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Trabalhadores fundam uma nova Central Sindical

De 12 a 14 de dezembro, em Belo Horizonte, durante congresso sindical com cerca de 1500 participantes e mais de 700 entidades foi fundada a CBT (Central de Trabalhadores do Brasil ).

De 12 a 14 de dezembro, em Belo Horizonte, durante congresso sindical com cerca de 1500 participantes e mais de 700 entidades foi fundada a CBT (Central de Trabalhadores do Brasil ). Participou do encontro o colega José Luís Rockenback (Neco), coordenador geral da Assufrgs. Agora além da CBT, existem a CUT, a Intersindical, a Conlutas, a GLTB, a Força Sindical e a VGT.

A CTB (Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil) vai contar com 71 líderes sindicais na primeira direção de sua história. Eleita por unanimidade, a diretoria tem à frente Wagner Gomes, presidente do Sindicato dos Metroviários de São Paulo e ex-vice-presidente da CUT.

“A diretoria expressa um esforço de quase três meses de debates internos, em que todas as forças da CTB foram ouvidas e contempladas”, destaca Wagner. Prova dessa composição ampla e representativa é a vice-presidência, com quatro sindicalistas, de categorias e estados diferentes — David Wylkerson de Souza (Fetag-BA), Nivaldo Santana (Federação dos Urbanitários de São Paulo), Vicente Selistre (Sindicato dos Sapateiros de Campo Bom – Rio Grande do Sul) e Maria Andrade (Sindicato dos Assistentes Sociais do Ceará).

“Não há projetos pessoais”, explicou o coordenador nacional da CSC (Corrente Sindical Classista), João Batista Lemos, ao anunciar ao plenário a proposta de diretoria. “Os critérios de escolha levam em conta aspectos políticos e regionais, além da questão da proporcionalidade e dos ramos de trabalho.”

Bahia, com dez membros, é o estado com mais representantes na direção. É o caso do secretário-geral da CTB, Pascoal Carneiro (Sindicato dos Metalúrgicos da Bahia). Rio de Janeiro (nove integrantes), São Paulo e Rio Grande do Sul (oito) e Minas Gerais vêm na seqüência. “O grande desafio agora é construir a CTB nos estados, onde a central tem de se enraizar para ganhar expressão nacional”, acredita Wagner Gomes.

A participação feminina também sobressai. Há oito mulheres na direção executiva, cinco na plena e duas no conselho fiscal. Celina Áreas (Sinpro-MG) será a secretária de Formação e Cultura, enquanto Sonia Latgé (Sintergia-RJ) encabeçará a Secretaria de Políticas Publicas, Sociais e Previdência. Já a secretaria específica de Mulheres ficará a cargo de Dilce Abgail Pereira (Sintrahtur-RS).

Fonte: José Luís Rockenback (Neco), com informações do Vermelho

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