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XX CONFASUBRA serviu como formação sindical para os delegados e observadores da Assufrgs

O resultado do processo de eleição que definiu a nova direção da Fasubra – gestão 2009/2011 e seu conselho fiscal foi proclamado à 1h04 do sábado.
Dos 962 votos, 954 foram válidos, sendo oito em branco e 3 nulos. Chapa 1 (424 votos), Chapa 2 (117 votos), Chapa 3 (227 votos), Chapa 4 (186 votos). Os novos diretores tomaram posse sábado no início da tarde.

Por mais cursos que a Assufrgs promova, nenhum terá a riqueza que o XX Confasubra proporcionou para os servidores da UFRGS e UFCSPA que foram até Poços de Caldas, entre os dias 10 e 16 de maio. A participação no Congresso foi um momento muito especial de formação política. Na avaliação geral, participar de um congresso como este equivale há um curso de pós-graduação.

Os trabalhadores tiveram a oportunidade de conviver com outros servidores, conhecer a realidade das universidades brasileiras, trocar experiências e discutir muita política. O retorno do investimento para levar os 26 delegados 12 suplentes e 10 observadores foi muito positivo, nas avaliações da Coordenação e do Conselho de Delegados.

Na opinião de Alexandre Bastos Ordeste que achou o congresso bem legal, “quem disse que fomos passear é antiético. Eu fui cobrado pelos meus diretores, por causa deste comentário”. Para Alexandre agora que houve a “desfiliação da CUT tem que cobrar mais da Fasubra, nas próximas lutas”.

Investimento em novas lideranças
Na avaliação da Rosane Barcelos de Souza, eleita para a nova diretoria 2009/2011, na Coordenação de Formação e Comunicação Sindical da Fasubra, o Congresso foi propositivo. “A delegação foi participativa, inclusive estavam presentes em tudo. Temos que investir em novas lideranças e isto só se dá com formação. Quem foi participou, atuou e veio com outra visão. Isto faz parte do sindicato. A formação se dá em âmbito nacional.”

A coodenadora de Finanças, Maria Schirley Funck Cassel participou pela segunda vez e disse que “foi uma segunda escola. Em uma delegação como a nossa, todos participaram. Dos três grupos (Intersindical/Vamos a Luta, CSC/CTB e Tribo) todos colaboraram. Quem foi pela primeira vez foi para trabalhar. Foi dificultoso, mas saiu tudo dentro das condições tanto o transporte como a hospedagem.
Não deu confusão nenhuma”. O coordenador da Assufrgs Fabiano Porto Rosa ressaltou que “toda a delegação chegava lá na plenária do Congresso e não tinha hora para sair. Quem foi estava lá, nos grupos e nas plenárias, mesmo os observadores.”

Organização da viagem foi elogiada
Outro fator elogiado pelos participantes foi o transporte. A opção em viajar de avião, além de ser mais rápido foi mais econômica que locar um ônibus e trouxe vantagens adicionais como relata Eva Regina Barcelos Souza: “Me surpreendeu a união do grupo e a viagem não foi cansativa. Pra nós que já viajamos 36 horas de ônibus e chegávamos desgastados, chegamos descansado. Parabéns pela organização”.

Orêncio Arami também participou pela segunda vez e contou que foi muito gratificante e muito bom. “Eu sabia o que fui fazer lá. Até falei num grupo de trabalho no GT de negros e cresci muito. A organização foi sensacional. Em uma noite tivemos que ficar até as 3 horas da manhã e tinha Van para levar para o hotel”, relatou.

Para Mozarte Simões da Costa JR do GTde Segurança da Assufrgs, não teve melhor experiência. “Foi minha primeira vez e foi algo inimaginável. Próxima vez tem que ir quem não foi. Não tem coisa melhor como experiência sindical. O debate da estrutura sindical foi o filé da discussão. Experiência única para quem quer participar do sindicato”, concluiu.

Exposição Negros e Negras fez sucesso
A exposição “Negros e Negras que constroem a UFRGS” foi montada pelo GT antiracismo da Assufrgs durante todo os dias do Congresso e teve uma ótima repercussão. Além de exposição teve uma banca para venda de camisetas e botõns do GT. “Nossa exposição foi um sucesso. Fomos convidados à participar e a ajudar a construir outros GTs antiracismo em outras universidades”, disse Maria de Lourdes Oliveira Ambrosio (Lourdinha).

Joana de Oliveira também estava contente com o trabalho realizado no Congresso. “Escutei várias coisas antes de ir. Fomos para lá e tivemos parabéns pelo Brasil inteiro. A exposição Negros e negras que constroem a Ufrgs foi muito visitada, todos os dias. Inclusive eu participei dos grupos e até falei na plenária.”

De acordo com Vânia Regina Guimarães foi extremamente importante em termos de aprendizagem. “Para ver como os grupos se dividem, como lutam pelo espaço. Isto eu vou socializar com os meus colegas para saberem
como se constrói as lutas. Tivemos reunião dos coletivos de negros, criamos um grupo, uma rede via internet e propusemos que a Fasubra ofereça mais cursos de formação para ajudar os sindicatos que não tem suas pastas
de políticas raciais”, destacou.

Por Luis Henrique Silveira

Deliberações do XX Confasubra

O XX CONFASUBRA deliberou pela desfiliação da FASUBRA da Central Única dos Trabalhadores – CUT, após amplo debate entre os delegados e delegadas presentes ao Congresso. O resultado obtido com a votação foi o seguinte: 454 pela manutenção da filiação à CUT, e 518 pela desfiliação.

Foi ainda deliberada pela ampla maioria, a filiação da FASUBRA à Internacional dos Serviços Públicos (ISP), e o apoio e participação da FASUBRA no congresso de criação da Confederação dos Trabalhadores das Universidades da América Latina (CONTUA), que se realizará no período de 2 a 6 de junho, no Panamá.

Foi também deliberada a realização de um Congresso Extraordinário da FASUBRA para debater temário específico sobre estrutura sindical e reformulação do Estatuto da FASUBRA, no máximo até julho de 2010.

Com relação ao plano de lutas sobre os pontos que integravam o temário do XX CONFASUBRA, será realizada uma plenária para deliberar sobre educação, conjuntura, seguridade social, saúde do trabalhador e concepção de Estado. O trabalho terá como referência os debates ocorridos nos 12 grupos de trabalho que tiveram como participantes os delegados e delegadas do XX CONFASUBRA.

 

 

Sábado (16/05/2009)

Protesto marca posse da nova direção da Fasubra

Foto Livia Cavalcanti

No sábado, dia 16 de maio, a nova direção nacional da Fasubra, biênio 2009/2011, tomou posse no final do XX Confasubra.  A cerimônia de posse foi marcada por mais uma polêmica. Uma parte da direção empossada se recusou a subir no palanque, em virtude da manutenção da bandeira da CUT no cenário do Congresso. Apesar da desfiliação da Central Única dos Trabalhadores, a bandeira ainda estava no centro da mesa.

Fotos Livia Cavalcanti


Na plenária, ouviam-se palavras de protesto: “chega de rasteira, tem que tirar essa bandeira”. Os diretores da corrente política “Base” reclamaram que decisões democráticas devem ser respeitadas, referindo-se à deliberação da plenária do dia 14 de maio, que aprovou a desfiliação da Fasubra da CUT.

Congresso não aprovou plano de lutas

Neste congresso, os grupos de trabalho se reuniram, debateram, encaminharam propostas, mas não houve plenária para discutir e deliberar sobre o que era muito importante: o plano de lutas. Apesar da vitória da desfiliação da CUT, a parte política saiu totalmente prejudicada, pois sequer foi aprovado o plano de lutas e, muito menos, moções sobre questões fundamentais para a vida dos trabalhadores. Apesar da desfiliação a maioria da direção ainda continua sendo cutista.

O abandono do plano de lutas, cuja decisão ficou adiada para uma plenária política, a acontecer até julho de 2010, dá uma idéia deste cenário. Não há uma política nova para esta diretoria, e a conjuntura está em contínua mutação neste momento de crise.

Veja a nova direção da Fasubra




Coordenação Geral:
Leia De Souza Oliveira (CUT),
Rolando Rubens Malvásio Junior (Base) e
Paulo Henrique Rodrigues dos Santos (CUT)

Coordenação de Administração e Finanças:
Raimundo Nonato Uchôa Araújo (CUT) e Luiz Antônio de Araújo Silva (VAL);

Coordenação de Formação e Comunicação Sindical:
Rosane Barcelos Souza (CUT) e Sandro de Oliveira Pimentel (Base);

Coordenação de Educação:
Rosângela Gomes Soares da Costa (CUT) e Janine Vieira Teixeira (VAL);

Coordenação de Assuntos de Aposentadoria:
Pedro Rosa Cabral (Base) e Walter Gomes de Sousa (CUT);

Coordenação de Políticas Sociais e Gênero:
Luiz Macena da Conceição (CUT) e Antonio Donizetti da Silva (Base);

Coordenação de Organização Sindical:
Marcelino Rodrigues da Silva (Base) e João Paulo Ribeiro (CSC/CTB) ;

Coordenação Jurídica e Relações de Trabalho:
Emanuel Braz (CUT) e José Almiram Rodrigues (VAL);

Coordenação das Estaduais d Municipais:
Cristina Del Papa (CUT) e Fátima dos Reis (CSC/CTB);

Coordenação da Mulher Trabalhadora:
Márcia Venzel Messias (CUT) e Carla Cristina Bildinger Cobalchini (VAL);

Coordenação de Raça e Etnia:
Iaci Amorim de Azevedo (CUT) e Rogério Fagundes Marzola (VAL);

Coordenação de Seguridade Social:
Marco Antonio de Pádua Borges (Base) e Mário Márcio Garofolo (CSC/CTB).

 

Fonte Engenho Comunicação


Sexta-feira (15/5/2009)

Eleição define nova direção da Fasubra para a gestão 2009/2011 e seu conselho fiscal

Foto Livia Cavalcanti

Aconteceu na sexta-feira (15) o processo de eleição que definiu a nova direção da FASUBRA – gestão 2009/2011 e seu conselho fiscal. O período de votação se deu entre 15h e 20h e só às 22h30 a apuração foi iniciada. O resultado foi proclamado às 01h04 do sábado.
Dos 962 votos, 954 foram válidos, sendo oito em branco e 3 nulos, o resultado oficial para direção foi o seguinte:

Chapa 1 – 424 votos
Chapa 2 – 117 votos
Chapa 3 – 227 votos
Chapa 4 – 186 votos

Com esses números a Chapa 1 leva onze vagas da direção, a Chapa 2 leva três vagas, a Chapa 3 leva seis vagas e a Chapa 4 leva cinco vagas. Após reunião entre as forças, a divisão de cargos ficará assim:

Coordenação Geral – Campo Cutista, Base, Campo Cutista
Coordenação de Administração e Finanças – Val, Campo Cutista
Coordenação de Organização Sindical – CSC, Base
Coordenação de Seguridade Social – Base, CSC
Coordenação de Assuntos de Aposentadoria – Base, Campo Cutista
Coordenação Jurídica e Relações de Trabalho – Campo Cutista, Val
Coordenação de Educação – Campo Cutista, Val
Coordenação de Formação e Comunicação Sindical – Campo Cutista, Base
Estaduais e Municipais – Campo Cutista, CSC
Coordenação de Políticas Sociais e Gênero – Campo Cutista, Base
Coordenação de Raça e Etnia – Campo Cutista, Val
Coordenação da Mulher Trabalhadora – Val, Campo Cutista

Já a eleição para o Conselho Fiscal obteve 965 votos, sendo 948 válidos, sendo oito em branco e nove nulos, ficando o quadro de votos da seguinte maneira:

Chapa 1 – 419 votos
Chapa 2 – 119 votos
Chapa 3 – 229 votos
Chapa 4 – 181 votos

Com esse resultado, duas vagas são da Chapa 1 e as restantes ficarão com uma vaga cada.

A cerimônia de posse será nesse sábado, dia 16 de maio.

Fonte: Sintestrn


Eleição da diretoria
Quatro chapas concorrem à Diretoria Nacional e Conselho Fiscal da FASUBRA

Quatro chapas estão candidatas à direção nacional da FASUBRA Elas concorrem aos 25 cargos na Direção Nacional e mais cinco no conselho fiscal. Os postos serão ocupados proporcionalmente por cada chapa conforme os números de votos conquistados por cada uma na eleição. A seguir a composição de cada uma delas.

Em três das chapas estão concorrendo coordenadores da Assufrgs. Pela Chapa 1, Rosane B. Souza (Rose da Veterinária), na Chapa 2, José Luís Rockenbach (Neco) e na chapa 4, Fabiano Porto Rosa, Bernadete de Menezes e Luis Francisco Martins.


Chapa 1 – Em defesa da CUT

Candidatos à Direção Nacional da FASUBRA

Representantes Entidades
Léia de Souza Oliveira SINTUF-MT
Paulo Henrique dos Santos SINTET-UFU
Raimundo Nonato Uchoa SINTUFPI
Rosane B. Souza ASSURGS
Emanuel Braz SINTUFEJUF
Iaci Amorim de Azevedo SINTUFRJ
Walter G. de Souza SISTA-MS
Luiz M. de Assunção ASSUFBA
Márcia V. Messias SINTEST-PR
Rosângela G. Soares Costa SINDIFES-BH
Noelma Sandra S. Santos SINTUFAL
Darci Cardoso da Silva ASSUFPEL
Sérgio George de Oliveira SINTEST-RN
Salvador dos Santos Filho SINTEPS
Edílson W. Lopes SINTUFLA
Heronides Soares M. Filho SINTEST-RN
Cristina Del Papa SINDIFES-BH
Antônio Gilson P. da Silva SINT-UFB
Eurídice F. de Almeida SINTESPB
Maria da Graça F. Freire SINTEST-RN
Hilbert David de Oliveira ASSUFPEL
Fernando R. M. Araújo SINTUFEPE
Evaldo Varela N. Júnior SINTUFCE
Jundiara da Paz Paim ASSUFBA
Luiz Fernando Santos Bandeira ASSUFBA

Candidatos ao Conselho Fiscal

Representantes Entidades sindicais
Antônio Pinheiro da Silva Filho SINTESPB
Cléa da Matta Carvalho SINDIFES-BH
João Daniel de Moura STU
Jorge Roberto de Brito SINTIFES-GO
Mauro Mendes SINTFUB

Chapa 2 – Fasubra Classista e de Luta – CSC/CTB

Candidatos à Direção Nacional da Direção Nacional

Representantes Entidades sindicais
João Paulo Ribeiro (JP) STU
Fátima dos Reis (Fatinha) SINTIFES – GO
Mário Márcio Garofolo SINDIFES – BH
Vladimir Fraga da Silva ASSUFBA
Paulo Adolfo Nitsche SINTEST – PR
Heleno de Ribamar da S. Tournier SINTRMA
Terezinha de Jesus R. Brandão SINTESAM
José Geraldo de Farias SINTEST-RN
Jardes José Caiçara SINTEST-PB
José Luís Rockenbach ASSUFRGS
Adalberto Tavares da Silva SINTUFRPE
José Roberto M. dos Santos SINTUFAL
Edival Antônio de Goes SINTUFS
Cláudio de Souza Bezerra SINTEMA
José de Deus da Silva ASSUFBA
João Pires Júnior SINTIFES – GO
Rosimary Coelho dos Santos SINDIFES – BH
Francisco Generio L. de Mesquita STU
Cecília Martins SINTUFAL
José Fernandes de A. Leite SINTESPB
José Hilton Pereira da Silva SINTESAM
Edelson Ribeiro Duarte SINTESPB
Maria Alice Cherubim SINDIFES – BH
Itamar Costa Alkimim SINDIFES – BH
Renato Jorge Pinto ASSUFBA

Candidatos ao Conselho Fiscal

Representantes Entidades sindicais
Umberto Carvalho Bastos ASSUFBA
Afonso Celso de G. Von Suben STU
Maria de Jesus A. Souza SINTESAM
Marcelino Gonçalves Pereira SINDIFES – BH
Maria Lucimar M. dos Santos SINTIFES – GO

Chapa 3 (Base)

Candidatos à Direção Nacional da FASUBRA

Representante Entidade
Rolando Malvásio Júnior SINTE-MED
Pedro Rosa Cabral SINTUFF
Sandro de Oliveira Pimentel SINTEST-RN
Uruanam J. H. dos Santos SINTFUB
Marcelino Rodrigues da Silva SINTES-PB
Mirtes Helena dos Reis SINTE-MED
Adalto Silva Bezerra SINTEST-RN
João Luiz de Mendonça SINTUFF
Avenir Benedito Pimentel SINTUFF
Edson Nascimento de Lima SINTEST-RN
Ângela Soares de Azevedo SINTFPA
Kátia Maria Silva Teles SINTUFEPE-UFPR
João Carlos da Silva Santos SINTUFPA
Angélica Maria Mattos Valadares SINTFUB
Jorge Luiz Teles Vieira ASUNIRIO
Wenos José de Souza Moura SINTFUB
Marco Antônio de Pádua Borges SINTIFSC
João Maria dos Santos SINTESTRN
Wânia Helena Gonçalves SINTUFSCAR
Antônio Donizete da Silva SINTUFSCAR
Simea Aparecida Freitas SINTE-MED
Manoel E. Pereira Filho SINTEST-RN
Adilson Rabis Diniz SINTEMED
Vanda do Carmo Lucas dos Santos ASAV-UFU
Artemísia Mesquita de Almeida SISTA-MS

Candidatos ao Conselho Fiscal

Tales Marcio de Oliveira Giarola SINDUFLA
Mozat Robério de Sá Siqueira SINTUFEPE-UFRPE
Gibran Ramos Jordão SINTIFES/UFG
Leonir Tunala SINTUR
Luiz Carlos Gomes UNIRIO

Chapa 4 (Coletivo Vamos à Luta)

Candidatos à Direção Nacional da FASUBRA

Representante Entidade
01. Janine Vieira Teixeira SINTUFES
02. Luiz Antônio de Araújo Silva SINTUFEPE
03. Almiram Rodrigues SINTUFCE
04. Fabiano Porto Rosa ASSUFRGS
05. Bernadete de Lourdes R. de Menezes ASSUFRGS
06. Carla C. B. Cobalchini SINDTEST-PR
07. Luiz Carlos Carvalho Sena SINTESAM
08. Maria do Carmo de O. Silva SINDIFES
09. Rogério Fagundes Marzola SINTFUB
10. Marcos Antônio Luz Soares SINTFPA
11. Lúcia Helena Vinhas Ramos SINTUFF
12. Mário Silvestre Rodrigues SINTFSCAR
13. Bernardo Seixas Pilotto SINDITEST – PR
14. Luis Francisco Martins ASSUFRGS
15. Loiva Isabel Marques Chansis ASSUFSM
16. Mário Costa Paiva Guimarães Júnior SINTET-UFU
17. Eliesio Vieira Gomes SINTFES
18. Agnaldo Fernandes SINTUFRJ
19. Maria Ângela Ferreira Cosa SINTUFEJUF
20. Evilazio Freire de Oliveira SINTUFAL
21. Clodoaldo G. Oliveira SINTESPB
22. Moacir Ferreira Côrtes SINTFUB
23. Edílson Alves Fiterman SINT-IFEGO
24. José M. Belmiro SINTUFES
25. Aldemar Sena de Araújo SINTEST – AC

Candidatos ao Conselho Fiscal

Eliane Maria de Souza SINTUFES
Ozimar Rodrigues dos Santos SINTUFF
Antônio Silvio de Oliveira SINDIFES-BH
Rogério Joaquim da Silva ASSUFSM
Ednaldo Batista dos Santos SINTES-PB

Fonte Blog do XX Confasubra


Quinta-Feira (14/5/2009)

XX Confasubra decide pela desfiliação da CUT

Foto Livia Cavalcanti

Por 510 votos a favor, 454 contrários, dois votos nulos e quatro brancos, os trabalhadores técnico-administrativos das universidades brasileiras decidiram, durante o XX Confasubra, que acontece até sábado, 16 de maio, em Poços de Caldas, Minas Gerais, que a Fasubra vai se desfilar da CUT – Central Única dos Trabalhadores. A decisão foi tomada durante a plenária final do congresso, atravessada por manifestações de todo tipo.

Entre vaias a aplausos, gritos e cantos, choros e risos, a divisão que se expressava nas bases da federação, relativamente à permanência ou não na central, teve um desfecho às 22 horas do dia 14 de maio de 2009. Encerra-se uma caminhada histórica de 26 anos com a CUT, à qual a Fasubra era filiada desde 1983. Do cenário que se preanuncia no congresso, agora é tempo de semear, em novas bases, a reorganização dos trabalhadores das universidades. Só o tempo dirá o rumo.

Universidades das Américas

Antes do inicio plenária final do XX Confasubra, que aconteceu na quinta-feira, dia 14 de maio, foi apresentada a proposta de regimento para o processo eleitoral da direção nacional e do conselho fiscal da Fasubra. Depois da aprovação do regimento, iniciou-se a plenária final do congresso. O primeiro assunto a ser debatido e votado foi sobre a participação da Fasubra no processo de construção da Contua – Confederação dos Trabalhadores das Universidades das Américas.
Léia de Souza Oliveira, uma das coordenadoras da Fasubra, explicou que desde o início deste processo a Fasubra vem participando dos encontros internacionais. Portanto, o Confasubra somente iria referendar o que já está acontecendo na prática. Sem intervenções contrárias, a participação no Contua foi colocada em votação e aprovada pela plenária.

“Globalizar a solidariedade”

O segundo tema apreciado pelos delegados foi a filiação ou não da Fasubra à ISP – Internacional de Serviços Públicos. Neste ponto, ficou definido que haveria duas manifestações favoráveis e duas contrárias à filiação.
O primeiro a defender a filiação da Fasubra à entidade internacional foi um dos coordenadores da federação, João Paulo Ribeiro. O dirigente disse que defende a filiação, pois considera a ISP um instrumento importante de luta da classe trabalhadora. Afirmou também que a Fasubra já participa de encontros internacionais de trabalhadores e a troca de experiência com a entidade vai dar sustentação política para a criação da Contua.
Léia de Souza Oliveira também defendeu a filiação. Afirmou que a Fasubra é parceira da entidade. Disse que os trabalhadores, há 15 anos, “estão bebendo a água da produção da ISP”. Para ela, é necessário “globalizar a solidariedade dos trabalhadores no mundo”. Por isso, defende a filiação.

“Primeiro arrumar a casa”

Bernadete Meneses, da UFRGS, disse que seria uma contradição aprovar a filiação. Segundo ela, os trabalhadores não estão conseguindo se organizar nem no Brasil, então, seria um absurdo se filiar à ISP. Outro ponto levantado pela trabalhadora é de que a filiação não foi discutida na base da categoria. Ela acredita que a maioria dos delegados do congresso não sabem o que é a ISP. “Temos que avançar na organização internacional, mas antes temos que organizar a coisa na nossa casa”, concluiu.

Marco Borges, um dos coordenadores da Fasubra, que também é da coordenação do Sintufsc, em sua intervenção fez uma pergunta: “É um pacote fechado participar da Contua e da ISP?”. Ele também acredita que primeiro é necessário arrumar os problemas aqui no Brasil, para depois se filiar a instituições internacionais. Depois fez mais um questionamento, para concluir: “Quanto isso vai nos custar?”

Após as defesas contrárias e favoráveis, foi aprovada a filiação à Internacional de Serviços Públicos. Depois disso, o secretário regional Interaméricas da ISP, Jocélio Drummont , fez uma saudação aos delegados do congresso. “Agora estamos juntos na luta”.

Sair ou ficar na CUT?

Na decisão sobre a manutenção da filiação ou não da Fasubra à CUT ficou acordado que haveria quatro intervenções favoráveis à manutenção e quatro contrárias. A votação aconteceu através de urna, e o processo todo foi feito em uma hora e trinta minutos.

Antes de começarem as defesas se ouviam muitas provocações dos dois lados da plenária. Em um deles ouvia-se o canto: “Ai..ai..ai..ai..está chegando a hora….o dia já vem raiando, meu bem, e a CUT já vai embora.” Do outro, levantava-se o grito: “Central Única dos Trabalhadores! Central Única dos Trabalhadores.” A mesa teve que interferir várias vezes para que os delegados que iriam fazer as defesas pudessem falar.

“Derrotar o capitalismo, não reformá-lo”

Bernadete Menezes, da UFRGS, começou dizendo que os trabalhadores querem derrotar o capitalismo e não reformá-lo. Falou que a discussão sobre a desfiliação da federação da CUT já foi feita na base. No caso da UFRGS, por exemplo, foram feitos debate, assembléia e um plebiscito, que deliberou pela desfiliação.

Para ela, a unidade da classe trabalhadora não depende de estrutura de nenhuma central. “Depende da vontade de luta da classe”. A trabalhadora defendeu que os trabalhadores continuem na luta para derrotar tudo o que for contra a classe trabalhadora.

“Risco de ficar sozinhos”

Cristina Del Papa, uma das coordenadoras da Fasubra, disse que se os trabalhadores aprovassem a desfiliação da Fasubra da CUT, iriam ficar sozinhos na luta. Segundo ela, durante dois anos nenhuma central vai poder representá-los.

Isso porque, advertiu, só se está votando a desfiliação da central, não a filiação a outra. Também disse que se isso acontecer não será mais possível negociar com o governo. Depois afirmou que o voto é secreto, por isso os delegados não precisavam ficar com medo de votar contra a desfiliação.

“Chantagem barata”

João Paulo Ribeiro afirmou que a unidade da classe trabalhadora nesse momento passa pela desfiliação da CUT. Lembrou que existem muitos sindicatos da base da federação que nunca foram filiados à central e outros que eram filiados, já saíram.
Disse também que a ameaça feita de que não haverá mais negociação com o governo, se for aprovada a desfiliação, é “uma chantagem barata”.

“Vanguarda da luta”

Léia de Souza Oliveira começou falando que os trabalhadores já tiveram muitas perdas nos últimos anos e que, se aprovarem a desfiliação, vão perder ainda mais. Negou que a CUT seja uma entidade pelega, governista e traidora. Disse os trabalhadores não podem destruir uma central que está na vanguarda da luta.

Depois dessa defesa, criticou as outras centrais, principalmente a Conlutas, que, segundo ela, já nasceu dividida e ainda é dirigida apenas por um partido, o PSTU. Falou ainda que a história dos trabalhadores no Brasil se confunde com a história da CUT, e isso não pode ser abandonado.

“Reorganização fora da CUT”

Agnaldo Fernandes, da UFRJ, disse o XX Confasubra é um momento histórico para a classe trabalhadora. Ao fazer uma retrospectiva, lembrou que, na década de 80, os trabalhadores viveram um momento intenso de luta e, a partir daí, nasceram dois instrumentos importantes: A CUT e o PT. Segundo ele, esses instrumentos estavam a serviço do conjunto da classe trabalhadora. “Isso era um elemento fundamental, que foi perdido pela CUT”.

Agnaldo também alertou que dezenas de companheiros de luta deixaram a central, e muitos sindicatos e entidades também se desfiliaram. “Não é possível que todo mundo esteja errado”, afirmou. Disse também que a classe trabalhadora está vivendo um processo de reorganização e que esse processo está fora da CUT. Para ele, neste processo de reorganização, a Fasubra não pode estar filiada a qualquer central.

Fasubra está fora da CUT

Depois da fala de Agnaldo, começou o processo de votação. Com o horário avançado, a plenária ficou esvaziada. Após cerca de duas horas, às 22h, saiu o resultado da apuração.

Por 510 votos a favor, 454 contrários, dois votos nulos e quatro brancos, os trabalhadores técnico-administrativos das universidades brasileiras decidiram que a Fasubra vai se desfilar da CUT – Central Única dos Trabalhadores.

Fonte Sintufsc


Mais alterações estatutárias

Outra modificação estatutária aprovada pelos delegados do XX CONFASUBRA diz respeito ao artigo 25, parágrafo terceiro do Estatuto da Federação. Por decisão congressual, o percentual de participação em plenárias e no congresso da Federação passa a ser regido da seguinte forma: quando houver duas chapas o percentual será de 10%, e não mais de 20% como ocorrida anteriormente. No caso de três chapas disputando as vagas, o percentual será, no mínimo de 5%, ao contrário dos 10% previstos antes das alterações.

Também foi alterado o número de diretores por coordenação. Agora elas passarão a conter apenas dois diretores cada uma, para suprir a demanda de dirigentes nas coordenações de Mulheres Trabalhadoras, Raça e Etnia e Seguridade Social criadas no XX CONFASUBRA. Outra decisão foi o fim da suplência na Federação, com todos os diretores passando a ser titulares das pastas.

Fonte Blog XX Confasubra

 

 

Plenária final altera estatuto da FASUBRA e aprova participação no congresso constitutivo da CONTUA e filiação à ISP


Foto Livia Cavalcanti

Em uma votação calma e marcada pelo bom senso, os delegados presentes ao XX CONFASUBRA aprovaram nesta quinta-feira (14) a modificação do estatuto da Federação, que passará a ter dois diretores por coordenadoria, sendo que apenas a coordenação geral permanecerá com três integrantes.

Seguindo as sugestões dos grupos de trabalho, a plenária aprovou ainda a criação de três novas coordenadorias: da Mulher Trabalhadora, de Raça e Etnia e a de Seguridade Social. Outras propostas oriundas dos grupos de trabalho serão apreciadas em um congresso extraordinário da FASUBRA, a ser realizado no prazo de um ano.
CONTUA.

Após esclarecimentos feitos pelos coordenadores gerais Léia de Souza Oliveira e João Paulo Ribeiro, foi aprovada a participação da FASUBRA no Congresso que acontecerá em junho, no Panamá, para a criação da Confederação de Trabalhadores de Universidades da América Latina e Caribe (CONTUA).

A coordenadora geral da Federação, Léia de Oliveira, iniciou sua fala fazendo um histórico da participação da federação nos encontros preparatórios que resultaram na proposta de fundação da CONTUA, e lembrou aos presentes que esse tipo de articulação é prevista no estatuto da FASUBRA, que só tem a ganhar com a filiação. “A plenária ocorrida em Natal/RN, em dezembro de 2008, já havia aprovado a nossa participação na Confederação, nós agora estamos aqui apenas para referendar esse processo, que vai garantir mais visibilidade ao conjunto dos servidores”, afirmou.

Filiação da Fasubra a ISP

Após duas defesas contrárias e duas a favor, os delegados sindicais que estão no Congresso aprovaram a filiação da FASUBRA à Internacional dos Serviços Públicos (ISP), à qual já são filiadas outras entidades de trabalhadores brasileiros, a exemplo da Confederação dos Trabalhadores do Serviço Público Federal e Confederação Nacional dos Trabalhadores da Seguridade Social.

Emocionado por ver uma luta de mais de uma década ser vitoriosa, o representante da Internacional dos Servidores Públicos (ISP), Jocélio Drummond, disse que a adesão da FASUBRA à Internacional vai acrescentar o que o Brasil tem de melhor em experiência sindical. “Há dez anos defendo essa filiação nos congressos da FASUBRA, porque a Federação sabe conviver com a diversidade de opiniões políticas e nós precisamos dela para enfrentar batalhas como a situação do Haiti, da palestina e questões referentes ao meio-ambiente, entre outras”, concluiu.

Fonte e foto Blog XX Confasubra

 

 

 


Quarta-feira (13/5/2009)


Desfiliação da Fasubra à CUT monopoliza debate sobre estrutura sindical



Fotos Livia Cavalcanti

Manter ou não a Federação dos Sindicatos dos Trabalhadores das Universidades Brasileiras – FASUBRA – no filiada à Central Única dos Trabalhadores (CUT)? Foi a essa pergunta que os seis participantes da mesa intitulada Estrutura Sindical tentaram responder nesta tarde de terça-feira (13), durante o XX CONFASUBRA.

O debate contou com três posições favoráveis à filiação manifestadas por Júlio Turra (integrante da executiva nacional da CUT), Dary Beck (tendência CUT Socialista Democrática) e Antônio Carlos Spis, tesoureiro da executiva da CUT. Por outro lado, os debatedores Pascoal Carneiro (representando a Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil), José Maria de Almeida (Conlutas) e Jorge Martins (Intersindical) defenderam a saída da Federação da Central.

Os defensores da manutenção da filiação, Spis, Dari e Júlio Turra, membros da Executiva Nacional da CUT, afirmaram ser uma falácia a denúncia de que a CUT está atrelada ao governo. Segundo Spis, a CUT historicamente defende um projeto democrático e popular para o país, apoiar Lula é, portanto, apoiar este projeto. Segundo ele, isso não significa atrelamento. O representante da CUT ainda afirmou que sair da CUT é “cair num vácuo político, porque as alternativas existentes hoje não têm expressão na classe trabalhadora”. Dari disse que “a CUT sempre defendeu os interesses dos servidores e que foi propositiva na Reforma da Previdência de 2003, apresentando emendas no Congresso Nacional, ao contrário do que afirmam por aí de que apoiamos o projeto do governo”. Completou afirmando que “é uma falácia afirmar que a CUT é atrelada ao governo, porque todas as Centrais também têm ligações com partidos políticos”. Por fim, Júlio Turra disse que “a CUT não colocou ninguém pra fora e os que saíram tentam agora impor a divisão da classe ao defenderem a ruptura com a CUT. Isso é fazer o jogo da direita”, concluiu.

Zé Maria, da Conlutas, Jorginho, da Intersindical e Paschoal, da CTB apresentaram os argumentos favoráveis a desfiliação imediata da Fasubra à CUT. Zé Maria foi categórico: “a CUT há muito abandonou seu projeto original de defesa dos interesses da classe. A desfiliação da Fasubra da CUT deve acontecer, não somente pelo seu compromisso com o projeto burguês de Lula e o PT, mas também porque a manutenção na CUT significa aprofundar a divisão já existente na base da categoria”. Concluiu afirmando que “o processo de reorganização da classe trabalhadora em nosso país apresenta a oportunidade de construirmos uma ferramenta independente de governo e patrões, combativa e classista, organizando todos os segmentos da classe no campo sindical, popular e estudantil. A Conlutas representa esse projeto, mas precisamos avançar, por isso, depois da desfiliação, é preciso garantir um amplo debate na base da categoria para decidir em que organização os técnicos administrativos das universidades devem se abrigar”.

Jorginho lembrou que “a CUT pega dinheiro do Bradesco e de outros bancos para fazer festa no 1º de maio e não a luta. Isso é traição! Chamou os delegados e delegadas a votarem pela desfiliação informando que “as categorias estão fazendo um balanço negativo da CUT e seu compromisso com o governo de Lula, por isso são tantos os sindicatos a aprovarem o desligamento dessa Central”.

Paschoal confirmou que “defendemos o governo Lula pela sua progressividade, mas o movimento sindical tem que ser independente, porém a CUT se atrela ao governo e defende sua política no seio da classe, por isso defendemos a desfiliação”. Fechou sua falando conclamando todas as organizações a construir um congresso nacional de trabalhadores amplo, para discutir os rumos do sindicalismo no Brasil.

Seguiram trinta e cinco oradores que se revezaram na tribuna defendendo uma e outra posição. O debate foi bastante tenso e recheado de aplausos e vaias, porém a coluna pela desfiliação estava bem mais animada. Em coro entoavam a canção: Ai, ai, ai, ai. Tá chegando a hora. O dia já vem raiando, meu bem e a CUT já vai embora!
Esse ponto foi fechado por volta de 20 horas, mas os delegados retomaram as atividades as 21:30 horas nos Grupos de Trabalho (GTs), para discutirem Conjuntura, Organização Sindical e Estatuto. Os GTs seguirão ainda pela manhã do dia 13.05 e à tarde será instalada a plenária para votação das resoluções..

Por Paulo Barela

Fonte Conlutas

 

 

 

Grupos de Trabalho preparam propostas de resolução para plenária final

Fotos Livia Cavalcanti

Centenas de delegados participaram na manhã desta quinta-feira (14), de grupos de trabalho onde foram discutidas as resoluções a serem apresentadas à tarde na primeira plenária final do XX CONFASUBRA.

Foram debatidos os assuntos mulher, negros, saúde do trabalhador, carreira, hospitais universitários, concepção de estado, reforma sindical, conjuntura política e econômica, autonomia e gestão das universidades.Tema que vem monopolizando as discussões do XX CONFASUBRA, a manutenção ou não da filiação da Federação dos Sindicatos de Trabalhadores nas Universidades, também foi abordada.

Está prevista, ainda para quinta-feira, a aprovação do regimento eleitoral que vai regulamentar a escolha dos diretores da FASUBRA que irão gerir a entidade pelos próximos dois anos.

 

Fonte Blog XX Confasubra



Secretários de organizações sindicais do Panamá e Argentina defendem criação da CONTUA
Instituir uma organização que faça um intercâmbio entre as associações e sindicatos de servidores de universidades de toda a América Latina. Essa foi a principal idéia lançada no XX Congresso da Federação de Sindicatos de Trabalhadores de Universidades Brasileiras pelo secretário de Cultura e Capacitação da Associação de Pessoal da Universidade de Buenos Aires (APUBA), Marcelo Di Stefano, e pelo secretário Geral da Associação de Empregados da Universidade do Panamá (ASEUPA), Damian Espino Castillo.

Eles acompanharam por dois dias as atividades do XX CONFASUBRA, e reiteraram a necessidade de fundar a Confederação dos Trabalhadores das Universidades das Américas – CONTUA -, que será mais um elemento de fortalecimento das lutas por melhoria de condições de trabalho, salários e reconhecimento funcional.

Em junho próximo, nos dias 03, 04 e 05, vai ser realizado um encontro no Panamá, para reunir associações que constituirão a CONTUA, com a elaboração do estatuto da entidade, deliberação sobre quais autoridades a integração e estabelecimento de objetivos a serem alcançados pela Confederação. Está prevista a participação de delegações de mais de 16 países, além de observadores.

Para o secretário da APUBA, Marcelo Di Stefano, a criação da CONTUA vai interligar de trabalhadores técnico administrativos de todas as universidades, o que possibilitará a exigência de valorização das instituições de ensino superior para que sejam de fato públicas, gratuitas e inclusivas, além de estabelecer o reconhecimento da participação de organizações sindicais por parte de órgãos oficiais internacionais que discutem a educação. “A universidade tem que dar acesso a ricos e trabalhadores de forma a garantir oportunidade a todos”, comentou.

Consolidar a luta dos trabalhadores através da CONTA não vai ser tarefa fácil, diante dos desafios a serem ultrapassados pelas entidades que a integrarão. O primeiro deles, segundo Di Stefano, vai ser organizar uma pauta comum, tendo em vista as diferenças culturais e a realidade das universidades de cada País. “Precisamos primeiro aprender a caminhar e depois a correr, para que atuemos em plena sintonia”, afirmou o argentino.

Outros dois pontos relevantes são o fechamento da declaração de princípios e o estabelecimento de uma política de defesa da educação pública frente a organismos europeus e norte-americanos, como FMI, G7 e G20.

Damien Castillo, da ASEUPA, diz que parte dos debates vai ser dedicada ao processo de modernização das universidades. Apesar das peculiaridades de cada País, ele acredita que esse tema é comum e tem que ser tratado com a devida atenção. “A obsolência das universidades é real na maioria das nações e não podemos deixar de discuti-la no âmbito da Confederação”, destacou.

O panamenho ressaltou a necessidade de universalizar o debate dos trabalhadores em universidades e unificar a luta pela universidade inclusiva, sem perde os princípios que norteiam e preservam o debate sobre educação. “Nós temos que revolucionar, sem perder os valores que nos trouxeram aqui e vão nos levar a consolidar a CONTUA”, finalizou.

Fonte Blog XX Confasubra

 

 


Painéis sobre questões de raça e mulheres propõem criação de Coordenação de Mulheres na Fasubra


Exposição Negros e Negras que constroem a Ufrgs presente no XX confasubra

Fotos Livia Cavalcanti

A conquista de espaços políticos, melhores salários, igualdade de tratamento, violência contra a mulher e valorização da população negra foram os assuntos abordados em painel ocorrido nesta quarta-feira (13), no Centro de Convenções do Hotel Shelton Inn, onde acontece o XX CONFASUBRA.

As discussões começaram com a palestra da gerente de Políticas para as Mulheres da Secretaria de Direitos Humanos do Município de Vitória do Espírito Santo, Vanda de Souza Vieira. Em seguida o diretor da FASUBRA, Antônio Bonfim Moreira, abordou questões referente à realidade da população negra no Brasil, principalmente no que diz respeito à condição da mulher negra.



Ficou claro que as mulheres têm evoluído muito em sua história, e conquistado espaços importantes em setores fundamentais para o trabalho, mas muitos desafios ainda devem ser superados para garantir direitos iguais entre os sexos. A constatação de que os salários ainda em valores inferiores aos dos homens, justificada apenas como uma questão de, foi amplamente criticada.Para a palestrante Vanda Vieira, as mulheres são condicionadas desde a infância a adotarem uma postura de inferioridade frente sexo masculino e que isso contribui para que a sociedade brasileira seja machista. “Desde crianças somos induzidas a sermos passivas e isso hoje é um comportamento inaceitável, porém mantido até pelos meios de comunicação que exploram a imagem feminina apenas com conotação sexual, perpetuando uma concepção distorcida do papel da mulher na sociedade”, afirmou.


Acerca da importância da FASUBRA para melhoria das condições de vida da trabalhadora técnica em administração das universidades, o plenário sugeriu por diversas vezes a criação da coordenadoria da mulher, pois a maioria da categoria é eminentemente feminina o que favoreceria a implantação de políticas específicas.

Mesclando sua falação entre a questão da mulher e de raça, o diretor da FASUBRA, Antônio Bonfim Moreira, salientou que as mulheres precisam de um melhor atendimento nos hospitais do Sistema Único de Saúde, quando vítimas de agressões domésticas. “Tem que haver um serviço mais humanizado, que funcione 24 horas por dia”, defendeu.

Já sobre as questões de base ele convocou os sindicatos da base filiada á FASUBRA a criarem coordenações de raça, até mesmo para fazer frente à política de cotas implantada nas universidades brasileiras.

Antônio Bonfim relembrou a luta do pastor protestante e líder político Martin Luther King que iniciou na batalha pelo reconhecimento dos direitos civis de negros e mulheres na segunda metade do século 20. Para o diretor da FASUBRA é necessário que inteligências brilhantes com a do ativista norte-americano surjam mais constantemente para superar a segregação racial e o preconceito contra o povo negro.

Associando as duas temáticas ele afirmou que a sensibilidade feminina é um dom especial que deve ser utilizado para conquistar políticas públicas que propiciem a ampliação da participação da mulher nos espaços decisórios, e dar uma resposta consistente ao estado de repressão vigente.

Irreverência


Fotos Livia Cavalcanti

Uma verdadeira corrente de energia, alegria e garra percorreu os participantes do painel quando o integrante do grupo de música afro Ilê Ayê convocou as mulheres negras a subirem ao palco onde estava instalada a mesa de debates.

Cerca de duas dúzias de mulheres aceitaram o gentil convite e dançaram juntas ao grupo baiano, que é reconhecido como o primeiro a manter uma associação cultural para preservação das tradições culturais africanas na Bahia.

Ao som de músicas como O mais belo dos belos, Deusa de ébano e Um abraço negro a alegria de ser mulher, mãe e trabalhadora foi homenageada. Com a dignidade e garra que força mulheres a serem fortes para consquistarem seus lugares no mundo, as várias técnicas em adminstração deixaram a timidez de lado e soltaram o corpo para mostrar que sabem o que querem, e que vivas e alertas podem garantir melhorias.

O líder do Ilê Ayê e base da FASUBRA, Paulo Vaz, disse que grande parte da fraqueza política brasileira decorre da falta de respeito ao negro e mulher. Já Humberto Bastos, vice-presidente da Acbanto – uma isntituição fundada para organizar o povo negro -, afirmou que com a discussão promovida pela FASUBRA, abre-se mais uma porta para ampliar a luta pela igualdade de direitos entre negros, mulheres e brancos

Fonte Blog XX Confasubra

 

 

Plenário do XX CONFASUBRA aprova prestação de contas

Os delegados presentes ao XX CONFASUBRA acompanharam na manhã desta quarta-feira (13) a apresentação da prestação de contas e relatório de gestão Conselho Fiscal e pela Coordenação de Administração e Finanças da FASUBRA.

Os documentos haviam sido aprovados anteriormente nas plenárias realizadas em Natal/RN, ao final de 2008; e em Brasília, esta última ocorrida 60 dias antes do XX CONFASUBRA.

O Conselho Fiscal deu o parecer pela aprovação das contas e teve a posição referendada pela plenária. Durante a explanação, foi constatado que o patrimônio da entidade triplicou na última gestão, principalmente através da aquisição da casa (onde ficam hospedados os coordenadores quando em plantões), e pela troca veículos, compra de equipamentos e mobiliário para a Federação.Também foi verificado que houve aumento na participação da entidade em eventos de caráter político tanto no Brasil como no exterior, a exemplo da participação de dois diretores da FASUBRA no Fórum Social Mundial em Nairobi, capital do Quênia, país localizado no continente africano. Foi destacada ainda a iniciativa de promover os encontros regionais ocorridos em 2008, em todas as cinco regiões do País para discutir questões estatutárias e políticas para a Federação.

O coordenador de Administração e Finanças da Federação, Cosmo Balbino, disse que a ratificação da decisão do Conselho Fiscal é resultado “processo de amadurecimento e profissionalização da gestão da entidade ao longo da sua história”.

Fonte Blog XX Confasubra


Terça-feira (12/05)

Debates sobre conjuntura política e autonomia das universidades marca terceiro dia do congresso


Foto Livia Cavalcanti

Em debate que tinha como uma das discussões principais o tema democracia, o Reitor AloísioTeixeira (UFRJ) se retira da mesa, em plena fala de outra palestrante. O motivo foi a discordância com a fala do estudante Bernardo Corrêa que citou a fundação COPPETEC da UFRJ como uma das fundações investigadas por corrupção no Brasil.

Autonomia e Democracia Universitária

Pela primeira vez, desde o início do XX Confasubra, um debate político diferente da briga "pró CUT X contra CUT" gera polêmicas e motiva várias intervenções. Cinco convidados participaram diretamente do debate, fazendo explanações de vinte minutos cada, apresentando várias versões e posicionamentos sobre a democratização e a autonomia nas universidades.

A Professora Kátia Lima da UFF fez sua exposição através de um resgate histórico demonstrando que o problema das universidades é antigo, vindo desde o Governos Collor até FHC. Para ela, o padrão da educação superior que prioriza a atuação do privado se mantém e se aprofunda no Governo Lula. Exemplo disso é a tentativa do Governo de aprovar o Projeto de Lei 92/07 que cria as Fundações de Direito Privado.

Já o Reitor Aloísio Teixeira iniciou sua palestra enfatizando que o "Brasil é e sempre foi capitalista. O Estado é burguês e capitalista. O capital continua explorando o trabalho. E isso, há muitos anos. Esse será o pano de fundo da nossa análise", concluiu. Para o Reitor, a universidade brasileira não tem autonomia porque a sociedade brasileira não a reconhece como um espaço de defesa de seus interesses.

O estundante Bernardo Corrêa destacou em sua fala a corrupção que acontece nas universidades através das fundações e citou vários exemplos de denúncias e investigações realizadas contra essas fundações em todo o Brasil. Nesse momento, o Reitor da UFRJ interrompeu a fala do palestrante no desejo de resposta, mais foi controlado pela mesa, que orientou-o a respeitar a fala de Bernardo, para em seguida se manifestar. O estudante conclui sua fala dizendo que é preciso investimento público na universidade pública, sem a necessidade de mendigar recursos como acontece atualmente. Além disso, lembrou que a democracia de fato também é importante, referindo-se ao sistema da não proporcionalidade entre estudantes, técnicos e professores.

O deputado federal, Fernando Marroni (RS) foi o penúltimo palestrante e iniciou sua intervenção concordando com todas as idéias do palestrante convidado da Tribo, Professor Aloísio. Segundo sua defesa, o entrave da autonomia universitária é a luta de classes dentro da instituição. Para ele, todos tem que ter o mesmo valor, estudantes, técnicos e professores.

Na última fala, reservada a palestrante Arminda Mourão da UFAM, convidada da CSC, a desordem se instalou em virtude da ação do Reitor Aloísio Teixeira de se retirar do plenário, entre vaias e aplausos. Após todo um processo de convencimento promovido pelos integrantes da Tribo, o Reitor retornou a mesa, pediu desculpas a palestrante Arminda pela segunda interrupção e justificou sua atitude. "Como Reitor tenho a responsabilidade institucional e tenho que ser responsável. Por isso, gostaria que o estudante fosse mais específico quanto às denúncias, pois tenho obrigação institucional de saber sobre tudo", justificou ele.



Foto Livia Cavalcanti

Sobre a continuidade da análise de conjuntura

A Comissão Diretora, após entendimento com os representantes das forças políticas presentes ao Congresso, decidiu pausar o momento de análise de conjuntura objetivando preservar a discussão sobre "Autonomia e Democratização das Universidades". A intenção foi não prejudicar o debate no sentido de que os palestrantes não teriam disponibilidade em outro momento.

Foto e fonte Blog XX Confasubra


Segunda-feira (11/5/2009)

Tendências políticas apresentam teses no XX CONFASUBRA



A noite de segunda-feira (11) foi marcada pela apresentação de teses políticas que movimentam a vigésima edição do CONFASUBRA. Oito textos tiveram as suas diretrizes conhecidas pelos delegados que participam do evento.

A coordenadora geral da FASUBRA, Léia de Souza Oliveira, apresentou a tese do Coletivo Tribo, cujo tema é Não temos tempo a perder: Unidade para os que estão na luta. Léia Souza disse que o País não pode mais ser refém das políticas capitalistas que impedem a consolidação de uma sociedade mais justa, onde se inserem os técnicos administrativos das universidades brasileiras, e conclamou os trabalhadores a mostrar que são capazes de mudar o sistema capitalista e excludente e, propor uma nova forma para o estado brasileiro.

A manutenção da filiação da FASUBRA à CUT foi novamente defendida pela sindicalista. Para ela a base da entidade deve reacender a chama da esperança de construção de mundo socialista e que represente a realização de todas as utopias da categoria.  “O Coletivo Tribo vem mostrar que a CUT é a única central que possui uma posição clara para o conjunto dos trabalhadores. Por isso, é fundamental manter a unidade na luta”, declarou.

Na seqüência, Marisa Ramos, do Maranhão, apresentou os princípios da tese Tendência Revolucionária Sindical – TRS/LBI. Em sua falação, ela criticou a política econômica do Governo Lula frente à crise financeira, por ter destinado recursos à iniciativa privada e privilegiando interesses dos patrões em detrimento das necessidades dos trabalhadores. “Com a nossa tese pretendemos que a categoria (referindo-se aos TAES) deixe de ter ilusões quando ao Governo Lula, para que possamos avançar na luta”, afirmou.

A terceira tese apresentada foi a CUT Socialista Democrática. A diretora de Coordenações Estaduais da FASUBRA, Vera Lúcia Miranda, defendeu a Federação ao dizer que é uma entidade respeitada por sua atuação na defesa dos direitos dos trabalhadores, e acrescentar que o CONFASUBRA é uma oportunidade para que se possa construir com unidade uma nova perspectiva. “O papel dos trabalhadores não é só cumprir a agenda que temos hoje, mas construir a mobilização de massa, botar o bloco na rua e agir em conjunto com os outros servidores”, afirmou Vera Miranda. A criação de uma proposta que inove a gestão dos hospitais universitários, e confrontes e dispute com a gestão adotada atualmente também foi abordada na defesa da tese socialista.

Contribuição da Correspondência Cutista na UFC – Os novos desafios da FASUBRA foi a tese defendida por Edvaldo Varela, da corrente petista O Trabalho. Ele salientou que a crise econômica chega ao Brasil com força que pode ser comprovada pela demissão de 800 mil trabalhadores nos três primeiros meses do ano, por isso se faz necessária a organização dos trabalhadores para enfrentá-la. “O que nós achamos é que temos que cobrar do Governo Lula uma medida provisória que proíba as demissões e garanta a reforma agrária”, alertou. Para ele, quando o governo brasileiro isenta empresários de pagar impostos, o resultado é visto quando da redução dos investimentos no serviço público.

O coletivo Base abordou os princípios da tese Por uma Federação Livre do Governismo e Guiada pela Base. Na discussão, o coordenador de Políticas Sociais e Anti-Racismo da FASUBRA, Rolando Malvásio Jr., disse que o Governo Federal quer retirar dos trabalhadores o que eles têm de mais precioso, que são os hospitais universitários de ensino proposta condenada pelo coletivo a que pertence. “Queremos lutar pela saúde do trabalhador, uma saúde digna”, disse Rolando.

Fátima Reis, da CSC/CTB, revelou quais são os fundamentos da tese Unidade na Ação, por uma FASUBRA Classista e de Luta. A também coordenadora da Federação, falou sobre a crise na saúde pública e defendeu que o Governo amplie a base de hospitais públicos, contrate mais trabalhadores para o setor e pare de contratar pessoal terceirizado. “Se o Governo não investir mais em saúde, no futuro teremos um caos na saúde pública do País”, previu.

Sobre a organização sindical, outro tema bem presente no XX CONFASUBRA, Fátima Reis criticou a falta de uma legislação específica para regular o segmento. “Queremos que as entidades sindicais que hoje existem sejam reconhecidas e tenham direito a receber a carta sindical, para assegurar sua atuação”, exigiu.

Cristina Del Papa, coordenadora geral do SINDIFES-BH, iniciou seu discurso falando que não pertence a nenhuma organização política partidária e que pelo que já havia acompanhado no XX CONFASUBRA, a impressão que se tem é de que a crise começou no Governo Lula, o que para ela não é verdade. “É uma crise histórica, conseqüência de erros na adoção de políticas anteriores, como as do Governo Fernando Henrique Cardoso, quando havia interlocução e se pregava um estado mínimo. No Governo Lula, ao menos, não houve corte de salários dos servidores”. A sindicalista disse ainda que é preciso refletir direito sobre a posição a ser adotada sobre a CUT, pois segundo ela a Central esteve presente em momentos importantes para a categoria, e citou como exemplo o fechamento do acordo coletivo da greve de 2007. Finalizando sua participação, Del Papa deixou como proposta de reflexão para o plenário a seguinte frase: “Pelego é aquele que entrega a cabeça da categoria para ter ganho pessoal, e é o que muita gente faz”.

Na última defesa da noite, o coordenador geral da FASUBRA, Luiz Antônio de A. Silva, apresentou a tese Vamos à Luta. Ele afirmou que mesmo com os servidores ainda não tendo sofrido problemas salariais, é preciso somar esforços e construir a luta. “Não adianta dizer que vamos defender o slogan desse Congresso, se não conseguirmos juntar na mesma batalha os servidores públicos e os trabalhadores da iniciativa privada”, afirmou Luiz Antônio.

A sindicalista Leiva Chanis – que na FASUBRA atua na coordenação Jurídica e de Relações de Trabalho-. também defendendo o texto da Vamos à Luta, disse que a Federação tem que usar a racionalização dos cargos como instrumento de pressão frente ao Governo Federal, e que é preciso avançar nos debates sobre a ascensão profissional e reposicionamento dos aposentados.

Fonte e foto Blog XX Confasubra

 

 


Segunda-feira 11/5

Primeira Plenária altera Regimento Interno do Congresso


Foi realizada segunda-feira (11), a primeira plenária do XX CONFASUBRA, no Centro de Convenções do hotel Shelton Inn. Na ocasião, o regimento interno foi submetido à avaliação dos 1006 delegados presentes.

Foram acrescentados alguns destaques com finalidade de esclarecer dispositivos, como por exemplo, a composição da base da FASUBRA, que inclui os trabalhadores de instituições tecnológicas. Os delegados decidiram ainda realizar neste Congresso a eleição do Conselho Fiscal da Federação, que não estava prevista no regimento.

Um dos pontos altos da abertura dos trabalhos no segundo dia do XX CONFASUBRA foi a saudação feita pelos convidados do Panamá e da Argentina, que conclamaram os trabalhadores a unirem-se em prol dos direitos para a classe trabalhadora e fizeram uma saudação aos participantes.

À tarde, foi dada seqüência à plenária, que votará recursos referentes a credenciamento de delegações.

Foto e Fonte Blog XX Confasubra


Segunda-feira 11/5

SINTUFF e SINTUFPA ganham recursos e mais 54 delegados são aceitos no XX CONFASUBRA

Delegados do SINTUFF conquistaram nesta terça-feira (11), a participação enquanto delegação eleita para o XX CONFASUBRA. A decisão foi aprovada pelo pleno do congresso, com 448 votos para as forças que defenderam a permanência da delegação, contra 430 votos desfavoráveis ao credenciamento. Foram ainda registradas sete abstenções.

A questão da admissão da delegação fluminense vinha sendo criticada pela Comissão Diretora do XX CONFASUBRA que alegava haver distorções no processo de eleição dos delegados, que teria sido realizado após uma festa de confraternização onde teria havido, inclusive, sorteio de prêmios. A coordenadora geral da FASUBRA Sindical, Léia de Souza Oliveira, chegou a ler um informativo do sindicato para comprovar as irregularidades, mas as argumentações não surtiram efeito.

Pará – Já era noite quando, através de votação simbólica por contraste, o pleno do XX CONFASUBRA aprovou também o credenciamento da delegação do SINTFPA, cujo credenciamento foi questionado porque a assembléia que elegeu os delegados teria ocorrido em local não informado a toda a base. Outro motivo seria a inclusão na delegação de pessoas que não mais pertenceriam à base da categoria dos técnicos administrativos.

Com a decisão, o XX Congresso passa a ter mais 54 delegados que nos próximos dias deliberarão, entre outros temas pertinentes à carreira dos técnicos administrativos, sobre o plano de lutas, autonomia e democratização das universidades. O tema mais espinhoso do congresso, a desfiliação ou não da Federação à Central Única dos Trabalhadores também vai sofrer influências do novo número de delegados.

Fonte Blog XX Confasubra

Domingo 10/5/2009

Abertura do XX confasubra ocorreu no domingo com a polêmica da desfiliação à CUT




A vigésima edição do CONFASUBRA começou oficialmente domingo (10) em Poços Caldas (MG). A abertura do evento teve a participação do diretor executivo da CUT, Júlio Turra, do secretário Regional InterAméricas da Internacional dos Servidores Públicos (ISP), Jocélio Drummond, dos representante da CTB, Fátima dos Reis, da Conlutas, Paulo Barella, e da CONTEE, Cristina de Castro. Também estiveram na mesa da solenidade representantes do Sindicato Nacional dos Servidores Federais da Educação Básica e Profissional (Sinasefe), do Sindicato Nacional dos Docentes das Instituições de Ensino Superior (ANDES) e do Conselho Federal da OAB.

Em discurso, o secretário Regional InterAméricas da ISP, Jocélio Drummond, ressaltou a importância da FASUBRA Sindical na história dos trabalhadores em universidades, e destacou que a filiação da Federação à ISP será um passo importante para a troca de experiências entre as organizações sindicais de servidores públicos do mundo. “A FASUBRA traz uma bagagem muito boa de convívio com a diversidade de opiniões, de construção do processo da democracia interna do Brasil e também na defesa da universidade pública de qualidade. Então para nós, se a Federação for inserida no cenário global, somaremos forças para a luta contra a privatização de órgãos públicos, em particular as universidades”, afirmou Drummond.

Já o diretor executivo da CUT, Júlio Turra, lembrou que a FASUBRA Sindical foi um dos órgãos fundadores da Central, e que num momento de crise econômica onde os serviços públicos essenciais são os mais prejudicados não é coerente debater a manutenção ou não da filiação da Federação à central. “A crise que ora se apresenta não é mero desgaste do sistema capitalista e muito menos pode ser atribuída a desajustes momentâneos, é uma crise estrutural que cedo ou tarde atingiria o Brasil. Portanto, o fortalecimento da luta da FASUBRA junto aos demais trabalhadores, no seio da CUT, é elemento decisivo para o combate à crise”, defendeu Turra.

O representante do GT do Funcionalismo Público da Conlutas, Paulo Barella, considera o CONFASUBRA um momento ímpar de defesa dos interesses da classe trabalhadora, tanto para discutir temas espinhosos, como a filiação da FASUBRA às centrais sindicais, quanto para a defesa dos direitos dos trabalhadores. “O Congresso é um marco na luta dos trabalhadores. Nós viemos aqui chamar a unidade no sentido de combater a crise, principalmente porque discordamos da política econômica do Governo Federal, que tem privilegiado o empresariado com as renúncias fiscais, o que mais tarde trará conseqüências para serviços públicos, como saúde e educação, que poderão passar a contar com menos recursos para investimentos”, criticou o sindicalista.

Para a diretora da CTB, Fátima dos Reis, a crise desafia os trabalhadores das universidades brasileiras e, apesar de acreditar que a discussão sobre a permanência da filiação à CUT vai perpassar todo XX CONFASUBRA, ela prega a união da classe no enfrentamento da crise. “Ao final desse evento temos que sair fortalecidos e em condições defender novas conquistas”, afirmou.

A representante da CONTEE, Cristina de Castro, desejou que o CONFASUBRA trouxesse bandeiras que somem esforços na luta unitária dos trabalhadores. “A CONTEE defende a educação pública, gratuita e de qualidade, o que inclui a valorização também dos trabalhadores técnicos administrativos”, concluiu. Já o integrante do SINASEFE, Ricardo Eugênio Ferreira, salientou que será de extrema importância que o congresso traga propostas de enfrentamento de um inimigo comum para os trabalhadores: a crise econômica.

O tesoureiro do ANDES, Vitório Zago, diz que um grupo da CUT assinou um acordo para os professores com o Governo Federal, através do Proifes, que não agradou a categoria. No entanto, destacou que existem bandeiras em que FASUBRA e ANDES podem andar juntos. “Em comum, nós temos a discussão da reforma universitária e das fundações estatais de direito privado”, acrescentou.

A Ordem dos Advogados do Brasil esteve representada pelo membro do Conselho Federal da entidade, Mário Lúcio Quintão Soares. Em seu discurso, ele reafirmou a posição da OAB na defesa dos direitos dos trabalhadores previstos na Constituição Federal e que corroboram para a afirmação da democracia. “A AOB tem a satisfação de ver que a democracia não mudou e apóia a luta pela educação pública, gratuita e de qualidade”, afirmou.

A coordenadora geral da FASUBRA Sindical, Léia de Souza Oliveira, iniciou seu discurso homenageando todas as mães trabalhadoras que estavam presentes ao evento, defendeu a manutenção da filiação da Federação à CUT e criticou o representante da Conclutas por ele ter afirmado que a FASUBRA está “inerte”.

“A CUT tem uma coerência na trajetória histórica dos trabalhadores. A democracia se faz construindo a unidade na diversidade, é construir uma greve de quase 100 dias e sair vitorioso. Tenho certeza de que sairemos desse congresso com um plano de lutas que fortaleça a organização dos trabalhadores e não a enfraqueça”, ponderou Léia Oliveira. Ao final de sua fala, a sindicalista puxou um coral de palavra de ordem, cujo mote foi “FASUBRA Unida, Jamais será vencida”, no que foi acompanhada por centenas de delegados do XX CONFASUBRA.

O coordenador geral, João Paulo Ribeiro, saudou os delegados e delegadas presentes ao evento e também ressaltou a necessidade de uma luta conjunta dos trabalhadores. “Nós vamos construir a unidade, vamos avançar ainda mais os direitos e conquistas e construir juntos uma FASUBRA classista e democrática”, defendeu.

Para o coordenador geral Federação, Luiz Antônio de Araújo, disse ter certeza de que os técnicos administrativos do XX CONFASUBRA vão saber andar no caminho certo para a defesa dos direitos da categoria. “Quero que essa energia, que neste momento vem do plenário, sirva para construir um plano de lutas que seja o reflexo dos anseios da nossa base sindical”, finalizou.

Após a mesa de abertura foi instalada a Comissão Diretora do XX CONFASUBRA, formada pelos diretores da FASUBRA e mais um delegado representando os sindicatos associados.

Foto e fonte Blog XX Confasubra

 

 


 

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