministérios voltou a ser palco de manifestações em defesa dos servidores públicos federais. Cerca de três mil servidores de diversos estados participaram das atividades (terça e quarta-feira) que vão da luta pela paridade com integralidade para ativos e aposentados até a defesa pela manutenção dos prazos negociados com o governo que asseguram reajustes há mais de um milhão de servidores.

Oito entidades (Fasubra, Condsef, Andes, Fenasps, Assibge, CNTSS, Fenajufe, Sinasefe) se reuniram no dia 16 para acertar os preparativos das atividades. As Entidades entregaram ofício endereçado ao presidente onde pedem respeito à Constituição que assegura paridade a ativos e aposentados. A aprovação da PEC 270 que garante direitos os aposentados por invalidez também está entre as reivindicações.

No dia 18, houve o lançamento da Campanha Salarial 2009 da maioria dos servidores do Executivo Federal. Com concentração às 9 horas, também na Catedral de Brasília, caravanas de diversos estados marcharam pela Esplanada dos Ministérios. Uma pausa em frente ao Palácio do Planalto foi programada. Lá, se entregou documento oficial com a pauta de reivindicações da categoria para 2009. O mote da campanha é Lutamos por dignidade: servidores públicos não pagarão pela crise.

A marcha terminou em frente ao Ministério do Planejamento, cujo objetivo é pressionar para que as entidades representativas de setores ameaçados pela suspensão de reajuste e limitação ao direito de greve sejam recebidas pelo ministro Paulo Bernardo. "O que queremos é buscar um acordo com o governo. Estamos dispostos a negociar, mas não podemos aceitar retrocessos", disse Josemilton Costa, secretário-geral da Condsef referindo-se ao segmento do setor público que por mais de uma década amargou arrocho salarial.

Na próxima semana, dia 24, entidades nacionais que representam a quase totalidade de servidores com acordos firmados com o governo se reúnem para avaliar o resultado das atividades desta semana. Na ocasião, as entidades discutirão a possibilidade de construir um calendário com atividades e mobilização conjunta.

Além da paridade, são os seguintes os eixos da Campanha Salarial 2009 dos servidores federais:

• Cumprimento de todos os acordos firmados com o governo;
• Política salarial permanente com reposição das perdas salariais e correção de distorções;
• Paridade com integralidade entre ativos e aposentados / pensionistas;
• Retirada dos Projetos de Lei 001, 092, 306 e 248 do Congresso;
• Aprovação da Convenção 151;
• Direito irrestrito da greve;
• Reajuste dos benefícios (auxílio alimentação, auxílio creche, diárias e contrapartida do Plano de Saúde);
• Em defesa da ascensão funcional;
• Fim do desmonte dos órgãos públicos (Funasa, Incra, Iphan, Ibama, entre outros);
• Planos de Carreiras/DPC;
• Antecipação das Tabelas Remuneratórias de 2010 e 2011;
• A crise não é nossa. Os trabalhadores do serviço público não pagarão esta conta.

Fonte: CUT-CONDSEF

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