FACED UFRGS divulga Manifesto em defesa do Instituto de Educação Gal. Flores da Cunha
A Faculdade de Educação da UFRGS, a FACED, publicou no dia 23 de fevereiro uma nota de repúdio ao projeto do governo para o Instituto de Educação Gal. Flores da Cunha.
O IE está fechado para restauro desde 2016. A obra seguia o projeto elaborado em conjunto com a comunidade escolar. Após paralisação do restauro devido à necessidade da troca de empresa, o governo estadual começou a dar sinais de que tinha planos de utilizar o prédio para instalar outras estruturas que não somente os espaços do Instituto.
O problema é que o projeto do governo pode retirar quase todo espaço da escola. A escola ocupa área de cerca de 12 mil metros quadrados. Desse total, serão destinados 2 mil metros quadrados para o Museu da Escola do Amanhã e outros 2 mil metros quadrados entre o Centro de Formação e o Centro Gaúcho de Educação Mediada por Tecnologias (Cegemtec). A comunidade escolar que é contrária aos planos de se instituir no local um museu e centro de formação de professores gerido pela iniciativa privada, não foi convidada e nem tomou conhecimento do ato de assinatura da ordem de serviço.
Em nota, a FACED destaca que, “o Instituto de Educação mantém com a FACED/UFRGS uma relação de profunda parceria: quer como campo de estágio, quer como espaço de pesquisa e extensão, o IE foi importantíssimo espaço de aprendizagens de discentes das Licenciaturas aqui atendidas, em especial da Licenciatura de Pedagogia.” E ainda acrescenta que se soma “à comunidade porto-alegrense e gaúcha em defesa do IE, da integralidade do projeto chancelado pela comunidade, abrigando a Educação Infantil, o Ensino Fundamental, o Ensino Médio, a Educação de Jovens e Adultos – a EJA, o Curso Normal e o Curso Normal Aproveitamento de Estudos. Hoje es estudantes, professories e funcionáries são obrigades a pedir abrigo a outras escolas, em outros prédios, também mal conservados, de escolas estaduais.“
E mais a frente, pontua que “o que justifica a descaracterização desse lugar como uma escola pública senão o próprio descaso com a educação pública e a comunidade escolar? Qual o sentido de reduzir o número de matrículas em uma escola pública localizada em lugar central como o do IE? Como podemos aceitar a alternativa que se apresenta como um “modelo de escola do futuro” se o método é de apagamento do passado e do presente? Ao invés de um ‘Museu escola‘ porque não manter a escola em sua integralidade, sem ficção, cujo papel formativo interfere diretamente na vida de milhares de pessoas em diferentes fases da vida, desde a infância até a velhice que vivem em Porto Alegre.“
Confira o manifesto da FACED completo aqui.
FOTO: Reprodução UFRGS
