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Atividade de GREVE nos campi Rolante e Canoas do IFRS

Na última sexta-feira (20/3) uma das agendas da atividade de greve ocorreu no campus Rolante do IFRS, com passagem pelo campus Canoas da mesma instituição. Este último, com envelopamento e passagens nos setores.

Em Rolante a atividade principal foi o debate sobre “Racionalização, número de técnicos por alunos e sobrecarga de trabalho”. Compuseram a mesa os servidores Marcia Pedroso, Ricardo Souza e Paulo Faber, este último como mediador. Participaram do debate em torno de 50 Técnicos Administrativos em Educação, das três instituições (UFRGS, UFCSPA e IFRS), com representantes de diversos campi da base Assufrgs, entre eles Osório, Poa, Restinga, Canoas e Rolante, além de representantes dos aposentados.

A atividade descentralizada (uma das bases Assufrgs que fica a mais de 100 km de Porto Alegre) contou com apoio do sindicato na locação de micro-ônibus e “salchipão” coletivo, organizado pelo Fabiano Holderbaun, colega de Rolante, e pela comissão de infraestrutura da greve.

Uma delegação também reuniu com a diretora da unidade, que manifestou apoio a greve e dialogou sobre os pontos que estariam presentes, logo depois, no debate entre os Taes.

Durante o debate, Márcia Pedroso apresentou as portarias mais recentes sobre dimensionamento na rede EPT (portarias MEC 34/2025 e conjunta MGI 70/2025, que não estabelecem parâmetros, mas definem quantitativos. Apresentou também alguns extratos dos quantitativos TAEs por aluno atuais, que seriam de 12 a 14 estudantes por Tae na UFRGS e na UFCSPA (uma proporção de 8 a 9%) e de 25 estudantes por Tae, no IFRS (uma proporção de 4%). Na leitura do grupo, nas três instituições são números insuficientes de Taes e um dos fatores que influenciam na sobrecarga de trabalho.

Ricardo Souza destacou o art. 6 do decreto 5.825/2006, que especifica que “O dimensionamento das necessidades institucionais de pessoal, objetivando estabelecer a matriz de alocação de cargos e definir os critérios de distribuição de vagas”, o qual observa “comparação entre a força de trabalho existente e a necessidade identificada, de forma a propor ajustes”, entre outros pontos.

Na discussão ficou nítida a necessidade de um estudo amplo para identificar as demandas específicas de cada unidade acadêmica e setor, principalmente buscando evitar o isolamento de cargos únicos ou substituição dos técnicos estatutários por estagiários e terceirizados. Também a necessidade de criar algum fator que viabilize o aumento do número de técnicos quando ocorre aumento do número de alunos, talvez na mesma sistemática da proporção professor-aluno (já prevista na legislação).

Ao final da atividade todos se apresentaram, trouxeram suas contribuições e se dispuseram a continuar as discussões do tema do dia, e de outros correlatos, no decorrer da greve e após ela.

Foi observado que os institutos federais são instituições jovens, no atual formato, e que precisam tratar nesta sua adolescência das situações mal resolvidas em seus primeiros anos, que agora requerem ajustes.

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Atividade de GREVE nos campi Rolante e Canoas do IFRS – 20/03/2026