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Um ano passou: será que melhoraram o atendimento à saúde e a segurança no Campus do Vale, e em toda a UFRGS?

No dia 19 de novembro de 2012, um ano atrás, o estudante Zilmar da Costa Pereira teve um mal súbito, durante uma aula, no Campus do Vale. O único procedimento padrão previsto era (e continua sendo) “chamar uma ambulância”. O estudante Zilmar faleceu enquanto aguardava o socorro. O trágico acontecimento provocou mobilização, reuniões, abaixo-assinado com [...]

No dia 19 de novembro de 2012, um ano atrás, o estudante Zilmar da Costa Pereira teve um mal súbito, durante uma aula, no Campus do Vale. O único procedimento padrão previsto era (e continua sendo) “chamar uma ambulância”. O estudante Zilmar faleceu enquanto aguardava o socorro.

O trágico acontecimento provocou mobilização, reuniões, abaixo-assinado com uma lista de reivindicações.

No dia 17 de junho, a Progesp anunciou a próxima implantação de uma forma de pronto-atendimento médico, através de equipe terceirizada, nos quatro campi da UFRGS.

Porém, cinco meses depois desse anúncio e um ano depois do falecimento do estudante Zilmar, nada mudou: nenhuma melhoria nas condições de atendimento médico, e tampouco na segurança, no Vale.

Tem mais: a UFRGS vem sendo notícia, nas páginas dos periódicos de Porto Alegre, nos últimos meses, em função de diversos problemas: por sérios problemas estruturais (inexistência de Alvará de Prevenção contra Incêndio, por inexistência de Plano de Prevenção Contra Incêndio – PPCI); por ocorrências, em particular uma tentativa de homicídio contra um vigilante.

Na verdade, a situação de insegurança nos quatro campi e seus arredores é constante, mesmo quando não chega às páginas policiais. Basta conversar com alunos, pais de alunos e servidores para receber informações relativas a assaltos nos campi, nos seus arredores e até em alguns prédios da Universidade. O fato de que não são seguidos de denúncias e registros na Polícia não deve levar a negar sua existência!

Esse estado de coisas só pode continuar e piorar, pois a vigilância terceirizada tem por tarefa cuidar do patrimônio, não das pessoas; e a política governamental é de redução e extinção das equipes próprias de segurança das universidades federais.

Andes/Ufrgs, Assufrgs, DCE e APG – as entidades representativas da UFRGS concernidas com essas questões – já solicitaram duas vezes audiência ao Reitor para tratar dessa pauta específica.

 

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