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CLG realiza segunda reunião com a reitoria do IFRS

Ocorreu na última terça-feira (31) a segunda reunião do CLG com a reitoria do IFRS, desta vez on-line, para tratar dos pontos 1) Esclarecimentos do motivo pelo qual o ofício sobre o auxílio transporte não foi construído com o sindicato, conforme havia sido acordado, e se haverá descontos; 2) Participação no GT nacional que discute o quantitativo de taes por campi e proposta do fator Taes por Aluno; e 3) Participação do sindicato, e não apenas da CIS, nos estudos locais de dimensionamento dos campi.

Sobre o primeiro ponto, a DGP justificou que, embora acordado no dia 12/03 que haveria outra reunião com o CLG (nos dez dias seguintes), não houve tempo hábil para isto. A DGP precisou reunir com a equipe técnica (Gestores de Pessoas das unidades) e descer o ofício aos campi, sem tempo para consultar o sindicato, pois no dia 31 seria necessário declarar os dias trabalhados, no mês, que cada servidor/a solicitou auxílio transporte.

Também explicou o ofício e no diálogo ficou nítido que não há consenso, entre CLG e gestão, se há necessidade de um formulário declaratório mensal, complementando o controle social, pelas chefias e os lançamentos por ausência. A DGP informou que não há como atender esta demanda neste momento.

Ficou acordado um fluxo para as solicitações das reuniões seguintes, solicitado o compromisso que ocorram de fato e desde já agendada nova reunião para daqui 15 dias.

Sobre o segundo ponto, o pró-reitor de ensino explicou que a remodelagem da portaria 713, que define o número de Taes por unidade acadêmica, está sendo discutida num GT do MEC, presidido pela reitora do IFFar e com participação de outros reitores. O sindicato reiterou a solicitação de que o reitor do IFRS, presidente do Conif, leve a solicitação de participação da Fasubra e/ou da CNSC neste GT, por se tratar de uma portaria com impacto direto na carreira TAE no IFRS. Foram debatidos também o número de Taes por aluno, que no IFRS é muito metade da razão TAE-Aluno das universidades e que este é um dos fatores que tem gerado sobrecarga de trabalho, conforme discutido em atividade da greve no dia 20/03.

A respeito do terceiro ponto, a DGP informou que não há um estudo de dimensionamento em curso no IFRS e que quando este processo ocorrer os sindicatos serão convidados a participar. O CLG citou que está ocorrendo em alguns campi e ficou de verificar estas situações locais e a necessidade de atuação do sindicato no processo.

Como ponto adicional as pautas, o campus Rolante perguntou como está a regulamentação da RSC no IFRS. A DGP informou que não entende como indicado começar uma regulamentação interna antes da regulamentação da lei, pois isto pode gerar retrabalho e atraso. O pró-reitor de ensino sinalizou a disposição institucional para que tão logo seja regulamentado nacionalmente, o IFRS irá implementar também, sem entraves adicionais. Ambas as partes manifestaram preocupação com a limitação de 75% no conjunto das instituições e a não aplicação do pagamento retroativo (desde a data da solicitação), situações inadequadas na lei aprovada e que devem gerar tensões se não corrigidas.

Participaram da reunião o diretor de gestão de pessoas, o pró-reitor de ensino e o pró-reitor de desenvolvimento institucional do IFRS. Representando o CLG estiveram presentes os/as servidores/as Paulo Faber, Marcia Pedroso, Ricardo Souza, Fabiano Holderbaun, Márcio Araújo, Cauê Pacheco, Allan de Souza, Juliane Paim e a advogada Kelly Borges, do escritório jurídico que representa a Assufrgs Sindicato.

Porto Alegre, 31 de março de 2026.
Delegação CLG