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ASSUFRGS repudia agressões e reafirma defesa da democracia e do DMAE público

A ASSUFRGS Sindicato repudia veementemente os atos de violência ocorridos na sessão da Câmara de Vereadores de Porto Alegre nessa última quarta-feira (15). Manifestantes foram impedidos de acompanhar a votação no plenário, e vereadores e vereadoras foram agredidos pela Guarda Municipal, que utilizou tiros de bala de borracha, bombas de gás lacrimogêneo e spray de pimenta. Estavam em votação a restrição da atuação de catadores na cidade e a concessão do Departamento Municipal de Água e Esgoto (Dmae) à iniciativa privada.

O coordenador da ASSUFRGS, André Telles, alvejado por 5 tiros, relata: “Participamos ontem da defesa do DMAE público junto com Ricardo, César e Chica, em uma ação que reforça a defesa dos serviços públicos conquistada em nosso congresso. Durante essa atividade, sofremos com a violência e a truculência da Guarda Municipal e da ROMU. A sessão também versava sobre a retirada de direitos de recicladores e a criminalização de quem luta por moradia. A Comandante Nádia determinou ordem de não acesso da população à Câmara. Nós tentamos entrar para exercer nossa participação, mas a ROMU se posicionou na porta, jogando bombas e tiros de borracha, atingindo todos, inclusive parlamentares. Muitas pessoas foram agredidas.”

Trata-se de um grave atentado à democracia, no qual a Comandante Nádia e o Prefeito Sebastião Melo têm responsabilidade direta. É inaceitável que, pela primeira vez na história, agentes da Guarda Municipal ataquem parlamentares dentro da Câmara, sinalizando um preocupante avanço do autoritarismo na cidade.

Segundo relato das assessorias de comunicação dos parlamentares, apurado por GZH, cinco vereadores e um deputado foram atingidos:

  • Giovani Culau (PCdoB): foi atingido com tiro na perna e precisou de atendimento no ambulatório da Câmara.
  • Erick Dênil (PCdoB): também foi atingido com disparo de bala de borracha na perna e ficou com ferimentos.
  • Grazi Oliveira (PSOL): foi derrubada e atingida com spray de pimenta no rosto e balas de borracha na perna.
  • Atena Roveda (PSOL): também foi derrubada e atingida com spray de pimenta no rosto. Recebeu ajuda para se levantar, mas passou mal e desmaiou. Precisou deixar a Câmara de ambulância. A vereadora tem síndrome do pânico.
  • Natasha Ferreira (PT): foi atingida com bomba de gás lacrimogêneo e spray de pimenta no rosto.
  • Deputado Miguel Rossetto (PT): foi atingido com bala de borracha nas costas enquanto ajudava o vereador Giovani Culau a se levantar. Não precisou de atendimento médico.

A ASSUFRGS reafirma seu compromisso com a defesa da democracia, da participação popular e da liberdade de expressão, e conclama as autoridades competentes a responsabilizarem os envolvidos neste episódio.