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Trabalhadores lançam Jornada Nacional de Luta em Defesa da Seguridade Social

A Jornada Nacional de Luta em Defesa da Seguridade Social foi lançada nesta quinta-feira, dia 3 de maio, em Brasília. O ato de abertura foi realizado às 9h no Auditório Nereu Ramos.

A Jornada Nacional de Luta em Defesa da Seguridade Social foi lançada nesta quinta-feira, dia 3 de maio, em Brasília. O ato de abertura foi realizado às 9h no Auditório Nereu Ramos, no Anexo II da Câmara, com a presença dos deputados Vicentinho (PT-SP), Paulo Rubens (PT-PE), Fernando Ferro (PT-PE), Jô Moraes (PC do B-MG), Luís Couto (PT-PB), Pedro Eugênio (PT-PE); e da Direção Executiva Nacional da CUT, representada no evento por Artur Henrique, presidente nacional; Quintino Severo, secretário geral; Denise Motta Dau, secretária de organização; Lúcia Reis, diretora executiva; Carlos Henrique, diretor executivo.

Promovida pela Confederação Nacional dos Trabalhadores em Seguridade Social, a Jornada Nacional de Luta é resultado dos seis Encontros Regionais dos Trabalhadores e Trabalhadoras da Seguridade Social, realizados nas cinco regiões do Brasil entre os meses de novembro e dezembro de 2006. “O objetivo da Jornada é fazer uma luta unificada dialogando com a sociedade as questões da seguridade social, fortalecendo e unificando a classe”, explica Irineu Messias, presidente da CNTSS-CUT.

Para o presidente nacional da CUT, Artur Henrique, “a Seguridade Social é uma conquista extraordinária do povo brasileiro. A Jornada Nacional de Luta em Defesa da Seguridade Social tem, entre outros, o papel de debater com a população a verdadeira importância dessa conquista e a necessidade de todos se empenharem em defendê-la".

Os treze temas escolhidos para a Jornada foram apontados por trabalhadores e trabalhadoras presentes nos Encontros Regionais:
Plano de cargos, carreiras e salários;
Jornada máxima de 30 horas semanais;
Fim do assédio moral;
Saúde do trabalhador;
Fim da terceirização dos serviços e da precarização do setor saúde;
Fim das “parcerias” que privatizam o SUS;
Fim da violação aos direitos trabalhistas;
Pelo direito à negociação coletiva;
Em defesa do pacto pela saúde;
Pela regulamentação e cumprimento da EC 29;
Pela implementação da EC 51 – Agentes Comunitários de Saúde;
Pelo fim da limitação do gasto com a folha de pagamento do funcionalismo público;
Por uma Previdência Social justa garantindo os direitos dos trabalhadores.

Denise Motta Dau, secretária de organização da CUT nacional e diretora executiva da CNTSS, diz que “avançar no sentido de que sociedade perceba e se aproprie do significado de uma das maiores conquistas constitucionais que obtivemos em 1988, que é um modelo de seguridade social público e universal, é um grande desafio! A Jornada Nacional de Luta em Defesa da Seguridade Social é um momento privilegiado para que trabalhadores dos vários ramos representados pela CUT apóiem mais esta estratégia de luta e contribuam para que concretizemos o preceito constitucional de acesso universal à proteção social a todas as pessoas”.

Artur Henrique, reitera: “A Seguridade Social é dos sistemas mais bem articulados e modernos que se tem notícia. Seu caráter de distribuidor de renda e promotor de justiça social é inegável. Um de nossos maiores desafios como trabalhadores é romper o senso comum, produzido pelas desinformações espalhadas pelos privatistas ao longo desses anos, de que a Seguridade Social não funciona ou é cara demais”. O presidente da CUT esclarece que “os problemas no sistema são causados por gestões temerárias de parte dos estados e municípios, que agem de forma autoritária, afastando a comunidade do controle, desviam verbas ou ainda, como no notório caso de São Paulo, entregam a gestão a entidades de caráter privado, que discriminam a população a partir de um olhar seletivo. Por isso, além de garantir os direitos dos trabalhadores da Seguridade e melhorar suas condições de trabalho, nosso objetivo é consolidar de vez o controle social sobre o sistema”, finaliza.

Fonte: CNSS/CUT

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