Notícia

Carta ao Presidente Luiz Inácio Lula da Silva: ASSUFRGS contra o genocídio do Povo Palestino

A ASSUFRGS Sindicato, reunida em Assembleia, vem mais uma vez manifestar-se contra o genocídio do Povo Palestino, promovido pelo regime sionista, colonial e supremacista do Estado de Israel. Reiteramos nosso apelo para que o Governo Brasileiro, sob a liderança de Vossa Excelência, adote um embargo total contra Israel, como resposta imediata e necessária ao extermínio sistemático de civis na Faixa de Gaza.

É preciso recordar que o que vemos hoje é resultado de um projeto de tomada da Palestina e expulsão de toda sua população originária, agora em seu 78º ano. O sionismo é o seguimento deste projeto, agora em sua fase mais aguda, em busca de uma solução final, isto é, de uma Palestina sem palestinos.

Não podemos permitir que esse genocídio continue, no qual 60% das vítimas são mulheres, crianças e idosos. É preciso que o mundo reaja à altura desta matança inigualável, que supera, em muitos aspectos e números, até mesmo os crimes nazistas durante a Segunda Guerra Mundial.

A humanidade precisa parar o Holocausto Palestino, como parou o nazismo e acabou com o regime segregacionista da África do Sul. Isso deve acontecer com urgência, antes que sejam mortas as últimas crianças e que o povo palestino deixe de existir.

O Brasil deve mobilizar todos os esforços políticos, diplomáticos, econômicos, científicos, tecnológicos, culturais e esportivos em apoio ao povo palestino, colocando em prática os acordos de cooperação já existentes e construindo outros, para que sejamos solidários ativos do processo de sua libertação.

Ao mesmo tempo, defendemos que o Brasil rompa imediatamente as relações diplomáticas com esse regime genocida e posicione-se frontalmente contra a aprovação do Projeto de Lei que institui o “Dia da Amizade Brasil-Israel”, aguardando que Vossa Excelência vete essa medida, que contradiz nossa tradição de defesa dos direitos humanos e da justiça internacional.

Emergencialmente, cabe ao Estado promover um severo e total embargo militar e energético contra o regime israelense, o que acreditamos ser um caminho para impedir a continuidade do genocídio.

Defendemos, ainda, que sejam rompidas as relações de cumplicidade que, direta ou indiretamente, são associados aos crimes de apartheid, às expropriações ilegais para assentamento de estrangeiros na forma de colonatos, aos deslocamentos forçados e ao genocídio, que visam uma limpeza étnica integral.

Por fim, acreditamos que o Governo Brasileiro, na pessoa do Presidente Luiz Inácio Lula da Silva, deve liderar uma iniciativa internacional pela aplicação de sanções concretas em defesa dos direitos humanos, convocando os povos e os Estados do mundo a se manifestarem e a atuarem de maneira firme contra a destruição do povo e das terras palestinas.

Porto Alegre, 05 de junho de 2025

ASSUFRGS Sindicato – Sindicato de Servidoras e Servidores Técnicos e Administrativos da UFRGS, UFCSPA e IFRS