Servidores protestam em Porto Alegre contra a Reforma Administrativa
Porto Alegre foi palco de um grande ato contra a PEC 38/2025, que versa sobre a Reforma Administrativa. A mobilização nesta quinta-feira (4) ocorreu de forma simultânea em todos os estados do país, com paralisações convocadas por entidades de servidores Técnico-administrativos em Educação de instituições federais, entre elas a ASSUFRGS Sindicato. Na UFRGS, UFCSPA e IFRS, a parlaisação durou 48 horas nos dias 03 e 04 de dezembro.
O dia de luta iniciou com a “envelopagem” do Campus Porto Alegre do Instituto Federal do Rio Grande do Sul. Colegas da categoria fixaram uma faixa amarela em toda a extensão do gradil do campus. O material evidencia que “a Reforma Administrativa vai destruir a educação pública.” Nos últimos dias, a envelopagem também ocorreu nos campi Centro e Vale da UFRGS e na UFCSPA. Uma ação semelhanmte está sendo organizada para ocorrer no Campus Olímpico e demais campi do IFRS.
Marcha contra a Reforma Administrativa
A concentração para a grande marcha contra a Reforma Administrativa iniciou às 12h no pátio da Faculdade de Educação da UFRGS (FACED). Estiveram presentes representantes sindicais dos servidores públicos das três esferas. Entre as entidade presentes estavam: ASSUFRGS, ANDES/UFRGS, SINDOIF, ASSUFSM, ASUFPel, APTAFURG, SINDJUS RS, 39º Núcleo do CPERS, Sindiserf, Aprofurg, Sinasefe IFSul, SindTCE RS, SindiMetrô RS, ASERGHC e ADUFPel.
Após a concentração a marcha saiu a FACED, adentrou o túnel da Conceição e encerrou na prefeitura de Porto Alegre. Durante a caminhada, a ASSUFRGS e demais sindicatos denunciaram que a Reforma Administrativa representa riscos concretos para os servidores e população: perda de direitos das categorias, precarização de vínculos, fim da estabilidade e piora no atendimento ems erviços essesnciais, como educação, segurança e saúde.
“A reforma não fala em investimento na educação e na saúde. Fala apenas em retirada de direitos do servidor público e precarização dos contratos de trabalho. Precisamos de mais investimento no servidor público, para uma melhoria no atendimento à população. A reforma atinge o conjunto da sociedade ao precarizar o atendimento dos serviços essenciais. A resposta que a gente vai dar é na rua”, defendeu a Coordenadora Geral da ASSUFRGS, Maristela Cabral Piedade.
Para Ricardo Souza, Coordenador Geral da ASSUFRGS, a mobilização se faz essencial. “O que impediu a PEC da bandidagem foi povo na rua. Nós não vamos permitir mais retrocessos, como fizeram com o PL da Devastação Ambiental. Por isso estamos mobilizados. Não deixaremos a Reforma Administrativa, a PEC 38 passar. Temos mais duas semanas até o recesso da cêmara e seguiremos pressionando, com outdoor, envelopamento dos campi e atividades de rua para dialogar com a sociedade”.
Loiva Chansis, Coordenadora Geral da FASUBRA Sindical e Coordenadora da ASSUFSM, estava no ato. Durante a caminhada ela dialogou com a população. “A reforma vai destruir o SUS. Destruir o serviço público é dizer que a população mais marginalizada não será atendida. Essa PEC vai manter uma minoria de privilégios que existem neste país, Cada um de vocês que está no ônibus, paga imposto e essa minoria será privilegia. Para voltar aquela velha negociata de balcão: na qual quem entra no serviço público são os filhos dos políticos. Não iremos permitir.”
Além da questão da Reforma Administrativa, o sindicato reivindica o cumprimento integral dos acordos da greve de 2024, e discute internamente temas como jornada de trabalho, controle de frequência e implementação do PGD.
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