Em reunião com lideranças sindicais, governo sinaliza que não haverá negociação com os servidores
No dia 1° de abril, o governo federal participou de uma reunião junto com os representantes sindicais das categorias de servidores públicos federais e demonstrou não estar aberto para negociar um reajuste salarial para os trabalhadores.
A Campanha salarial dos servidores vem sendo construída nos últimos meses e teve sua força intensificada nos dias 29, 30 e 31 de março com fortes atos em Brasília. As categorias reivindicam uma recomposição de 19,99% do salário, valor equivalente às perdas inflacionárias somente do governo Bolsonaro.
Ao saírem da reunião, a direção da Fasubra se manifestou em suas redes sociais sobre o encontro.
“Não tínhamos expectativas de avanços, infelizmente nossa avaliação estava correta, não podemos ficar, do lado de cá, esperando que as coisas melhorem sem darmos o troco nesse governo.”
JP, Coordenador Jurídico da Fasubra, afirmou ser uma falta de respeito a forma como o governo dialogou com os representantes. “Não tem 5%, não tem 400 reais, tem absolutamente nada! Estávamos com uma pessoa que não tinha competência para conversar com lideranças sindicais, era alguém desqualificado.” A Coordenação pontuou que, a partir deste momento, não há outro caminho a seguir se não a greve nacional de toda a categoria.
Elenira Vilela, secretária de políticas educacionais e culturais do SINASEFE, pontua que o governo não tem disposição para negociar absolutamente nada com o serviço publico. “O que ouvimos foi uma série de tecnicalidades, algumas críticas a forma como nos posicionamos, mas a verdade é que não há nenhum processo negocial, não há perspectiva de reajuste.” Elenira também informou que o Fonasefe se reunirá para decidir qual será a próxima movimentação da categoria, mas já adianta que não será decidido algo diferente de greve. “A conclusão geral é que a gente vai arrancar qualquer coisa do governo Bolsonaro fazendo greve. A luta pelos nossos direitos é a luta pelos direitos da população e o governo Bolsonaro é inimigo dos direitos da população.”
A Fasubra publicou em suas redes um informe após o encontro. Confira abaixo:
