Segundo dia de paralisação é marcado por debates sobre controle de jornada na UFRGS e IFRS
O segundo dia de paralisação na UFRGS, UFCSPA e IFRS, convocado pela ASSUFRGS Sindicato, foi marcado por discussões sobre pautas locais da categoria. No dia 11, as atividades começaram com uma roda de conversa sobre as recentes mudanças no controle de jornada no IFRS. A gestão tem imposto uma série de medidas voltadas ao controle de frequência e à implementação do PGD (Programa de Gestão e Desempenho). O encontro ocorreu na Faculdade de Educação da UFRGS.
Durante a reunião, foi relatado que a minuta de compensação de horas do recesso de fim de ano no IFRS não será mais encaminhada como normativa válida para toda a instituição — conforme reunião da CIS central realizada no dia anterior (10/09/2025). A partir disso, o debate se concentrou em outros pontos levantados pelos presentes, entre eles:
- Implementação da Comissão de Análise dos Setores Aptos à Flexibilização (Comflex) no IFRS, para a qual já foram indicados dois representantes da ASSUFRGS. A portaria oficial deve ser publicada nas próximas semanas.
- Importância da participação coletiva dos TAEs do IFRS nos grupos de trabalho definidos pela base e pela coordenação.
- Solicitação de esclarecimentos à gestão do IFRS sobre o novo modelo de verificação do uso do auxílio-transporte, que vem sendo implementado sem diálogo com a categoria.
Debate sobre o ponto eletrônico na UFRGS
No turno da tarde, foi realizado um almoço coletivo em frente à Reitoria da UFRGS, seguido de uma roda de debate sobre as recentes decisões relacionadas ao ponto eletrônico imposto aos servidores TAEs. A reitoria, eleita por paridade, havia prometido suspender o sistema de ponto eletrônico a partir de 1º de novembro — promessa que não foi cumprida.
Em reunião com a CIS/UFRGS, a administração não apenas voltou atrás na promessa como também surpreendeu ao anunciar que não permitirá o aproveitamento de horas extras pela categoria.
“A gente acha isso um absurdo. Vamos precisar mobilizar a categoria e lutar contra esse retrocesso. Não admitimos mais que existam duas modalidades de controle — seja a entrega de tarefas no PGD ou o ponto eletrônico. Vamos lutar por essa pauta histórica: o fim do ponto eletrônico! O ponto deve ser social”, destacou André Telles, Coordenador Jurídico da ASSUFRGS.
Rafael Berbigier, Coordenador do Conselho de Representantes da ASSUFRGS e integrante da CIS/UFRGS, reforçou:
“Fomos surpreendidos quanto ao aproveitamento de horas excedentes. A reitoria tomou uma decisão unilateral, alterando o sistema do ponto eletrônico sem qualquer comunicação prévia. Já sinalizou que não vai cumprir o previsto na portaria do PGD, que determina o fim do ponto eletrônico a partir de 1º de novembro. Esse prazo foi prorrogado para o próximo ano. A categoria não pode aceitar! A ASSUFRGS é clara em sua posição: fim do ponto para todos os Técnicos Administrativos em Educação. Essa é uma jornada de lutas que culminará em assembleia. O ponto eletrônico é um instrumento de assédio contra a categoria.”
Paralisação contra a Reforma Administrativa
As 48 horas de paralisação nacional nas universidades e Institutos Federais, realizadas nos dias 10 e 11 de setembro, foram convocadas pela Fasubra com o objetivo de mobilizar os servidores contra o avanço da Reforma Administrativa e pelo cumprimento do Acordo de Greve. Em Brasília, houve forte mobilização, incluindo uma Audiência Pública na Câmara dos Deputados. A ASSUFRGS participou com uma caravana.
O primeiro dia foi marcado por ações nos locais de trabalho, distribuição de materiais informativos e uma atividade de formação e debate, que reforçou a necessidade de união dos trabalhadores diante das ameaças representadas pela Reforma Administrativa e pela Nota Técnica 31887/2025 do Ministério da Gestão e da Inovação (MGI).
