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Roda de conversa debate luta das mulheres dentro e fora do movimento sindical

Roda de conversa sobre gênero e opressão reuniu mulheres e homens, na manhã desta sexta-feira. Curta francês “Maioria oprimida” e debate sobre mulher fizeram parte das atividades da roda de conversa.

Dia 24 de julho ocorreu uma roda de conversa tendo como tema a opressão e a luta das mulheres dentro e fora do movimento sindical. O debate contou com a presença das integrantes do GT Mulher da Assufrgs, que falaram sobre o trabalho que o grupo já realiza no sindicato.

A seguir, foi exibido o curta francês “Maioria Oprimida”, da diretora Eleonore Pourriat, que retrata um dia na vida de um homem que vive em um mundo onde as mulheres são as opressoras. O filme serviu de ponto de partida para o debate, que incluiu mulheres e homens.

Os participantes destacaram a relação do capitalismo com a opressão sofrida por diversos grupos, inclusive as mulheres. Na atualidade, as mulheres conquistaram um espaço no mercado de trabalho, mas ainda recebem salários menores. Além disso, acumulam o trabalho de casa e o cuidado dos filhos, o que prejudica sua atuação profissional e politica. O assédio sofrido pelas mulheres no dia-a-dia e como isso é naturalizado na sociedade foi um dos assuntos tratados. A conversa também discutiu formas de combate do machismo, destacando a importância da educação de homens e mulheres, principalmente na infância.

Mulher e o movimento sindical

A atuação e representação da mulher na política foi outro ponto debatido. Apesar de constituírem boa parte do movimento sindical na Assufrgs, são poucas as mulheres que assumem posições de liderança, seja constituindo as mesas das assembleias ou se manifestando nas plenárias. Foi discutido que a mudança desse padrão passa pela formação política, disposição das próprias mulheres e respeito às manifestações de todos dentro do meio sindical.

Firmando o entendimento de que a luta das mulheres e de outro movimentos como o LGBT e o Negro são pautas de todos, foram apresentadas algumas ideias de atuação. Uma delas e continuar o debate buscando implementar o plano de lutas das mulheres da Fasubra. Outro ponto foi se engajar nas atividades do GT Mulher e confeccionar camisetas do grupo para identificar suas integrantes em atos e outras atividades.

Também foi sugerida a realização de uma palestra com as professoras do Departamento de História da UFRGS Céli Pinto e Natália Mendes, que ministram as disciplinas “História do Feminismo” e “Gênero e Sexualidade”.

 

Conheça o grupo do facebook do GT Mulher e participe das atividades. https://www.facebook.com/groups/560812177293541/

Plano de lutas das mulheres da Fasubra. ​

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