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Técnicos da UFRGS, UFCSPA e IFRS se unirão à luta da classe trabalhadora contra os retrocessos do Governo Temer

Assembleia Geral da categoria discutiu situação política nacional, além da pauta do Login na UFRGS.

No dia em que a democracia no Brasil enfrenta um golpe com o impeachment da presidente eleita Dilma Rousseff pelo Senado Federal, por 61 votos a 20, a categoria dos técnico-administrativos da UFRGS, UFCSPA e IFRS paralisou atividades e discutiu em Assembleia Geral o seu posicionamento na luta contra o governo golpista de Michel Temer. O atual governo está impondo uma série de projetos com retrocesso nos direitos trabalhistas conquistados nas últimas décadas. O dia foi também para debater demandas internas como as assinaturas dos planos de flexibilização já aprovados pela COMFLEX, que estão aguardando parecer da Reitoria e o sistema de controle de frequência de trabalho através do login.

Unificar a luta

Na parte da tarde, a partir das 14h, a categoria lotou o auditório da Faculdade de Economia para deliberar sobre o posicionamento dos técnicos da UFRGS, UFCSPA e IFRS no enfrentamento aos retrocessos à classe trabalhadora, aos direitos humanos e demais pautas propostas pelo governo de Michel Temer e seus aliados.

Nos últimos meses, vivenciamos no Brasil, desde uma ruptura institucional ao direito de escolha da nossa presidência, até uma retirada de avanços civilizatórios, como o direito a seguridade social, educação pública de qualidade, direitos trabalhistas garantidos pela CLT e entrega das nossas riquezas naturais como o pré-sal. O andamento acelerado de propostas como o PLP257 e a PEC241, que congelam os investimentos publicos em áreas como saúde, educação, segurança, previdência, entre outros direitos fundamentais do nosso povo, são outros elementos que demandam uma ação da categoria para uma resistência nacional contra essa agenda de destruição da nossa nação.

O apontamento da categoria é para a unificação da luta contra o atual governo, recém empossado. Neste sentido os técnicos realizaram os encaminhamentos de intensificar a campanha “Fora Temer” – contra os ataques dos direitos dos trabalhadores, além da construção de uma Greve Geral da classe trabalhadora. Os TAE’s também decidiram por participar da caravana nacional dos servidores públicos federais e estaduais em Brasília, dos dias 12 a 14 de setembro, para pressionar que essas pautas sejam barradas. O sindicato também escolheu na assembleia os representantes que irão participar da plenária nacional da Fasubra, dos dias 09 a 11 de setembro. No total 3 chapas se inscreveram, sendo que cinco nomes serão escolhidos para representar a ASSUFRGS na plenária, dois de cada uma das chapas mais votadas na assembleia e um da chapa menos votada.

Demandas Internas

O sistema de controle da frequência adotado pela Universidade através do sistema de Login, segue sendo pauta da mobilização dos TAE’s na UFRGS. Na assembleia realizada nesta quarta, ficou decidido que a categoria seguirá não logando e que irá discutir através da comissão de mobilização, ainda no mês de setembro e antes da posse do novo Reitor, qual será a proposta da categoria para uma alternativa ao sistema de login. Ela deverá ser apresentada em uma nova reunião com a Reitoria marcada para até a metade de setembro. Ficou decidido também que a categoria estará presente na posse de Rui Vicente Oppermann, no dia 22 de setembro.

A pauta de flexibilização foi novamente debatida, com os servidores lembrando que a maioria dos planos de flexibilização aprovados pela COMFLEX ainda não foram assinados pelo Reitor. Colegas apontaram em algumas participações que a administração está coagindo as unidades que já tem os planos aprovados a se logarem, para que não percam a flexibilização. Um dos encaminhamentos foi que o sindicato irá preparar um parecer jurídico em relação a esta situação.

A hora é de unificar a luta com toda a classe trabalhadora contra o governo golpista recém empossado! É hora de deixar claro o alinhamento da situação política do país com as demandas internas da UFRGS e pressionar a administração da Universidade para que nossas demandas sejam ouvidas e o diálogo com a categoria seja intensificado!

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