Assembleia Geral da ASSUFRGS reafirma continuidade da greve e aprova caravana a Brasília
A Assembleia Geral de Greve da ASSUFRGS, realizada no auditório do IPSSCH da UFRGS, reuniu trabalhadoras e trabalhadores técnico-administrativos em educação da UFRGS, UFCSPA e IFRS para discutir os rumos da mobilização nacional. A mesa foi composta por Valéria Muller, Maristela Piedade e Jade Monteiro, e contou com relatos da delegação da entidade no Comando Nacional de Greve (CNG).
Conjuntura e desafios
Durante os informes, os trabalhadores destacaram a gravidade do cenário nacional e internacional. Foi lembrado que o Projeto de Lei 6170, que trata da carreira, ainda não foi sancionado graças à pressão da greve, que já mobiliza mais de 50 universidades. A defesa da jornada de 30 horas, a luta contra a terceirização nas IFEs e a necessidade de fortalecer a carreira pública foram pontos centrais das falas.
Representantes também alertaram para o desprezo do governo em relação à categoria, denunciando políticas que visam à gradual extinção dos cargos técnico-administrativos. Houve críticas à postura do Ministério da Gestão e Inovação (MGI) e do MEC, além de preocupação com projetos de caráter privatista que ameaçam o serviço público.
Encaminhamentos aprovados
A assembleia deliberou por importantes encaminhamentos:
- Continuidade da greve. (Aprovada por ampla maioria, com duas abstenções).
- Caravana a Brasília nos dias 14 e 15 de abril, para participar dos atos nacionais dos TAEs e das centrais sindicais contra a escala 6×1. (Inscrições serão abertas no site da ASSUFRGS).
- Nomes para o CNG serão definidos em próxima Assembleia Geral de Greve. A data será definida pelo CLG de 25/03.
- Aprovada moção em apoio à ocupação da FUNAI em Altamira Pará pelos povos indígenas em defesa do Rio Xingu.
- Construção de ato local no dia 14/04, conforme adesão à caravana.
- Indicar ao CLG a inclusão de atividade de formação sobre as mudanças na carreira e no plano de carreira, como parte da agenda de greve.
- Indicar ao CLG a criação de uma comissão de memória.
- Reafirmar o início da construção da campanha salarial 2027;
Os debates reforçaram que a greve é histórica e decisiva para barrar retrocessos, garantir conquistas como a jornada de 30 horas e preparar o terreno para reajustes futuros. A unidade da categoria foi destacada como fundamental para enfrentar a política de desmonte do serviço público e assegurar vitórias que fortaleçam a carreira técnicos administrativos em educação.
2026.03.24 Assembleia Assufrgs