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Inês fica! ASSUFRGS se soma à mobilização contra a remoção de trabalhadora do RU Saúde

A remoção da trabalhadora Inês Dorneles de suas funções no Restaurante Universitário do Campus Saúde pela empresa terceirizada Mult Service gerou forte indignação na comunidade acadêmica da UFRGS nesta semana. Diante da repercussão e das manifestações de solidariedade, a ASSUFRGS Sindicato se soma à mobilização e, a seguir, explica o caso e os desdobramentos dessa situação.

Entenda o caso:

Na última sexta-feira (10), o Diretório Acadêmico da Comunicação da UFRGS (DACOM) iniciou uma campanha de solidariedade em apoio à trabalhadora terceirizada do Restaurante Universitário da Saúde, Inês Dorneles, diagnosticada com câncer de colo de útero. A mobilização surgiu para auxiliar Inês na realização de uma ressonância magnética, orçada em R$ 698,50. Com a requisição do SUS, ela garantiu o direito ao exame, agendado para o dia 13 de novembro. A iniciativa mobilizou estudantes e servidores da universidade, que destacaram o carinho, a simpatia e a convivência acolhedora de Inês no dia a dia do ambiente universitário.

No início desta semana, a empresa terceirizada Mult Service retirou Inês de suas funções no RU do Campus Saúde, transferindo-a para a função de volante. A decisão gerou revolta na comunidade acadêmica, que denunciou o ato como uma profunda injustiça e desumanidade, especialmente diante do momento delicado que Inês enfrenta, em meio ao diagnóstico e início do tratamento contra o câncer de colo de útero.

A medida foi considerada uma forma de violência institucional contra uma trabalhadora adoecida, que há anos dedica seu trabalho e cuidado à comunidade universitária. Em resposta, o coletivo Faísca Revolucionária, junto a estudantes do curso de Serviço Social da UFRGS, lançou um abaixo-assinado exigindo a revogação imediata da decisão e a garantia da permanência de Inês no RU do Campus Saúde, com condições dignas de trabalho e respeito à sua situação de saúde.

Os e as estudantes também cobram um posicionamento urgente da Reitoria e das instâncias da UFRGS, lembrando que, enquanto contratante das empresas terceirizadas, a universidade é corresponsável pelas condições de trabalho e pela proteção dos direitos das trabalhadoras e trabalhadores terceirizados que garantem o funcionamento diário da instituição.

A ASSUFRGS se soma à mobilização, reafirmando que nenhuma trabalhadora deve ser punida ou removida do seu ambiente de trabalho, especialmente em um momento de vulnerabilidade, pois isso caracteriza perseguição. O sindicato, por fim, também acredita que é dever da universidade garantir condições humanas, solidárias e justas a todos que constroem a UFRGS. Inês fica!