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ASSUFRGS promove atividade de memória e resistência no Campus do Vale com homenagem a mulheres vítimas de violência

A ASSUFRGS realizou, nesta terça-feira (31), na subsede do Campus do Vale, uma atividade de memória, reflexão e resistência voltada ao enfrentamento da violência contra as mulheres e à preservação da memória histórica. O encontro reuniu servidoras, servidores e funcionárias em um momento coletivo de escuta, partilha e conscientização.

A programação contou com a pintura de um banco vermelho, símbolo internacional de enfrentamento à violência contra as mulheres, e com uma exposição de imagens em homenagem a mulheres que sofreram violências durante o período da ditadura militar.

A iniciativa buscou resgatar histórias que não podem ser esquecidas e reafirmar a importância da memória como instrumento de luta por direitos, verdade e justiça. Foto: Christofer Dalla Lana/ASSUFRGS

A atividade teve início com a dinâmica “Não foi isso, foi feminicídio”, em que as pessoas presentes refletiram sobre justificativas frequentemente utilizadas para relativizar atos extremos de violência contra mulheres. Durante a dinâmica, expressões e explicações socialmente naturalizadas foram confrontadas com a realidade: a violência de gênero não pode ser minimizada nem justificada.

Na sequência, Rosa Beltrame, técnica em enfermagem e sobrevivente da ditadura militar, compartilhou seu testemunho sobre as torturas e violências sofridas naquele período.

Em sua fala, destacou que os impactos da violência atravessam gerações e atingem não apenas quem viveu diretamente a repressão, mas também mulheres que seguem enfrentando diferentes formas de opressão até hoje. Foto: Christofer Dalla Lana/ASSUFRGS

Servidoras técnico-administrativas em educação também ocuparam o espaço para relatar experiências marcantes vividas ao longo de suas trajetórias, incluindo episódios de violência que, em alguns casos, poderiam ter resultado em feminicídio. Funcionárias presentes também participaram do momento, ampliando a roda de escuta e fortalecendo o caráter coletivo da atividade.

Marcado pela emoção, o encontro resgatou memórias de mulheres que já passaram pela universidade e daquelas que seguem lutando cotidianamente por dignidade, segurança e reconhecimento.

O Banco Vermelho integra uma campanha internacional criada na Itália, em 2016, e instituída no Brasil pela Lei nº 14.942, de 31 de julho de 2024. A proposta prevê a instalação de bancos vermelhos em espaços públicos como forma de sensibilizar a sociedade sobre o feminicídio, além de divulgar canais de denúncia, apoio e acolhimento às vítimas.

A ação faz parte da agenda de greve e integra o conjunto de atividades da ASSUFRGS voltadas à promoção da memória histórica e ao combate à violência de gênero, fortalecendo a reflexão coletiva e o engajamento social.

2026.03.31_Pintura Banco Vermelho

Confira o vídeo da atividade: