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ASSUFRGS participa das celebrações dos 25 anos da Auditoria Cidadã da Dívida em Brasília

Nos dias 8 e 9 de outubro, a Auditoria Cidadã da Dívida (ACD) comemorou 25 anos de uma intensa luta em defesa dos direitos sociais, pelo limite dos juros e pela auditoria integral da dívida com participação popular. A programação em Brasília incluiu a reunião do Conselho Político Nacional, a Frente Parlamentar sobre o Limite dos Juros e a Auditoria Integral da Dívida Pública com Participação Popular, além de uma confraternização no Sindifisco Nacional.

A ASSUFRGS esteve presente nas atividades, representada por Márcia Tavares, integrante do Conselho Político Nacional da ACD, e por Berna Menezes, coordenadora da ASSUFRGS. Durante o evento, foram discutidos os impactos do chamado sistema da dívida sobre as políticas públicas e o orçamento brasileiro, além da necessidade de fortalecer a mobilização popular contra os mecanismos que priorizam o pagamento de juros em detrimento de direitos sociais.

“Participar dos 25 anos da Auditoria Cidadã da Dívida é reafirmar o compromisso com justiça social e os direitos sociais que tem sido tão atacados pelo sistema da dívida. Direitos que são drenados para alimentar as grandes fortunas, o agronegócio, a cadeia de exploração e diversas atrocidades que vêm junto: contra o meio ambiente, populações indígenas, educação e saúde. Um reflexo dentro do país de todo o problema humanitário, perversidades, fomes e guerras que ocorrem em todo o mundo. Parabenizamos a Auditoria da Dívida, por ser além de tudo, uma causa humanitária”, destacou Márcia Tavares, representante da ASSUFRGS no Conselho Político Nacional da ACD.

“A dívida pública tem sido usada como instrumento de desmonte do Estado e de retirada de direitos. Enquanto o capital financeiro é priorizado, faltam recursos para saúde, educação e políticas sociais. Precisamos enfrentar esse sistema que drena o que é do povo”, afirma Berna Menezes, coordenadora da ASSUFRGS. Confira a intervenção.

As comemorações incluíram oito lives, dois encontros presenciais e duas mobilizações ao longo das últimas semanas, debatendo temas como a trajetória da auditoria da dívida desde o plebiscito popular de 2000, a CPI da Dívida no Congresso, as ameaças à previdência social, o desmonte do Estado e a atuação do Banco Central na elevação da taxa Selic — que, segundo a ACD, drena bilhões de reais do orçamento público sem gerar investimentos estruturais ou sociais.

Entre os participantes internacionais e nacionais estiveram Zoe Konstantopoulou (Grécia), Ramiro Chimuris (Cuba), Juliana Teixeira, José Augusto Lyra, Ladislau Dowbor, Miguel Bruno, Paulo Rubem e outros pesquisadores e militantes de destaque.

A ASSUFRGS reafirma seu compromisso com a luta pela auditoria integral da dívida pública com participação popular, pela revogação do Teto de Gastos e pela defesa dos serviços públicos e dos direitos sociais, pilares essenciais para um Estado democrático voltado ao povo brasileiro.

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