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19 anos da criação da Lei Maria da Penha

Há exatos 19 anos, em 7 de agosto de 2006, era sancionada a Lei Maria da Penha (Lei nº 11.340), uma das legislações mais importantes do Brasil no combate à violência doméstica e familiar contra mulheres. Considerada pela ONU uma das três melhores leis do mundo nessa temática, ela foi um divisor de águas na proteção de milhões de brasileiras.

A história por trás da lei
A lei leva o nome de Maria da Penha Maia Fernandes, farmacêutica cearense que sobreviveu a duas tentativas de homicídio pelo ex-marido na década de 1980. Sua luta por justiça durou quase 20 anos e expôs as falhas do sistema jurídico brasileiro em proteger mulheres vítimas de violência. Sua história inspirou a criação da lei, que estabeleceu medidas protetivas, aumentou penas para agressores e criou mecanismos para coibir a impunidade.

Impacto e avanços
Nos últimos 19 anos, a Lei Maria da Penha trouxe conquistas significativas:
✅ Criação de Delegacias da Mulher (DEAMs) e varas especializadas.
✅ Medidas protetivas que salvam vidas ao afastar agressores.
✅ Aumento da conscientização sobre violência de gênero.
✅ Criminalização de formas de violência além da física, como psicológica, moral e patrimonial.

Segundo dados do Fórum Brasileiro de Segurança Pública (FBSP), embora os feminicídios ainda sejam alarmantes, a lei contribuiu para reduzir em até 10% a taxa de homicídios contra mulheres em residências desde sua implementação.

Desafios persistentes
Apesar dos avanços, o Brasil ainda registra altos índices de violência contra a mulher. Em 2024, uma mulher foi vítima de feminicídio a cada 6 horas, e muitas ainda enfrentam dificuldades para denunciar devido a medo, dependência financeira ou falta de apoio.

Especialistas destacam a necessidade de:
🔹 Mais investimento em políticas públicas e abrigos.
🔹 Capacitação de profissionais da Justiça e da segurança pública.
🔹 Educação de gênero nas escolas para prevenir a violência desde cedo.