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Técnicos oferecem banquete contra a PEC 55 no centro de Porto Alegre

O objetivo foi dialogar com a base dos senadores gaúchos que ainda não se posicionaram contrários à emenda.

No dia que iniciam as votações da PEC 55 no Senado, em Brasília, os técnico-administrativos em educação da UFRGS, UFCSPA e IFRS realizaram em frente aos escritórios dos senadores gaúchos Ana Amélia Lemos (PP) e Lasier Martins (PDT) um ato simbólico contra a PEC 55.

Servidores unidos em frente à Ocupação Lanceiros Negros onde ocorreu o banquete do povo contra a PEC 55

Durante a atividade Rafael Berbigier, membro da comissão de comunicação do comando de greve da ASSUFRGS mandou um recado aos senadores: “Lasier e Ana Amélia, votar a favor da PEC é votar contra a educação e saúde publicas. Hoje vocês tem obrigação de votar contra a emenda. Podem ter certeza, que caso votem à favor vamos seguir expondo seus nomes nas universidades e institutos federais, não iremos nos calar.”

Trabalhadores aproveitaram o banquete oferecido pela ASSUFRGS neste dia 29 de novembro

Desde às 08h foi oferecido para a população um banquete com pão de mortadela, bananas e café. O ato é uma alusão aos luxuosos banquetes oferecidos por Michel Temer aos deputados e senadores para aprovar a PEC DA MORTE (241 na Câmara e 55 no Senado), que prevê o congelamento dos investimentos em educação e saúde. Os servidores também dialogaram com quem passava pela esquina da Andrade Neves com a a General Câmara, onde está localizada a Ocupação Lanceiros Negros que serviu como ponto central da atividade. 

PEC 55: “UFRGS totalmente sucateada”

A Reitoria da UFRGS apresentou um documento que materializa o impacto que a PEC 55 terá no orçamento da Universidade. Caso a PEC estivesse em vigor nos últimos 10 anos (2006-2015) a UFRGS teria um orçamento reduzido para menos da metade. Em 2015, o orçamento da Universidade com fonte no Tesouro foi de R$ 184.573.24. Nas regras da PEC, o orçamento seria de R$ 75.299.511. Ou seja, menos R$ 109.273.736.

“Dentro da UFRGS o impacto da PEC representaria ampliação da terceirização (atualmente os terceirizados recebem salario atrasado e não recebem vale transporte), sucateamento dos prédios, acesso à educação ficaria ainda mais prejudicado. Seria uma UFRGS ainda mais sucateada.”, comentou Berbigier. 

Confira a galeria de fotos da atividade:

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