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SERVIDORES PÚBLICOS FEDERAIS ADEREM À SEMANA NACIONAL DE MOBILIZAÇÃO, COM PARALISAÇÕES E GREVES POR TODO O PAÍS.

  As conquistas dos trabalhadores com a maior greve do funcionalismo público federal em 2012 estão ameaçadas em vista ao momento político-econômico que passa o Brasil. O reajuste salarial conquistado de 15%, porém dividido em três parcelas para os anos de 2013, 2014 e 2015, não dão conta de superar as medidas econômicas do governo [...]

 

As conquistas dos trabalhadores com a maior greve do funcionalismo público federal em 2012 estão ameaçadas em vista ao momento político-econômico que passa o Brasil. O reajuste salarial conquistado de 15%, porém dividido em três parcelas para os anos de 2013, 2014 e 2015, não dão conta de superar as medidas econômicas do governo federal para fazer com que seus capitalistas lucrem mais diante da desvalorização do real.

 O que acontece é que o Brasil tem passado por uma desvalorização do real em relação ao dólar, desde que a produção dos Estados Unidos voltou a se recompor. Essa mudança brusca no câmbio afeta as importações, entre elas matérias-primas que vem de outros países como o trigo, o petróleo entre outros. Assim, o trabalhador já pode sentir o preço elevado de produtos derivados desses como o pão; combustíveis e transporte; e outros como medicamentos e aparelhos eletrônicos. Dessa forma, embora os trabalhadores tenham conseguido reajustes salariais em suas categorias, o salário real, ou seja, o poder de compra do trabalhador para sobreviver, diminuiu em vista da atual conjuntura.

Nas exportações, a alta do dólar continua favorecendo os empresários, que por conta dessa oscilação, ganham mais ao exportar as mercadorias produzidas pelo Brasil. Essa prioridade, que é uma necessidade dos capitalistas continuarem lucrando cada vez mais, acaba por diminuir a oferta das mercadorias no país, aumentando a procura por parte da população. Esse aumento da procura faz elevar o preço das mesmas, atingindo prioritariamente as classes trabalhadoras, e comprometendo ainda mais o salário real.

 

A riqueza dos patrões e a miséria da classe trabalhadora.

Este cenário perverso da economia capitalista não para por aí! Porto Alegre continua com a cesta básica no ranking entre as mais caras do país. A inflação acumulada nos últimos 12 meses, que chega a 6,27%, pesa em todos os setores básicos de sobrevivência do trabalhador e do servidor, tais como moradia, transporte, lazer, saneamento, educação, saúde, alimentação etc, em todo o país.

Segundo o Dieese, em pesquisa no ultimo mês, o trabalhador necessitou vender sua força de trabalho aos patrões durante 12 dias para apenas se alimentar. Este ataque às condições sociais só tem aumentado em vista das políticas conciliatórias de classe dos governos Federal e Estadual, que faz o trabalhador continuar gerando lucro à classe capitalista que o explora cotidianamente. De um lado o governo libera 60 bilhões de dólares em programa de oferta da moeda americana para proteger os futuros prejuízos dos banqueiros e empresários quanto à desvalorização do real. Por outro, o servidor cada dia mais vê seus direitos se desmantelando frente à frenética economia que tem gerado lucros exorbitantes à burguesia, e socializando a pobreza nas classes trabalhadoras.

O aumento das mensalidades do plano de saúde da UFRGS pela UNIMED em 11%; o descaso do governo com os servidores parcelando o reajuste salarial em 5% para 2014 e 5% para 2015; a intransigência nas mesas de negociação quanto o reposicionamento dos aposentados; o incentivo ao cassino previdenciário da FUNPRESP e a perda da aposentadoria integral; a constante briga dos servidores pela regulamentação das 30 horas semanais; se somam numa conjuntura de cada vez mais ataques e perdas de direitos históricos por nossa classe conquistados!

 

O que fazer?

Essa situação coloca a responsabilidade e a luta dos servidores para que não demos nenhum passo para trás, e que os futuros e novos servidores, também tenham seus direitos garantidos nesse perverso sistema capitalista! A exemplo dos estudantes que revogaram os aumentos de passagens, e os professores do ensino básico em greve que enfrentam forte repressão no país, a Assufrgs convoca os servidores para a Semana Nacional de Mobilização, de 27 a 30 de agosto! Vamos mostrar na prática aos governos e seus empresários que juntos somos mais fortes! Às ruas, companheiros! Rumo à Greve Geral do Dia 30!

Acompanhe a programação da Semana Nacional de Mobilização, aprovada em assembleia no ultimo dia 15 de agosto.

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