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Deu na mídia: (RG) Greve dos servidores de universidades federais deve continuar, projeta Fasubra

Governo federal ofereceu 15% em três parcelas anuais. Categoria exige 22,8% Depois de uma reunião em que o Ministério do Planejamento ofereceu reajuste de 15% divididos em três parcelas anuais aos servidores técnico-administrativos, a Federação dos Sindicatos dos Trabalhadores das Universidades Públicas Brasileiras (Fasubra) antecipou, na noite desta segunda-feira, que vai orientar os filiados a [...]

Governo federal ofereceu 15% em três parcelas anuais. Categoria exige 22,8%

Depois de uma reunião em que o Ministério do Planejamento ofereceu reajuste de 15% divididos em três parcelas anuais aos servidores técnico-administrativos, a Federação dos Sindicatos dos Trabalhadores das Universidades Públicas Brasileiras (Fasubra) antecipou, na noite desta segunda-feira, que vai orientar os filiados a manter a greve, que já dura quase dois meses. Uma assembleia geral, depois das decisões regionais, deve ocorrer até sexta-feira para confirmar os rumos da paralisação.

Segundo o coordenador-geral da Fasubra, Gibran Ramos Jordão, a tendência é de que a categoria rejeite a oferta do governo, que prevê aumento de 5% em 2013, 5% em 2014 e mais 5% em 2015. “É um avanço muito minúsculo, náo garante o problema de evasão de quadro dos profissionais e não dá segurança, pois como é parcelado em três anos, com a perspectiva do agravamento econômico podemos ter uma inflação fora de controle maior do que esse índice apresentado”, explicou.

Em Porto Alegre, a Associação dos Servidores da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (Ufrgs) e da Universidade Federal de Ciências da Saúde de Porto Alegre (UFCSPA) (Assufrgs), ligada à Fasubra, segue ocupando o Centro de Processamento de Dados (CPD) da Ufrgs desde a última terça-feira. A meta, no curto prazo, é inviabilizar as matrículas do segundo semestre.

Entre as principais reivindicações da categoria está um reajuste salarial de 22,8%, com piso de três salários mínimos (R$ 1.866) – hoje o valor é de R$ 1.304. A presidente da Assufrgs, Bernardete Menezes sustenta que pelo menos 80% dos funcionários da Ufrgs são mestres ou doutores e que a categoria está com o salário defasado e não recebe reposição desde 2007. Outro ponto da pauta é a ampliação do incentivo para o funcionário continuar estudando.

Atualmente, a categoria é composta por 5,3 mil servidores, dos quais 2,6 mil na ativa atuando em funções de gerenciamento e administração, como coordenação das secretarias, bibliotecas e laboratórios. Conforme as entidades, servidores das 59 universidades federais e dos 40 institutos tecnológicos do País aderiram total ou parcialmente à paralisação.

     Ouça o áudio: Coordenador geral da Fasubra, Gibran Ramos

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