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Dilma recebe sindicalistas no Planalto e retoma diálogo

 A presidente da República, Dilma Rousseff, retoma nesta semana o diálogo direto com as centrais sindicais. A reunião, na qual os representantes dos sindicatos deverão cobrar medidas de proteção à indústria nacional, aos trabalhadores, aos aposentados e aos servidores públicos, está agendada para a manhã desta quarta-feira.  O encontro deve ocorrer em meio à indefinição [...]

 A presidente da República, Dilma Rousseff, retoma nesta semana o diálogo direto com as centrais sindicais. A reunião, na qual os representantes dos sindicatos deverão cobrar medidas de proteção à indústria nacional, aos trabalhadores, aos aposentados e aos servidores públicos, está agendada para a manhã desta quarta-feira.

 O encontro deve ocorrer em meio à indefinição do substituto de Carlos Lupi à frente do Ministério do Trabalho e à rebelião do PDT que levou o partido a uma alta taxa de infidelidade em relação ao governo na votação do novo fundo de previdência dos servidores públicos.

 Diferentemente do que ocorreu durante os governos do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, quando os sindicalistas eram frequentadores assíduos do Palácio do Planalto, esta será a terceira vez que os presidentes das centrais sindicais se reúnem com Dilma.

 A primeira foi antes de a presidente viajar à China, e a outra foi quando Dilma encerrou uma reunião entre os sindicalistas e o secretário-geral da Presidência da República, Gilberto Carvalho, após as centrais terem se recusado a participar do lançamento do programa Brasil Maior por não terem sido consultadas sobre as novas medidas de política industrial formuladas pelo Executivo.

 ”É um momento de reaproximação”, resumiu o presidente da União Geral dos Trabalhadores (UGT), Ricardo Patah.

 Um dos principais alvos dos sindicalistas deve ser a política econômica do governo. Para eles, deve haver uma maior redução da taxa básica de juros a fim de diminuir o fluxo de capitais financeiros especulativos em direção ao Brasil.

 Além disso, as centrais sindicais cobrarão da presidente mais medidas para combater os efeitos negativos da chamada guerra cambial no setor produtivo.

 Para Patah, por exemplo, o patamar ideal da Selic é de 8% ao ano. Na semana passada, o Comitê de Política Monetária do Banco Central (Copom) reduziu a taxa de juros em 0,75 ponto percentual, para 9,75% ao ano.

 ”Há uma preocupação com a enxurrada de dólares e euros, que tende a agravar a situação principalmente de uma parcela da indústria”, destacou o presidente da Central Única dos Trabalhadores (CUT), Artur Henrique da Silva, para quem o governo Dilma Rousseff deveria adotar “medidas mais ousadas” para combater os efeitos da crise financeira internacional.

 Outros itens que constarão da pauta da reunião serão a redução da jornada de trabalho, o fim do fator previdenciário, a valorização das aposentadorias superiores a um salário mínimo, a regulamentação das regras de negociação coletiva do setor público e do trabalho terceirizado.

 A CUT critica a omissão do governo federal em relação ao projeto de lei que tramita na Câmara dos Deputados sobre este último tema, o qual considera um retrocesso.

“Precisamos regulamentar a terceirização, mas não por um projeto que precariza ainda mais as relações de trabalho”, comentou Artur Henrique.

A UGT também destacará a importância de o próximo ministro do Trabalho tratar todas as centrais sindicais de forma igual, e pedirá que o governo tome medidas para qualificar a mão-de-obra nacional em vez de facilitar a entrada de trabalhadores estrangeiros no país.

O ex-ministro do Trabalho, Carlos Lupi, é presidente do PDT, partido ligado à Força Sindical. “É um absurdo ter que importar mão-de-obra”, criticou o presidente da UGT, Ricardo Patah.

 Fonte: O Globo

 

 

 

Fonte: O Globo

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