Greve 2026Notícia

NOTA DA ASSUFRGS

NOTA DA ASSUFRGS

As/os técnico-administrativas/os em educação, reunidos em assembleia geral de greve da ASSUFRGS, realizada em 27 de maio de 2026, repudiam o encaminhamento do ofício 058/2026 da FASUBRA ao MEC, em nome da Direção e do Comando Nacional de Greve (CNG) – articulado pelas organizações Unir, Ressignificar, CTB, TAES na Luta e Travessia.

O documento tenta colocar em cheque nossa pauta, ainda com 18 pontos do acordo de greve não contemplados. Recebemos com consternação o ofício 58/2026 da FASUBRA, pois não contempla os desejos da base, em relação à pauta da greve nacional.

Acreditamos que não houve conquista concreta para a categoria até o momento, em relação ao acordo de greve de 2024. Esperava-se uma ação mais consequente da FASUBRA, mas o que recebemos foi uma “proposta” que simplesmente repete algo que já havia sido estabelecido.

O ofício prevê a publicação do decreto do RSC, que já exclui mais da metade da categoria – colegas aposentadas/os, em estágio probatório e doutores, e a realização de GTs, para tratar de alguns temas junto ao MEC, não prevendo sequer alguma mesa de negociação com o MGI. Sem nenhuma conquista concreta para aposentadas/os e pensionistas; sem reverter a terceirização dos TILS e de trabalhadoras/es da acessibilidade; sem o avanço das 30 horas para todas/os/es TAEs (além do retrocesso na flexibilização da jornada de trabalho).

A majoritária da FASUBRA está tratando o aceite de uma ata de reunião com o MEC como atendimento da pauta da categoria, o que vai contra a própria deliberação das bases, externada já ao CNG: de não hierarquização de temas prioritários da pauta, que consiste no cumprimento integral do acordo de greve de 2024. A majoritária não aceitou sua derrota – a não priorização de itens da pauta.

A conduta das forças majoritárias da FASUBRA cai como um verdadeiro golpe, uma traição a todas/os/es que lutam durante meses, esperando respeito e melhores condições de trabalho. Acordo assinado deve ser cumprido! A majoritária busca blindar o governo e manter sua hegemonia, entregando a própria categoria de bandeja.

Conclamamos as demais bases da FASUBRA a se contrapor a essa postura e a manter a greve até que nossas conquistas sejam alcançadas.

Na luta, construímos o futuro.
Caravana a Brasília, já!