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Nota de repúdio às ações da polícia gaúcha em repressão aos movimentos sociais 03 de outubro de 2013.

A Associação dos Servidores Técnico-Administrativos da UFRGS, da UFCSPA e do IFRS – Campus Porto Alegre torna público seu repúdio às ações da polícia do RS de criminalização e repressão dos movimentos sociais. A prisão arbitrária de membros do CPERS na semana passada, seguida nesta semana da invasão de casas e apreensão de livros de [...]

A Associação dos Servidores Técnico-Administrativos da UFRGS, da UFCSPA e do IFRS – Campus Porto Alegre torna público seu repúdio às ações da polícia do RS de criminalização e repressão dos movimentos sociais. A prisão arbitrária de membros do CPERS na semana passada, seguida nesta semana da invasão de casas e apreensão de livros de militantes do Bloco de Luta do Transporte Público de Porto Alegre, mostra com clareza a face autoritária da polícia do Rio Grande do Sul, amparada por uma justiça que serve aos interesses das classes dominantes. Tais procedimentos, lamentavelmente, não são novidade no histórico de ações da polícia do nosso estado, civil ou militar, que se habituou ao emprego da força e cuja sofisticação se reduz à utilização de equipamentos para repressão, como balas de borracha, bombas de gás lacrimogênio, spray de pimenta, destinadas a calar ideias (ainda que nunca efetivas nessa tarefa), manifestações de truculência costumeiras também no tratamento que destinam às camadas mais pobres da população. Essa atitude repercute o ideário desenvolvido na Ditadura Civil-Militar, ainda refratário ao ambiente democrático. Os movimentos sociais que ocuparam as ruas de nosso país durante este ano cumprem um papel fundamental para a inversão da trajetória de exclusão que caracteriza o Estado brasileiro. Estas mobilizações surgiram como resposta à baixa qualidade do transporte e dos demais serviços públicos, mostrando que é necessário democratizar tanto estes serviços, quanto as demais instituições estatais.

A ASSUFRGS é solidária aos companheiros do Bloco de Lutas e aos trabalhadores em educação do CPERS-Sindicato, que tem participado desta luta desde o momento em que ela se iniciou. Também nos solidarizamos com os professores do estado do Rio de Janeiro, atingidos por essas mesmas ações truculentas e reafirmamos nosso apoio aos movimentos que lutam por uma sociedade mais igualitária, solidária, justa e democrática. 

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