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Vitória da categoria: UFPel anula avaliação injusta de servidora e caso reacende alerta sobre a Reforma Administrativa

Na tarde da última sexta-feira (03), foi confirmada uma vitória importante, ainda que parcial: a UFPel decidiu anular a avaliação de desempenho que havia penalizado injustamente uma servidora negra, sem que ela tivesse sequer o direito de ser ouvida, em desacordo com a própria normativa institucional. O caso ilustra situações que podem se tornar ainda mais frequentes e graves se a reforma administrativa em tramitação no Congresso Nacional for aprovada, pauta central da luta sindical hoje.

“Não seremos coniventes que os instrumentos da avaliação de desempenho sejam usados para práticas punitivas e de perseguição, elementos que poderão ser agravados com a nova proposta de Reforma Administrativa”, afirma Ricardo Souza, coordenador da ASSUFRGS.

Ainda na sexta-feira, a ASSUFRGS havia emitido uma nota de apoio à servidora, a qual salienta que ela, aprovada por meio de política afirmativa, sempre apresentou desempenho exemplar, com mais de 96% de aproveitamento e avaliações positivas em quase todas as etapas. Ainda assim, foi punida após exercer direitos legais, como licenças médicas e familiares, sendo impedida de apresentar sua defesa.

A decisão, portanto, representa o reconhecimento institucional de uma injustiça, mas, principalmente, é resultado direto da mobilização articulada de coletivos antirracistas, organizações comunitárias e entidades sindicais que se mantiveram firmes diante da tentativa de silenciamento.

Reforçamos: a mobilização não terminou. É fundamental que a comunidade acadêmica e a sociedade permaneçam atentas e organizadas. A instituições precisam reavaliar seus procedimentos, garantir transparência e participação social e assegurar que casos como este não se repitam. Não basta corrigir um erro, é preciso transformar a estrutura que o torna possível.

A ASSUFRGS continuará firme em seu compromisso pela defesa de um serviço público mais justo, plural e antirracista.