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ENEM fecha patrocínio com Nissin, a fabricante do Miojo!

Todos os alunos do ENEM receberão junto com o cartão resposta um pacote de Miojo sabor Galinha Caipira por Claudio Schamis 21 de março, 2013 O ministro Mercadante anuncia a nova parceria e avisa que o aluno poderá fazer a prova em 3 minutos e passar e o Miojo já vai estar pronto O ministro da [...]

Todos os alunos do ENEM receberão junto com o cartão resposta um pacote de Miojo sabor Galinha Caipira
por Claudio Schamis
21 de março, 2013
O ministro Mercadante anuncia a nova parceria e avisa que o aluno poderá fazer a prova em 3 minutos e passar e o Miojo já vai estar pronto
O ministro da Educação, Aloizio Mercadante, diz que para o próximo ano as regras da redação do ENEM irão mudar e os avaliadores deverão ser mais rígidos na hora de avaliar as receitas escritas pelos candidatos. Promete que será criada uma tabela para ajudar na correção das redações e exemplifica dizendo que uma receita de um prato francês poderá receber nota máxima. Explicou que fazer Miojo qualquer um faz. Mercadante ainda justificou que os avaliadores deram nota 560 para a redação do Miojo por entenderem que, quando o aluno colocou a receita do Miojo, ele implicitamente disse que o Miojo surgiu justamente por causa do movimento imigratório no Brasil. Ah, bom! Será que ninguém reconhece o talento desse rapaz?
Todos os alunos do ENEM receberão, junto com o cartão resposta, um pacote de Miojo sabor Galinha Caipira, enquanto avaliadores e fiscais de prova receberão dois pacotes de Miojo sabor Carne já a partir do próximo ano, segundo informou o portal do MEC.
Com relação ao outro aluno que colocou o hino do Palmeiras e ganhou nota 500, o ministro disse que vai baixar uma norma proibindo tal recurso para evitar constrangimentos e ações na Justiça alegando bullying.
Fala sério, né?
A única coisa que Mercadante não comentou foi como alunos que escreveram “trousse”, “enchergar” e “rasóavel” conseguiram tirar nota máxima (1000) em suas redações. Talvez, não, com certeza ficou calado por não ter nada a dizer. Por não ter desculpas. Nem esfarrapadas. Melhor não se comprometer, né? Até porque ele diria que não foi ele quem “trousse” esse problema, isso já “ezistia” desde os tempos de Cabral, que descobriu uma terra que não se importaria muito com a educação do seu povo, onde professores seriam mal remunerados, onde as promessas de se fazer do país um exemplo na educação ficaria somente no papel, até porque para erguer escolas e creches é preciso antes de dinheiro e vontade, gana e coragem.
Mas é claro que os defensores do governo de plantão irão dizer que nós não “enchergamos” a coisa como ela deve ser vista. Que somos exigentes.
Pena que essas pessoas não veem que a Educação, assim como a Saúde, está gritando por socorro. E essas mesmas pessoas serão capazes de não achar nada assim tão grave o fato de universitários do curso de Direito da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) aparecerem em fotos humilhando calouros em um trote com conotação racista e fazendo saudações nazistas com direito até ao bigode do Hitler. Vão dizer que é brincadeira de criança. Onde estão as crianças? Onde está a brincadeira? Além de estudantes de direito, são pessoas com certa cultura, que estudaram história, leem, são letradas e se tornarão no futuro advogados, procuradores, juízes e quem sabe ministros. Como você vai confiar no discernimento de uma pessoa que pensa assim? Você entregaria seu filho para ser defendido por uma “coisa” dessas?
Todas essas questões passam pela nossa Educação de uma forma ou de outra. E tudo é dor, tudo é decepção, preocupação e dúvidas. Dúvidas sobre para onde vamos e onde estamos.
É lamentável.
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