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Sindicato participa de roda de conversa sobre greve organizada por estudantes do Serviço Social da UFRGS

Na última quarta-feira (06), representantes da ASSUFRGS participaram de uma atividade em apoio à greve organizada por estudantes, junto ao Centro Acadêmico de Serviço Social (CASS) da UFRGS. A programação contou com uma roda de conversa intitulada “Por que estamos em greve”, realizada no Instituto de Psicologia, Serviço Social, Saúde e Comunicação Humana (IPSSCH), no Campus Saúde.

Participaram da atividade Ana Maris Carlesso, coordenadora da pasta de Saúde e Segurança do Trabalhador da atual gestão da ASSUFRGS; Tania Peres, da atual gestão da ASSUFRGS e representante do Movimento Luta de Classes da UP; além das técnicas-administrativas em educação (TAEs) Valéria Muller e Myrela Leitão.

O encontro teve como objetivo ampliar o diálogo com a comunidade estudantil, fortalecer o apoio à greve e dar maior visibilidade às pautas e reivindicações que motivam a mobilização da categoria. A atividade ocorreu às 19h30 e reuniu estudantes interessada(os) em compreender o contexto e os desafios enfrentados pelas(os) servidoras(os) técnico-administrativas(os) em educação.

Antes do início da rodada de falas, o Centro Acadêmico divulgou uma Carta Aberta e um GT sobre o combate ao assédio na universidade. Durante o evento, foi mencionada por Tania Peres a Ocupação Sarah Domingues no Campus do Vale, feita pelo Movimento de Mulheres Olga Benario da UP, com objetivo de apoiar as alunas vítimas de assédio sexual e forçar a administração central a tomar medidas efetivas no combate e prevenção.

“O assédio é estrutural dentro da universidade, nos órgãos públicos e tem que ser combatido. Essa luta precisa ser conjunta e a ASSUFRGS está junto nas negociações”, afirmou Tania.

Foram abordados pontos como o não cumprimento do acordo de greve, as 30h, a falta de democracia na universidade e o fim da escala 6×1. Pautas consideradas relevantes para (as)os estudantes, já que o curso de Serviço Social é noturno e alunas(os) que trabalham em outro turno sentem o peso da exaustiva escala 6×1, além do assédio em ambiente acadêmico ou profissional.

Durante a roda de conversa, também foram debatidos os impactos do sucateamento das universidades públicas e a necessidade de ampliação das verbas destinadas à educação federal. As representantes destacaram as dificuldades enfrentadas no cotidiano da UFRGS, marcadas pela precarização da infraestrutura e pela falta de condições adequadas de trabalho e estudo, incluindo problemas básicos de manutenção. Além disso, foi ressaltado o papel fundamental das(os) TAEs no funcionamento da universidade, responsáveis por atividades essenciais como matrículas, bolsas estudantis, laboratórios e diversos serviços de base que sustentam a instituição. Muitas vezes invisibilizado, esse trabalho é indispensável para garantir o funcionamento da universidade pública.