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Vigilantes reforçam luta por abertura de concurso público

Em reunião com o governo (19/08) que teve a presença do GT Segurança da Assufrgs, das reitorias de quatro universidades, e lideranças sindicais de sete universidades, além da Fasubra e da CUT, vigilantes reiteram a necessidade da abertura de concursos públicos para seu cargo, para conter a violência nos campi.

A reunião realizada no Palácio do Planalto dia 19 de agosto de 2014, teve inicio com o coordenador geral e GT Segurança da Asssufrgs e CUTRS Mozarte Simões  fazendo um relato da situação da violência nos campi das universidades federais e o quanto aumentou o grau da periculosidade destas ocorrências. Relatou que hoje os campi são verdadeiros comércios a céu aberto, e que em alguns campi existe até posto de gasolina e supermercado, atraindo pessoas para dentro dos campi para cometer diversos delitos, devido à fragilidade da segurança estes delitos são até mais fáceis de acontecer. Para ele,  a segurança realizada dentro dos campi tem que ser diferenciada, pela característica de ser um ambiente acadêmico.

Relatou também a divergência que esta ocorrendo entre o MEC e as universidades sobre a afirmação de que o cargo esta extinto, pois as notas técnicas que os vigilantes possuem afirmam categoricamente que o cargo não esta extinto. Mozarte  mostrou algumas planilhas de custo de algumas universidades e vários ofícios que reitores enviaram ao MEC solicitando a abertura de concurso para vigilantes, todos não obtiveram resposta. Os documentos foram entregues para o senhor José Lopes Feijóo, inclusive um dossiê com mais de trezentas ocorrências geradas dentro dos campi das universidades federais.

O representante da CUT nacional Pedro Armengol, falou da importância em se ter uma segurança orgânica e que a abertura de concurso deve ser imediata, falou que entende que agora em uma época de eleição não é permitido à abertura de concurso, mas solicitou o comprometimento de se avançar no debate.

O Pró Reitor para assuntos administrativos da UFRRJ, falou que na rural eles ainda não contrataram nenhum vigilante terceirizado, mas que não sabe até quando vão conseguir manter isto. Falou ainda da importância em ter pessoas qualificadas para atender o publico em geral, e que a abertura de concurso tem que ser imediato.

O Pró Reitor de Recursos Humanos da UFPEL, falou de sua preocupação com os diversos estudos que tem nas universidades e quanto fica frágil a segurança com a terceirização e também solicitou a abertura de concurso.

Os vigilantes presentes também relataram a dificuldade em dar segurança para a comunidade universitária nas universidades em que trabalham e, que sem a abertura de concurso para a segurança quem vai sofrer com a violência é a comunidade universitária.

O representante da Fasubra Darci Cardozo, falou da importância da abertura de concurso público para vigilante nas IFES, que a federação esta apoiando esta luta, assim como a luta de toda a sua base. O diretor ainda fez a entrega de um documento elaborado pelos aposentados da base da Fasubra com suas reivindicações.

Após as falas, o senhor José Lopes Feijóo, falou da importância da reunião, disse que ficou claro para ele a importância da abertura de concurso para vigilante, mas que não tinha como dar uma resposta no momento, pelo período eleitoral. Comprometeu-se a falar com o MEC, AGU e MPOG sobre a divergência do cargo extinto ou não, que iria levar os documentos entregues a ele sobre o cargo não estar extinto e debater com o MEC sobre isto.  Comprometeu-se ainda a abrir mesa de debate reunindo MEC, MPOG e FASUBRA, representação dos vigilantes e governo sobre a violência nos campi e a abertura de concurso público para vigilantes.

Registro de presenças

Sr . José Lopes Feijóo, Assessor Especial da Secretaria Geral da Presidência da Republica; Pedro Armengol CUT Nacional. Mozarte Simões da Costa Junior, Coordenador geral e do GT Segurança da Assufrgs, direção da CUTRS; Darci Cardozo Fasubra; Wesley Marques da Silva diretor de logística da UFU; Moacyr do Valle Junior Assessor do reitor da UFJF; Sérgio Eloir Teixeira Wotter Pró-reitor de recursos humanos da UFPEL; Pedro de Oliveira Silva Pró Reitor de assuntos administrativos da UFRRJ; Geraldino Barbosa Coordenador administrativo e financeiro do sindicato da UFSC; Telles Espindola Coordenador de segurança da UFSC; Marcos Wanderley Soares da Silva Coordenador Jurídico do sindicato da UFPE; Antônio da Silva Azambuja Coordenador Geral do sindicato da UFPEL; Paulo Ricardo Mendes Prestes Coordenador Jurídico do sindicato da UFPEL; Paulo Ricardo Voigt vigilante da UFSM; Renato Luiz Evaristo dos Santos vigilante da UFRRJ.

 

Texto de: Mozarte Simões da Costa Júnior.

Coordenador Geral e do GT Segurança da Assufrgs e Direção CUTRS.

3 comentários para "Vigilantes reforçam luta por abertura de concurso público"

  1. Eugenio, OFS agosto 22nd, 2014 10:33 am Responder

    Paz e bem!
    .
    Como ja foi informado
    que este site é sob WordPress,
    assim como era o site de greve.
    Pois no site da greve
    que era gratuito
    podíamos assinar os comentários
    e aqui no site da AssufrgS
    em que pagamos
    não temos este serviço.
    .
    Se pagamos,
    basta a Coordenação de Imprensa
    dar um DE ORDEM
    para que implementem o serviço
    e se não cumprirem
    troque-se de empresa
    que mantém o site.

  2. jorge antonio lopes ferreira agosto 25th, 2014 14:15 pm Responder

    simceramente, acho que esta mais do que na hora de abrir concurso publico pra vigilantes nas universidades federais, nao e brincadeira temos altos riscos de perculosidades dentro das instituiçoes e os vigilantes de firmas particulares na maioria nao estao preparados para tal funçao acho que os poderes constituidos estao brincando com a integridade das pessoas que circulam nos campis deste brasil universitario,……………

  3. Alexandre Ferreira Dias outubro 5th, 2015 22:37 pm Responder

    Caro colegas.

    Gostaria de saber de nosso direitos como vigilantes:
    Sou vigilante concursado aqui de Alagoas e estou muito decepcionado com essa perseguição que nós vigilantes estamos passando.
    Todo técnico administrativo aqui no IF-AL trabalha 30h semanais, porem obriga-nos nós vigilantes a trabalhar dia-sim dia-não. ISSO NÃO É ASSEDIO MORAL!
    Não temos armas,
    A copa aqui não é liberada para os vigilantes,
    Estamos muito tempo sem fazer a reciclagem que é exigida pela policia federal.
    Por favor quem souber de uma instituição que queira um vigilante e respeite seus direitos e seja tratado com igualdade ( pode ser em qualquer parte do pais ) estou de malas prontas, não suporto mais isso aqui!!!

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