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Carlos Alberto foi eleito reitor da UFRGS. O Oppermann, não!

Avaliação da coordenação da Assufrgs sobre a escolha do novo reitor da UFRGS

 

 

Leia aqui texto com a avaliação completa

No último dia 16 de junho ocorreu a consulta à comunidade universitária para a escolha do reitor e da vice-reitora dos próximos quatro anos. A Chapa 1, de Carlos Alberto e Laura Verrastro, venceu o processo no Voto Universal e na Paridade. Perdeu somente na ponderação pelos 70/15/15, cálculo mantido pelo Conselho Universitário da gestão de Carlos Alexandre Netto e Rui Oppermann (este, candidato a reitor pela chapa 3).

 

Paridade

Na ASSUFRGS, em todos os processos, temos por princípio a democracia. Temos defendido intransigentemente que a participação por si só não é suficiente, mas sim a possibilidade da comunidade estar representada, reconhecida como sendo capaz, e em iguais condições de decisão. Defendemos paridade entre os segmentos, como avanço na democratização da universidade.

Neste ano, mais uma vez a proposta de uma consulta paritária foi negada pela maioria do Conselho Universitário. Através da representação dos técnico-administrativos no Consun, comprovamos que a escolha da paridade não tem impeditivos legais (visto que já e adotada por mais de 70% das universidades brasileiras e por 100% dos IFRS): basta vontade política. O resultado da consulta demonstra porque esta gestão não quer a paridade.

Processo eleitoral      

Diante da manutenção do 70/15/15, a realização de uma consulta paralela e paritária foi discutida. Acabou não ocorrendo, devido à impossibilidade de as quatro entidades (ASSUFRGS, DCE, APG e ANDES) tocarem esta empreitada.

Sem a paridade, a decisão congressual da ASSUFRGS apontava a defesa do voto nulo. Porém, a conjuntura estava diferente da apresentada em novembro de 2015. No entendimento dos coordenadores da ASSUFRGS e de outros colegas, a candidatura de Carlos Alberto a reitor trazia novas perspectivas, pelas propostas que trazia e por ser um nome ligado às lutas na universidade, dentre eles a paridade, junto com técnicos e estudantes. Mesmo com a posição dos coordenadores a favor da Chapa 1, a campanha do voto nulo foi realizada, com materiais confeccionados pelo sindicato e tocada por aqueles que tinham convicção nessa campanha.

Os técnicos em luta da ASSUFRGS tinham, então, visões divergentes sobre o processo: voto nulo, apoio às chapas 1 ou 2. Mas o enfrentamento à gestão de Alex e Rui – uma das mais autoritárias dos últimos 25 anos da UFRGS – unificou essas diferentes visões na campanha Oppermann não! Essa campanha foi construída através do intenso debate ocorrido nas assembleias e atividades de luta da nossa categoria, se tornando da articulação de diferentes posições, mas com um mesmo ponto de unidade na nossa luta contra a falta de diálogo e de negociação desta gestão em pontos caros aos técnicos, como o controle de jornada por login, implantação da flexibilização e falta de democracia na universidade.

Resultado da Consulta

Os resultados não deixam dúvidas: a Chapa 1 venceu a consulta nos critérios democráticos e legítimos. O programa defendido pela chapa no sentido de ampliar a democracia, defender a autonomia e a transparência demonstraram que o Carlos Alberto e a Laura Verrastro são os que efetivamente representam a ampla maioria da comunidade universitária. A Chapa 3, mesmo que seja declarada vencedora pelos órgãos e instâncias institucionais, não é legítima, nem representa os anseios da comunidade.

Seguiremos na luta em defesa da universidade pública e popular, lutando pela reorientação das gestões quanto à autonomia e democracia, financiamento, prestação de serviços, assistência estudantil e condições adequadas de infraestrutura e condições de ensino, pesquisa e extensão. Nossa UFRGS deve atender às demandas do povo garantindo que o modelo de desenvolvimento do país aconteça de forma autônoma, contando cada vez mais com as funções sociais e públicas da universidade. 

A luta segue! 

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