CONSUN aprova moção de repúdio às relações da UFRGS com a AEL Sistemas e de apoio à Flotilha Global Sumud
Por 31 votos a favor, 19 contrários e 14 abstenções o Conselho Universitário da UFRGS aprovou na manhã desta sexta-feira (26), uma moção de repúdio às relações da UFRGS com a AEL Sistemas. Convocada pelo movimento estudantil, com apoio da ASSUFRGS Sindicato, a proposta de moção tem como objetivo demonstrar a insatisfação da comunidade universitária com a manutenção das relações entre a instituição e a empresa que é parte relevante do genocídio do povo palestino. Na mesma sessão, o conselho ainda aprovou uma moção de apoio à Flotilha Global Sumud de ajuda humanitária à Gaza. Foram 38 votos favoráveis, 02 contrários e 14 abstenções. A flotilha é composta por cerca de 50 barcos civis de diversos países, incluindo tripulantes brasileiros. A vitória no CONSUN é fruto de intensa mobilização que ocorre desde o início do genocídio palestino. Nesta semana, a comunidade universitária realizou um acampamento no quarteirão da reitoria, como forma de denunciar e pressionar pela pauta.
“A UFRGS tinha um acordo de cooperação junto ao Instituto de Informática, de desenvolvimento de tecnologia. Mas mesmo após o encerramento desse convênio, algumas unidades mantiveram relações, com convites para eventos e estágios não obrigatórios. Essas relações não podem permanecer tendo em vista o papel que a empresa tem dentro da guerra contra o povo palestino”, relembra o Coordenadora-Geral da ASSUFRGS, Italo Guerreiro. Com a aprovação da moção a expectativa é que na próxima sessão do CONSUN ocorra a criação de uma comissão para debater como a universidade deva se portar em relações de convênios com entes privados que tenham atividade lucrativas bélicas e de promotoras de guerra mundo a fora.
Em moção aprovada em Assembleia Geral da ASSUFRGS, em abril de 2024, o sindicato afirmou que “o conhecimento produzido na universidade pública não deve servir, de forma alguma, para produção de tecnologias de morte, colonização e limpeza étnica. Nem tão pouco para cooperação e utilização de recursos públicos para fomentar projetos de empresas criminosas. Firmamos o compromisso de construir uma campanha pelo rompimento desse acordo entre a UFRGS e a AEL/Elbit Systems a partir desse momento, seguiremos até que a universidade pública se posicione pelo boicote acadêmico com “Israel” definitivamente”
Do rio ao mar, Palestina livre já!
