ASSUFRGS participa de vigília em memória das vítimas de feminicídio no RS
Na quarta-feira (28), a ASSUFRGS participou da vigília em memória das dez mulheres vítimas de feminicídio em menos de um mês no Rio Grande do Sul. O ato ocorreu em frente ao Palácio Piratini, na Praça da Matriz, em Porto Alegre, e reuniu movimentos sociais, coletivos feministas, organizações sindicais e diversas correntes políticas em defesa da vida das mulheres.
Representando o sindicato, estiveram presentes as coordenadoras Geni dos Santos Maria e Vanessa Fontoura, da pasta da Diversidade e Combate às Opressões, integrantes do GT Mulher, além de outros e outras colegas da base. Segundo elas, a vigília foi marcada por um clima de comoção e indignação diante da escalada da violência de gênero no estado.
Durante o ato, velas foram acesas em homenagem às vítimas e palavras de ordem ecoaram em denúncia ao feminicídio e às políticas que aprofundam a vulnerabilidade das mulheres. Frases como “Cortar recursos mata, governador”, “Não foi a roupa, foi feminicídio”, “Não foi o comportamento, foi feminicídio” e “Parem de nos matar” foram repetidas em coro, direcionando críticas ao governo do Estado e à estrutura machista da sociedade.

O coordenador da pasta de Saúde e Segurança da ASSUFRGS, Pedro Luis Xavier, destacou que a participação na vigília também é um momento de reflexão coletiva sobre o machismo estrutural. “Tive, em parte, um sentimento de culpa. Todos nós já cometemos atos de machismo e, mesmo sem querer, contribuímos para uma cultura que, no limite, leva à morte das mulheres. Mas também há esperança em ver que algo está sendo feito e em poder fazer parte disso”, afirmou. Segundo ele, estar presente no ato trouxe uma sensação de camaradagem, propósito e compromisso com a transformação social.
A ASSUFRGS reafirma que o enfrentamento ao feminicídio e a todas as formas de violência contra as mulheres é uma luta coletiva, que passa pela denúncia, pela mobilização e pela cobrança de políticas públicas efetivas. Defender a vida das mulheres é também enfrentar o machismo estrutural que atravessa a sociedade e as instituições.
