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ASSUFRGS participa de ato em repúdio à violência contra a mulher

Organizado através das redes sociais, o ato “Basta de Violência Contra a Mulher” reuniu representantes de diversas entidades, órgãos públicos e ONGs hoje, 12/06, na Esquina Democrática.  Somente na semana passada, OITO mulheres foram assassinadas no Rio Grande do Sul, vários desses casos sendo por motivo passional. A ASSUFRGS distribuiu um manifesto onde destaca a [...]


Organizado através das redes sociais, o ato “Basta de Violência Contra a Mulher” reuniu representantes de diversas entidades, órgãos públicos e ONGs hoje, 12/06, na Esquina Democrática.  Somente na semana passada, OITO mulheres foram assassinadas no Rio Grande do Sul, vários desses casos sendo por motivo passional. A ASSUFRGS distribuiu um manifesto onde destaca a importância da conscientização, das denúncias e da garantia legal de proteção às mulheres vítimas de violência física, psicológica ou sexual. Todo dia é dia de lutar contra a violência!

“A cada 2 minutos, 5 mulheres são espancadas. 10 mulheres são mortas por dia. 6 em cada 10 brasileiros conhecem alguma mulher que foi vítima de violência doméstica.

 O massacre que as mulheres trabalhadoras enfrentam em todas as esferas de suas vidas é cruelmente silenciado ou dissimulado através de preconceitos. Desde a escola, até os locais de trabalho a mulher é obrigada a conviver com o assédio e a subestimação. Violência ocorre nos espaços públicos e privados e não é só agressão física, mas  também psicológica e moral. Agressões verbais reduzem a auto-estima e fazem as mulheres se sentirem desprezíveis. Causam danos à saúde: geram estresse e enfermidades crônicas. A violência interfere na vida, no exercício da cidadania das mulheres e no desenvolvimento da sociedade em sua diversidade. Além disso, não podemos deixar de citar a violência econômica a que as mulheres são submetidas, que se reflete nos salários mais baixos, nas duplas e triplas jornadas de trabalho, no assédio sexual.

Na verdade, a violência contra as mulheres é uma forma de controle social que interessa muito à classe econômica dominante, pois, controlando, violentando e desmoralizando as mulheres, controla-se metade da classe trabalhadora, controla-se sua capacidade reprodutiva, mutila sua capacidade de mobilização e se economiza para o capital, que torna exclusivo a elas o trabalho doméstico não remunerado. Chega de massacre e extermínio de mulheres!

 A luta contra a violência machista deve ser uma luta de homens e mulheres da classe trabalhadora. Quando um trabalhador agride alguma mulher, está ajudando a reforçar a ideologia do machismo. A violência contra a mulher é um problema escandaloso em nosso país! Segundo o Anuário das Mulheres Brasileiras, o local em que as mulheres mais sofrem violência é dentro de casa. Xingamentos, agressões verbais, humilhações e ameaças também fazem parte do cotidiano e em muitos lares avançam para a agressão física e até morte. É uma combinação entre violência física e violência psicológica.

As estatísticas são cruéis e as conseqüências desse fenômeno são verdadeiramente macabras. Para cada cinco dias de falta de trabalho, um é decorrente de violência sofrida por mulheres em suas casas. No Brasil, 70% dos crimes contra a mulher acontecem dentro de casa e o agressor é o próprio marido ou companheiro.  

Lei Maria da Penha

Embora tenha sido um avanço, essa lei não garante de fato a punição ao agressor, assim como não garante os serviços essenciais à mulher que sofre agressão, como casas abrigo, creches, assistência médica e psicológica, Centros de Referência com profissionais capacitados e estabilidade remunerada no emprego.

A lei Maria da Penha não consegue combater algo que é alimentado o tempo inteiro na sociedade, seja na TV ou no dia-a-dia: o machismo. A lei existe mas além das suas limitações, há o descrédito e a desmoralização das mulheres que recorrem a ela, pois se acredita que a mulher se arrependerá e que a questão do privado deve continuar no privado e a mulher não deve se aventurar no publico por sentimentos de vingança: o desejo de quem sofre crimes que é viver em paz e ter uma punição para o agressor e receber proteção é desprezado. Quem é machista pensa que é normal bater em mulher e engraçada uma piada que a ridicularize.

 25 DE NOVEMBRO – Dia Internacional pela não Violência Contra a Mulher

Esta data foi estabelecida no Primeiro Encontro Feminista Latino-Americano e do Caribe realizado em Bogotá, Colômbia, em 1981, em homenagem às irmãs Mirabal.

Las Mariposas, como eram conhecidas as irmãs Mirabal – Patria, Minerva e Maria Teresa – foram brutalmente assassinadas pelo ditador Trujillo em 25 de novembro de 1960 na República Dominicana. Neste dia, as três irmãs regressavam de Puerto Plata, onde seus maridos se encontravam presos. Elas foram detidas na estrada e foram assassinadas por agentes do governo militar. A ditadura tirânica simulou um acidente.

Minerva e Maria Teresa foram presas por diversas vezes no período de 1949 a 1960. Minerva usava o codinome “Mariposa” no exercício de sua militância política clandestina. Elas lutavam por soluções para problemas sociais de seu país. Este horroroso assassinato produziu o rechaço geral da comunidade nacional e internacional em relação ao governo dominicano, e acelerou a queda do ditador Rafael Leônidas Trujillo.

Em 1999, a Assembléia Geral da ONU proclamou essa data como o ”Dia Internacional para a Eliminação da Violência Contra a Mulher” a fim de estimular que governos e sociedade civil organizada nacionais e internacionais realizem eventos anuais como necessidade de extinguir com a violência que destrói a vida de mulheres considerado um dos grandes desafios na área dos direitos humanos.  

A luta pela não Violência Contra a Mulher tem que ser de todos, homens e mulheres, que se comprometem pela defesa dos Direitos Humanos.”

 

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