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Vereadores pedem CPI da administração do prefeito José Fogaça

Nesta terça-feira (15), depois da ausência de Garipô à Comissão de Defesa do Consumidor e Direitos Humanos (Cedecondh) da Câmara Municipal, os vereadores reforçaram o pedido para a Câmara abrir uma CPI, visando apurar as irregularidades no DMLU.

Uma entrevista do ex-diretor do Departamento Municipal de Limpeza Urbana (DMLU), Garipô Selistre, veiculada na segunda-feira (14) no programa Opinião Livre (Canal 20/NET) e no Blog do jornalista Diego Casagrande fez com que os vereadores do Partido dos Trabalhadores (PT) pedissem a imediata abertura de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) na Câmara Municipal. Nesta terça-feira (15), depois da ausência de Garipô à Comissão de Defesa do Consumidor e Direitos Humanos (Cedecondh) da Câmara Municipal, os vereadores reforçaram o pedido para a Câmara abrir uma CPI, visando apurar as irregularidades no DMLU.

A manifestação dos vereadores é conseqüência do anúncio feito pelo prefeito José Fogaça sobre a abertura de nova licitação para a coleta de lixo da cidade. De acordo com a vereadora Sofia Cavedon, a nova licitação, que prevê pequenos contratos e não mais três únicos contratos com grandes empresas, como estava sendo proposto, representa uma contradição da Prefeitura. Ela citou as declarações feitas pelo ex-diretor do DMLU, Garipô Selistre, durante entrevista ao jornalista Diego Casagrande como fator agravante para pedir a abertura imediata da CPI na Câmara. “Garipô avisou que a pilantragem, a negociação, o achaco e a mordida continuam e que isso se deve aos pequenos contratos existentes no DMLU. Então, o prefeito José Fogaça anuncia um novo processo licitatório, exatamente nestes moldes”, disse Cavedon, afirmando que o governo deve explicações à sociedade.

A vereadora Maria Celeste foi enfática ao afirmar que “existe algo errado no DMLU, porque primeiro este sistema com pequenos contratos não servia mais para Porto Alegre e então o governo propôs uma megalicitação, onde seriam gastos R$ 405 milhões, reduzindo em R$ 100 milhões após denuncias de que o valor era elevado demais para os padrões da cidade”. Celeste lembrou que desde o afastamento do primeiro diretor-presidente do DMLU, Wilton Araújo, acusado de corrupção passiva por vender um Projeto de Lei do Plano Diretor para uma empresa mineradora por R$ 26 mil, que a população já merece informações sobre o que está ocorrendo na administração do DMLU.

Já o vereador Carlos Todeschini, presidente da Comissão de Defesa do Consumidor e Direitos Humanos (Cedecondh) da Câmara Municipal, ressaltou que Garipô foi convidado a prestar esclarecimentos na Comissão, na tarde de hoje, (15), mas não compareceu. “Isso demonstra uma total falta de respeito à Câmara Municipal e à população de Porto Alegre”, disse. Todeschini afirmou que é necessário a abertura de uma CPI, pois não foi à toa que o governo afastou a direção do DMLU e cancelou o processo licitatório, “depois da descoberta de que uma das concorrentes na licitação foi responsável pelo pagamento das despesas de hospedagem do consultor Fabio Pierdomenico, contratado pelo DMLU para realizar um diagnóstico do sistema de lixo em Porto Alegre”. De acordo com Todeschini esta é uma denúncia muito grave, tão grave quanto a informação de que o lixo seria controlado pela Vega e Camargo e Corrêa, esta última do mesmo grupo da Cavo, empresas que teriam vencido a megalicitação e que contribuíram com R$ 100 mil, cada, para a campanha eleitoral do prefeito Fogaça.

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