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TRE rejeita contas da campanha de Yeda para governadora

O Tribunal Regional Eleitoral do Rio Grande do Sul (TRE) rejeitou, dia 9 de fevereiro, as contas estaduais do PSDB relativas ao ano de 2006. A sentença ratificou parecer da Procuradoria Regional Eleitoral no mesmo sentido. Segundo o TRE, a desaprovação “foi motivada principalmente por erros técnicos não sanados pelo partido em suas contas”. Entre [...]

O Tribunal Regional Eleitoral do Rio Grande do Sul (TRE) rejeitou, dia 9 de fevereiro, as contas estaduais do PSDB relativas ao ano de 2006. A sentença ratificou parecer da Procuradoria Regional Eleitoral no mesmo sentido. Segundo o TRE, a desaprovação “foi motivada principalmente por erros técnicos não sanados pelo partido em suas contas”. Entre esses “erros técnicos” está o repasse de valores em dinheiro sem qualquer comprovante, no ano da campanha eleitoral para o governo do Estado.

A existência de tais problemas foi denunciada pelo próprio vice-governador do Estado, Paulo Feijó (DEM) que move processo contra a governadora Yeda Crusius (PSDB). No processo n° 001/1.09.0314305-8, que tramita na 12ª Vara Cível, Feijó afirma que fez uma doação para a campanha majoritária de 2006, comandada por Yeda Crusius, destinada ao aluguel do comitê eleitoral da Avenida Nilo Peçanha, em Porto Alegre. Essa doação consta da declaração de Imposto de Renda de Feijó e também da declaração de IR da empresa locadora, mas não consta da prestação de contas do PSDB sobre a campanha de 2006. O vice-governador relata ainda que, por diversas vezes, pediu o recibo eleitoral para os coordenadores financeiros da campanha de Yeda Cruisus, mas nunca recebeu o documento.

Em depoimento ao Ministério Público Federal, em abril de 2009, Feijó relatou vários episódios envolvendo a arrecadação de dinheiro para a campanha de Yeda em 2006. Segundo ele, o movimento para afastá-lo da candidatura de vice deveu-se ao fato de que ele estaria “atrapalhando o processo”. O vice-governador relatou casos de doação de dinheiro que acabaram não aparecendo na campanha, envolvendo figuras como Carlos Crusius, Chico Fraga, Lair Ferst, Rubens Bordini (tesoureiro da campanha, hoje na diretoria do Banrisul) e a própria Yeda Crusius. Feijó disse ao MP Federal:

“Esse foi o grande desentendimento que tive. Eu não ficava confortável com essa situação. Estava vendo o interesse muito claro de algumas pessoas de estar enriquecendo. Algumas me colocaram isso de forma muito clara: Campanha é um momento de poupança. Tu não é deste ramo e está atrapalhando o processo. Esse foi o motivo de tentarem me afastar no segundo turno”.

Indagado sobre quem teria dito que “campanha é um momento de poupança”, Feijó respondeu: a própria candidata.

Feb 12th, 2010
by Marco Aurélio Weissheimer.

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