ASSUFRGS vai às ruas no 8M: basta de feminicídio e exploração das mulheres
Como parte da campanha da ASSUFRGS contra o feminicídio, o sindicato também marcou presença no Ato Unificado Pela Vida das Mulheres — Basta de Feminicídio, realizado neste domingo (8). A mobilização reuniu movimentos sociais, trabalhadores e trabalhadoras na luta contra a violência de gênero e em defesa da vida das mulheres.
A atividade também trouxe à tona outras pautas sociais importantes, como o fim da escala 6×1, o enfrentamento ao imperialismo na América Latina e a defesa de transformações sociais profundas. A concentração teve início às 9h30, na Praça dos Açorianos, com caminhada até a Praça do Aeromóvel.
Servidoras técnicas da ASSUFRGS e funcionárias do sindicato participaram e fortaleceram a mobilização coletiva em defesa da vida das mulheres. Com camisetas e lenços da campanha “Sem silêncio, sem medo. Mulheres Vivas!”, o sindicato se somou a milhares de pessoas presentes no ato — entre elas também colegas homens da base — reafirmando que o combate à violência de gênero exige mobilização permanente e solidariedade coletiva.
Durante a atividade, as colegas Maristela Piedade e Luci Jorge, junto de Morgana de Marco, falaram no carro de som, destacando a importância da organização das mulheres trabalhadoras e da luta coletiva para garantir direitos e preservar vidas.
Em sua fala, Maristela ressaltou o significado histórico do 8 de março como marco da resistência das mulheres trabalhadoras. “Esse dia é um marco da coragem das mulheres que ousaram desafiar a exploração e a ordem capitalista. Nossa busca não é apenas por espaço de liderança. Nossa luta é pelo empoderamento das mulheres e pela auto-organização das trabalhadoras. Precisamos estar organizadas, porque o futuro não espera, e o futuro é nosso”, afirma.
Já Luci e Morgana manifestaram que o feminicídio é resultado de um ciclo de violências estruturais que se inicia muito antes do assassinato de uma mulher. “O feminicídio não começa no dia em que uma mulher é assassinada. Ele começa muito antes, no cotidiano. A violência contra as mulheres também se expressa na exploração do nosso trabalho. Por isso é preciso acabar com a escala 6 por 1. As mulheres já trabalham muito mais: no emprego, em casa, cuidando dos filhos, da família, dos doentes e dos idosos. A jornada das mulheres nunca termina”, destacam.
As servidoras também lembraram que a categoria das(os) técnicas-administrativas(os) está em greve, destacando que a luta por melhores condições de trabalho também é uma pauta feminista.
“Nós, técnicas administrativas das universidades federais e dos institutos federais estamos em greve em defesa do serviço público, mas também por condições dignas de trabalho e por pautas históricas da nossa categoria, como a jornada de 30 horas. Reduzir a jornada também é uma pauta feminista, porque quem mais sofre com jornadas exaustivas e com a dupla e tripla jornada são as mulheres”, declaram.
Encerrando a fala, as representantes da categoria reforçaram a necessidade de romper com a culpabilização histórica imposta às mulheres e de enfrentar coletivamente a violência e a exploração.
“E junto com tudo isso, ainda querem nos fazer carregar culpas que nunca foram nossas. Mas hoje, no 8 de março, precisamos dizer em alto e bom som: mulher, a culpa que tu carrega não é tua. A culpa é de um sistema machista que naturaliza a violência e explora o trabalho das mulheres. Por isso estamos aqui, nas ruas, nos locais de trabalho e em greve. Enquanto houver violência e exploração contra as mulheres, haverá luta”, finalizam.
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