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ASSUFRGS alerta a insuficiência do reajuste de R$175 no auxílio-alimentação acordado nesta quinta-feira (06)

O governo federal e entidades representativas do funcionalismo público assinaram, nesta quinta-feira (6), um acordo que estabelece reajuste de 17,5% no auxílio-alimentação das servidoras e servidores públicos federais. Embora represente um avanço formal na Mesa Nacional de Negociação Permanente, o índice está longe de responder às perdas acumuladas e às necessidades reais da categoria.

Apesar do acordo firmado elevar em R$175 reais o auxílio-alimentação, que passará a ser de R$ 1.175,00 – e será pago ainda em 2025 -, a quantia permanece muito aquém da necessária. A disparidade entre os poderes reforça a desigualdade: desde 1º de abril de 2025, servidoras e servidores do Judiciário recebem R$ 1.784,42, diferença que escancara a falta de isonomia e a necessidade urgente de revisão da política de benefícios no Executivo.

Na Assembleia Geral realizada em 4 de novembro, a coordenação da ASSUFRGS reafirmou seu posicionamento crítico diante da proposta apresentada pelo Ministério da Gestão e Inovação em Serviços Públicos (MGI), que previa o aumento de apenas R$ 175 no vale-alimentação para o Executivo Federal. O valor, novamente, não acompanha a inflação do setor nem a defasagem histórica enfrentada pelos servidores. Na ocasião, a ASSUFRGS defendeu que a contraproposta encaminhada pela FASUBRA deveria contemplar medidas efetivas de valorização, entre elas:

  • Transformação do auxílio-alimentação em auxílio-nutrição, garantindo o benefício também a aposentados e pensionistas — hoje excluídos dessa política de bem-estar;
  • Reajuste mínimo de 36,6% no auxílio-alimentação em 2025 e 36,6% em 2026, recompondo perdas acumuladas;
  • Implementação de uma política de saúde complementar, por meio de auxílio-saúde que atenda também quem não tem plano privado, com reajuste de 30%;
  • Reajuste de no mínimo 100% no auxílio pré-escolar, dividido em duas parcelas (2025 e abril de 2026), diante do alto custo atual de educação infantil.

Para o sindicato, somente uma proposta justa e que contemple todo o conjunto das/dos trabalhadoras/es poderá sinalizar compromisso real com a valorização do serviço público e com condições dignas de vida e trabalho.

Imagem: Brasil com S