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ASSUFRGS aprova indicativo de greve na UFRGS, UFCSPA e IFRS para 28 de outubro

Em Assembleia Geral da ASSUFRGS Sindicato, realizada na tarde desta sexta-feira, 26 de setembro, os servidores Técnico-Administrativos em Educação (TAE) da UFRGS, UFCSPA e IFRS aprovaram o indicativo de greve da categoria a partir do dia 28 de outubro. O chamado nacional é da FASUBRA, federação dos sindicatos dos servidores técnicos das Instituições Federais de Ensino. A assembleia ocorreu no Pátio da Faculdade de Educação da UFRGS (FACED). Até lá, a ASSUFRGS se empenhará em realizar reuniões em unidades para conscientizar os colegas sobre o momento chave da luta e ampliar nacionalmente a greve, via federação.

O movimento grevista é pelo cumprimento imediato do Acordo de Greve assinado em 2024 entre a categoria e Governo Federal. Entre os pontos não cumpridos pelo governo estão a jornada de trabalho de 30 horas, a implementação do Reconhecimento de Saberes e Competências (RSC), além do Reposicionamento dos Aposentados. Os servidores também criticaram recente postura do Ministério da Gestão e Inovação em Serviços Públicos (MGI) que indicou um entendimento diferente na aplicação das alterações recentes na progressão da carreira. Em sua ampla maioria, as reitorias aplicaram as regras de transição indicadas pela CNSC/MEC. Se a visão do MGI fosse colocada em prática as vitórias conquistadas na aceleração da progressão por capacitação e na progressão por mérito, seriam derrubadas.

A greve também é contra a nova proposta de Reforma Administrativa que está tramitando no Congresso Nacional. A categoria exige que o Governo Federal assuma uma postura de defesa dos serviços públicos, contra a precarização dos postos de trabalho nas universidades e institutos federais. A ministra Esther Dweck (MGI) vem trabalhando junto ao GT da Câmara dos Deputados na elaboração da Reforma, que de forma fatiada, já está em curso, sem diálogo com o funcionalismo. Publicamente o governo Lula defende a estabilidade dos servidores, mas a possibilidade irrestrita de contratações temporárias, que está prevista na reforma, aponta uma outra direção. A terceirização do serviço público é uma ameaça real no novo texto.

Os TAEs exigem que o governo tenha um diálogo aberto com as entidades das servidoras e dos servidores públicos e que se comprometa, de fato, com a melhoria dos serviços públicos e com os direitos dos servidores e servidoras! Ao atacar os serviços públicos, a Reforma Administrativa é um ataque à democracia do país e só dificulta o fortalecimento da soberania que tanto queremos!

Rumo à greve! Contra a Reforma Administrativa e pelo cumprimento do Acordo de Greve!

Assembleia Assufrgs 26 Setembro 2026