Notícia

ASSUFRGS em defesa da soberania de Cuba e pela solidariedade entre os povos

Em assembleia realizada no dia 17/03, os Técnico-Administrativos em Educação (TAEs) da ASSUFRGS, em greve, reafirmaram seu compromisso com a solidariedade internacionalista. A categoria manifestou apoio irrestrito à soberania de Cuba e repudiou veementemente o bloqueio econômico promovido pelos Estados Unidos, que asfixia a ilha ao impedir a comercialização de petróleo.

Unindo-se à campanha dos petroleiros, a ASSUFRGS exige que a Petrobras realize o envio imediato de petróleo e derivados para Cuba. Essa medida é urgente para mitigar a severa crise energética enfrentada pelo país, agravada tanto pelo cerco norte-americano quanto pela interrupção do fornecimento venezuelano — consequência direta das agressões e do confisco de recursos sofridos pela Venezuela.

Não podemos aceitar passivamente o cerco contra nações soberanas. A solidariedade de classe ultrapassa fronteiras!

Abaixo, replicamos a “Carta Aberta ao Mundo” de autoria de Ykay Romay.

“À humanidade inteira, às mães do mundo, aos médicos sem fronteiras, aos jornalistas com dignidade, aos governos que ainda acreditam na justiça:
Meu nome é milhões. Não tenho apelidos conhecidos nem acusações importantes. Eu sou uma cubana comum. Uma filha, uma irmã, uma patriota. E eu escrevo isto com a alma rasgada e as mãos tremendo, porque o que meu povo vive hoje não é uma crise. É um assassinato lento, calculado e friamente executado a partir de Washington.

E o mundo olha para o outro lado.

DENÚNCIA PELOS MEUS AVÓS:

Denuncio que em Cuba há idosos que morrem cedo porque o bloqueio impede que cheguem medicamentos para o coração, pressão, diabetes. Não é falta de recursos. É proibição deliberada. Empresas que querem vender a Cuba são multadas, perseguidas, ameaçadas. Seus governos estão calados. E enquanto isso, um avô cubano aperta o peito e espera. A morte não avisa. O bloqueio sim.

DENÚNCIA PELOS MEUS FILHOS:

Denuncio que há incubadoras em Cuba que devem ter sido desligadas por falta de combustível. Que há recém-nascidos lutando pela sua vida enquanto o governo dos EUA decide quais países podem nos vender petróleo e quais não podem. Que há mães cubanas que viram a vida dos seus filhos ameaçar porque uma ordem assinada em um escritório de Washington vale mais do que o choro de um bebê a 90 milhas da sua costa.

Onde está a comunidade internacional? Onde estão as organizações que tanto defendem a infância? Ou as crianças cubanas não merecem viver?

DENUNCIA POR FOME INTENCIONAL:

Eu denuncio que o bloqueio é fome programada. Não é que falte comida só porque sim. É que eles nos impedem de comprá-la. É que navios com comida são perseguidos. As transações bancárias são bloqueadas. É que as empresas que nos vendem grãos, frango, leite são sancionadas.

A fome em Cuba não é um acidente. É uma política de Estado do governo dos EUA, refinada por 60 anos, atualizada por cada administração, recrudescida por Donald Trump e executada com sanha por Marco Rubio.

Eles chamam a isto “pressão económica”. Eu chamo de terrorismo com fome.

DENÚNCIA PELOS MEUS MÉDICOS:

Denuncio que nossos médicos, os mesmos que salvaram vidas na pandemia enquanto o mundo inteiro desmoronou, hoje não tem seringas, nem anestesia, nem equipamento de raio-X. Não porque não saibamos produzi-los. Não porque não tenhamos talento. Mas porque o bloqueio nos impede de aceder a insumos, peças, tecnologia.

Nossos cientistas criaram cinco vacinas contra a COVID-19. Cinco. Sem ajuda de ninguém Contra vento e maré. Contra bloqueio e mentiras. E ainda assim, o império nos castiga por termos conseguido.

AO MUNDO EU DIGO:
Cuba não lhes pede esmola.
Cuba não lhes pede soldados.
Cuba não lhes pede que nos amem.
Cuba pede justiça. Nada mais. Nada menos.
Peço que parem de normalizar o sofrimento do meu povo.
Peço que chamem o bloqueio pelo nome: CRIME DE LESA HUMANIDADE.
Peço-lhes que não se deixem enganar pelo conto do “diálogo” e da “democracia” enquanto nos apertam o pescoço.
No queremos caridade. Queremos que nos DEIXEM VIVER.
Aos governos cúmplices que se calam:
A história vai dar-lhes conta.
Para a mídia que mente:
A verdade sempre encontra fendas.
Aos carrascos que assinam sanções:
O povo cubano não esquece e não perdoa.
Aos que ainda tem humanidade no peito:
Olhem para Cuba. Vejam o que lhe estão a fazer. E pergunte a si mesmo: De que lado da história eu quero estar?
Desta pequena ilha, com uma cidade gigante,
Uma cubana a pé que se recusa a render.

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Não me importo se você tem 10 amigos ou 10 mil seguidores.
Não me importo se o seu muro é público ou privado.
Não me importo se você nunca compartilha nada.
Mas isto é diferente.
Isto não é uma foto de um pôr do sol.
Isto não é uma notícia de espectáculo.
Isto não é mais uma opinião.
Isso é um GRITO. E os gritos não se guardam. OUVINDO. Eles se REPLICAM. TORNAM-SE MULTIDÃO
Não estou pedindo um curtida hoje. Peço-te que uses os teus polegares para algo maior do que deslocar a tela.

COMPARTILHE.
Para que o mundo saiba que em Cuba não há crise.
Há um CRIME.
Para que as mães de outros países saibam que aqui tem bebês lutando em incubadoras apagadas pelo bloqueio.
Para que os avós de outras terras saibam que aqui há idosos que morrem esperando medicamentos que Washington não deixa entrar.
Para que os governos cúmplices sintam vergonha.
Para que a mídia mentirosa não tenha como fugir.
Para que os carrascos saibam que NÃO NOS CALAMOS.
Uma pessoa compartilhando isso não muda o mundo.
Milhares, milhões, SIM.
Não fique com este texto salvo.
Não seja cúmplice do silêncio.
FAÇA ESSA DENÚNCIA IR MAIS LONGE QUE O BLOQUEIO.
COMPARTILHE.”