Perseguição ao mandato popular de Glauber Braga avança na Câmara, com votação pautada para esta quarta-feira (10)
O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), pautou para esta quarta-feira (10) a análise, em plenário, do processo contra o deputado Glauber Braga (PSol-RJ), em nítida perseguição política ao mandato popular e a serviço da classe trabalhadora. Em suas redes sociais, Braga afirmou que não irá recuar. “Seguirei denunciando o orçamento secreto. Quero agradecer a solidariedade de cada um e cada uma de vocês. Não iremos baixar nossa cabeça para esses caras que tentam nos calar.”
Ao longo deste ano, a ASSUFRGS vem manifestando seu repúdio à tentativa de cassar um dos mandatos mais combativos em defesa do direito dos trabalhadores. Em abril, Maristela Piedade, Coordenadora da ASSUFRGS, acompanhou presencialmente a sessão na Câmara dos Deputados onde o Conselho de Ética e Decoro Parlamentar se reuniu para discutir o parecer. Naquele dia, o relator do processo, deputado Paulo Magalhães (PSD-BA), emitiu parecer favorável à condenação de Braga. Em junho, a ASSUFRGS marcou presença na Caravana Glauber Fica, em Porto Alegre.
O parlamentar é alvo de um processo de perseguição política movido pelo Partido Novo, que o acusa de agressão contra Gabriel Costenaro, integrante do Movimento Brasil Livre (MBL). Na época do ocorrido, em 2024, a ASSUFRGS manifestou nota de solidariedade a Braga, evidenciando que o militante do MBL é conhecido por intimidar parlamentares combativos dentro da Câmara. “Não é a primeira vez que o mesmo indivíduo tenta intimidar parlamentares e militantes dentro do espaço da Câmara. Indivíduo que, inclusive, tem histórico de agressão contra as mulheres. A posição de Glauber Braga, em expulsar o agressor do espaço da Câmara, é necessária e louvada por este sindicato.”
Se a Câmara admitir a cassação de mandato por divergência política ou por denunciar os desmandos da presidência da Casa, estaremos diante do fim do voto como instrumento legítimo da democracia! Não será mais o povo a decidir quem o representa, mas sim uma cúpula autoritária comandada por Motta/Lira e sua trupe, num comportamento antidemocrático. Em defesa do mandato popular, Glauber Fica!
