Audiência Pública na Assembleia Legislativa do RS reforça mobilização contra a Reforma Administrativa
No dia 23 de outubro, o Plenarinho da Assembleia Legislativa do Rio Grande do Sul foi palco de uma importante Audiência Pública contra a Reforma Administrativa. Organizada por diversas entidades sindicais e movimentos sociais, o encontro reuniu representantes de servidores públicos federais, estaduais e municipais, além de parlamentares e lideranças políticas, com o objetivo de denunciar os impactos da proposta e fortalecer a mobilização em defesa dos serviços públicos.
A mesa de abertura foi conduzida pela deputada federal Fernanda Melchionna, que destacou o caráter estrutural do ataque promovido pela Reforma Administrativa. Participaram da mesa representantes de diversas entidades, como:
- Érico Corrêa (Fórum dos Servidores Públicos do RS)
- Maristela Cabral (ASSUFRGS)
- Margarete Noro (SINASEFE IFSul)
- Alex Saratt (CPERS)
- Jodar Prates (SIMPE RS)
- Fabiano Zalazar (SINDIJUS)
- Stefan Chamorro Bonow (SINDOIF)
- Loiva Chansis (FASUBRA)
- André Martins (ANDES)
- Luciana Genro (Deputada Estadual)
Também estiveram presentes servidores da UFRGS, UFCSPA, IFRS, UFSM, UFPel, IFSul, Ministério Público, Previdência Social e da educação estadual, representados por entidades como ASSUFRGS, ANDES, FASUBRA, ASUFPel, ASSUFSM, SINASEFE, ADUFRGS, SIMPE, SindispevRS, CPERS Sindicato, SINDICAIXA, SINDOIF e ASSIBGE.
📢 Denúncias e reflexões sobre o desmonte
Fernanda Melchionna alertou para a lógica de privatização que permeia a proposta, comparando-a à PEC 32, que foi barrada após intensa mobilização. Ela destacou três pontos centrais da reforma: o fim da estabilidade, a precarização das carreiras e a imposição de metas e avaliações coercitivas. “É a faca no pescoço do trabalhador a serviço do desmando do gestor”, afirmou.
Maristela Cabral, Coordenadora-Geral da ASSUFRGS, destacou que toda a população será afetada pela reforma. “Será prejudicial a quem mais utiliza o serviço público. Por óbvio que menos servidores, e mais precarização deste trabalhdores, resultará em um pior atendimento da população. O que precisamos realmente é de mais orçamento, é de proteção aos pisos constitucionais da educação, da saúde e serviçõs essenciais.”
Loiva Chansis, da FASUBRA, reforçou que a reforma não é isolada, mas parte de um projeto de Estado mínimo para a população e máximo para o mercado. Ela criticou a criação de um órgão centralizador que ameaça o pacto federativo e a autonomia universitária, além da substituição dos concursos públicos por contratos temporários de até 10 anos. “Estamos diante da precarização institucionalizada”, alertou.
Luciana Genro classificou a proposta como “o sonho da burguesia brasileira”, conectando o avanço neoliberal à crise do capitalismo. Ela enfatizou que o sucateamento do serviço público serve para virar a população contra os servidores. “A mobilização precisa envolver o usuário do serviço público, para que veja os sindicatos como defensores dos seus direitos”, defendeu.
🤝 Unidade como caminho para resistência
Todos os participantes reforçaram a necessidade de unidade entre as entidades e categorias para enfrentar o desmonte. A audiência pública foi um momento de articulação e reafirmação do compromisso com a defesa dos serviços públicos, da estabilidade, das carreiras e da valorização dos trabalhadores.
A ASSUFRGS Sindicato reafirma seu compromisso com a luta contra a Reforma Administrativa e convoca toda a categoria a se manter mobilizada. A resistência continua, e a união dos servidores é essencial para barrar esse projeto de destruição do Estado brasileiro.
📌 A luta é coletiva. A resistência é urgente. Em defesa do serviço público!
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Audiência Pública sobre a Reforma Administrativa – 23 de Outubro – 2025 – Porto AlegreConfira a participação da ASSUFRGS na Audiência Pública:
