Paralisação mobiliza categoria e reforça a insatisfação com cortes e RSC
A paralisação convocada pela ASSUFRGS para ontem, 19 de janeiro, marcou mais um momento de mobilização dos técnicos-administrativos em educação da UFRGS, UFCSPA e IFRS. A iniciativa acompanhou o chamado nacional da categoria, que coincidiu com a reunião, em Brasília, entre o Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos (MGI) e as representações sindicais nacionais (FASUBRA e Sinasefe) para discutir o regramento do Reconhecimento de Saberes e Competências (RSC).
Desde o início da manhã, dirigentes sindicais e representantes da ASSUFRGS circularam por setores da UFRGS, UFCSPA e IFRS para dialogar com os colegas, esclarecer dúvidas e fortalecer a organização coletiva. A passagem nos locais de trabalho foi marcada por conversas sobre o cenário de cortes orçamentários de 7% nas instituições federais e sobre os riscos trazidos pela PEC 38, atual texto da Reforma Administrativa.
Às 11h, a mobilização ganhou visibilidade no Campus Centro da UFRGS, no entorno da FACED, com a confecção de faixas ao ar livre. Servidores e servidoras produziram materiais que expressaram reivindicações em defesa da universidade pública, do cumprimento do Acordo de Greve e de um RSC construído com a categoria.
No fim da tarde, aconteceu a live “Tira-Dúvidas Sindical” sobre cortes no orçamento, Reforma Administrativa e RSC. A atividade, que teve à frente a coordenadora geral da ASSUFRGS, Maristela Piedade, contou com ampla participação da base e gerou um debate considerado “muito rico” pela direção do sindicato. Segundo Maristela, as atividades do dia foram importantes para manter a mobilização e o diálogo com a categoria. Ela destacou que a live evidenciou a continuidade da insatisfação dos técnicos-administrativos com o modelo de RSC apresentado pelo governo federal no projeto de lei encaminhado ao Congresso no final de 2025.
Houve um debate bastante rico na categoria, e continua o registro da insatisfação com o modelo de RSC que não foi contemplado no projeto de lei e que não foi construído com a categoria”, afirmou.
A paralisação também reforçou a preocupação dos servidores com o corte de 7% no orçamento das universidades e institutos federais, que, segundo as próprias reitorias, compromete serviços essenciais, ameaça a permanência estudantil e aprofunda a dependência de emendas parlamentares.
A ASSUFRGS avaliou que o dia fortaleceu a organização coletiva e sinalizou que a categoria seguirá mobilizada na defesa do acordo de greve, de um RSC justo e de orçamento adequado para a educação pública federal.

































